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	<title>Projeto Orbum &#187; astronomia</title>
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		<title>Programa Projeto Orbum 16-08-2009</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 21:36:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programas de Rádio]]></category>
		<category><![CDATA[astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[planetas]]></category>

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		<description><![CDATA[ Download audio file (po_2009-08-16.mp3)
Assuntos discutidos neste Programa:

O movimento hippie
As manchas de Júpiter e Marte
O homem na lua
Comentário da semana: Inutilidade da Verdade



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Clique no ícone ao lado com o botão direito do mouse, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/09/projeto-orbum2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-767" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" title="projeto-orbum" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/09/projeto-orbum2-150x150.jpg" alt="projeto-orbum" width="150" height="150" /></a> <a href="http://orbum.org/mp3/po_2009-08-16.mp3">Download audio file (po_2009-08-16.mp3)</a></p>
<p><strong>Assuntos discutidos neste Programa:</strong></p>
<ul>
<li>O movimento hippie</li>
<li>As manchas de Júpiter e Marte</li>
<li>O homem na lua</li>
<li>Comentário da semana: Inutilidade da Verdade</li>
</ul>
<p><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-size: 10pt;"><br />
<a title="Download" href="http://orbum.org/mp3/po_2009-08-16.mp3"><img style="margin: 5px; border: 0px;" title="Baixar Programa" src="http://orbum.org/wp-content/uploads/2009/03/download_manager_32x32.png" border="0" alt="down" hspace="5" vspace="5" width="32" height="30" align="left" /></a></span></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><strong>Deseja ouvir off-line?</strong><br />
Clique no ícone ao lado com o botão direito do mouse, depois clique em &#8220;Salvar Destino Como&#8230;&#8221; </span></span></span><span style="font-size: 8pt;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">e faça o download do programa em mp3. Dependendo da configuração do browser, </span></span></span><span style="font-size: 8pt;"><span style="font-family: verdana,geneva;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">basta clicar com o botão esquerdo.</span></span></span></p>
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		<title>Nascimento, vida e morte das estrelas</title>
		<link>http://www.orbum.org/2009/04/nascimento-vida-e-morte-das-estrelas/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 00:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[astronomia]]></category>

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&#8220;Na vida, quase tudo parece depender das estrelas. Ou melhor, tudo em nossas vidas depende efetivamente de um desses corpos celestes: o Sol, nossa estrela central. Basta lembrar que a vida existe, porque existe a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/header_orbum.png"><img class="alignnone size-full wp-image-189" style="border: 0pt none;" title="header_orbum" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/header_orbum.png" alt="header_orbum" width="562" height="202" /></a></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Na vida, quase tudo parece depender das estrelas. Ou melhor, tudo em nossas vidas depende efetivamente de um desses corpos celestes: o Sol, nossa estrela central. Basta lembrar que a vida existe, porque existe a luz do Sol. Apesar disso, muitas vezes, imaginamos que as estrelas, sempre cantadas em prosa e versos, servem apenas para alimentar nossos sonhos. Conhecer como nascem, vivem e morrem as estrelas é conhecer como surge a luz, bem como tudo aquilo que dá origem e serve de sustentação à vida. Essas questões, portanto, ligam a natureza do universo às próprias raízes da gênese humana.&#8221;</em></span></p>
<p><em><strong>José Renan de Medeiros</strong></em><br />
<em><a href="http://www.dfte.ufrn.br/" target="_blank">Departamento de Física Teórica e Experimental</a>,<br />
<a href="http://www.ufrn.br/ufrn/" target="_blank">Universidade Federal do Rio Grande do Norte</a></em></p>
<p>Pensar o porquê da existência das estrelas está presente em todas as culturas, indefases de uma vida: do embrião, à infância e à adolescência até a idade adulta e a velhice, completando todo um ciclo evolutivo. Como na natureza viva, o mundo estelar é também composto de uma enorme diversidade. Sua evolução não é linear, e muitos eventos podem mudar radicalmente seu curso, como acontece na própria história da vida.</p>
<p><span id="more-182"></span></p>
<h1><strong>O melhor dos vácuos</strong></h1>
<p>O espaço entre as estrelas, o qual denominamos <a id="aptureLink_Uo0eePUcWq" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio%20interestelar">meio interestelar</a>, não é vazio. Pelo contrário, esse meio – mesmo sendo muito mais rarefeito que o melhor vácuo já produzido em laboratório – é preenchido por gás e poeira. Essa matéria encontra-se em lugares específicos dentro das <a id="aptureLink_Uc1hQreoiv" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%A1xia">galáxias</a>, as quais representam as estruturas unitárias básicas do universo. As galáxias, elas mesmas, são constituídas de bilhões de estrelas e de quantidades consideráveis de gás e poeira.</p>
<p>O meio interestelar não é uniforme nem homogêneo, mas é bastante frio. Nesse meio, encontram-se as nuvens moleculares, compostas principalmente de <a id="aptureLink_0neXiDbr8h" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrog%C3%AAnio%20molecular">hidrogênio molecular</a> (H2), podendo conter também <a id="aptureLink_LA19yi5e5i" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Composto%20org%C3%A2nico">moléculas orgânicas</a> à base de <a id="aptureLink_AtbHf11J1k" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carbono">carbono</a>. O tamanho dessas nuvens varia de dezenas a centenas de anos-luz, e suas massas alcançam entre 100 mil e vários milhões de vezes a do Sol. Cada ano-luz, para se ter uma ideia, equivale a 9,5 trilhões de km.</p>
<h1>Embrião estelar</h1>
<p>As condições especiais que levam ao nascimento de uma estrela estão associadas a eventos externos às nuvens moleculares:<br />
<strong><em>i)    a explosão de uma estrela nas vizinhanças de uma nuvem;<br />
ii)    ii) oscilações em larga escala na região onde a nuvem se encontra.</em></strong><br />
Esses dois fenômenos podem provocar, no interior da nuvem, flutuações de densidade que irão se comportar como centros de <a id="aptureLink_Zn6XLeqbWa" href="http://www.youtube.com/watch?v=aBT40vcsdOg">atração gravitacional</a>, passando a atrair a matéria circundante. Em torno desses centros atratores, a matéria irá se concentrar cada vez mais, fazendo a densidade aumentar consideravelmente.<br />
A essa altura, a massa do gás ali presente já representa um embrião de estrela, também chamado protoestrela, que irá começar seu desenvolvimento. Mas, como na natureza viva, nada indica, de forma absoluta, que dali nascerá uma estrela. Isso vai depender inicialmente do tamanho da massa condensada, a qual não pode ser nem muito grande, nem muito pequena.<br />
Os embriões estelares, agora já compactos e densos, continuam crescendo cada vez mais em massa, à medida que recebem mais e mais matéria das regiões em torno deles. A região central do embrião, seu núcleo, continua se contraindo devido à atração gravitacional, e a temperatura vai se elevando. Essa fase de contração continuará até o momento em que a matéria se torne tão densa e tão quente que <a id="aptureLink_5SbuDh32WL" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rea%C3%A7%C3%B5es%20nucleares">reações nucleares</a> envolvendo o <a id="aptureLink_SCjX4yvfJG" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrog%C3%AAnio">hidrogênio</a> possam ocorrer.</p>
<h1>Como a bomba H</h1>
<p>No caso particular de um embrião estelar cuja massa seja igual à do Sol, quando as temperaturas no núcleo atingem cerca de 12 milhões de <a id="aptureLink_AUblpNIGPs" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kelvin">kelvins</a>, átomos de hidrogênio começam a se fundir, por meio de um processo chamado fusão termonuclear, que consiste na aglutinação dos núcleos de dois átomos, para formar um terceiro, mais pesado.<br />
As reações termonucleares (ou simplesmente fusão nuclear) produzem uma energia extraordinária. O mais simples desses processos é a fusão de dois átomos de hidrogênio (H) para formar um átomo de <a id="aptureLink_CtzsEYc8wm" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio">hélio</a> (He). Trata-se, na realidade, do mesmo processo usado na produção de bombas de hidrogênio (ou bombas H). Porém, nesse caso, em uma escala infinitamente menor que aquela que ocorre no interior de uma estrela. A massa de um átomo de hélio obtido por fusão é sempre menor que aquela dos dois átomos de hidrogênio que lhe deram origem. Parte significativa da massa resultante dessa diferença é transformada em energia, segundo a conhecida fórmula do físico <a id="aptureLink_idXd4KDT7W" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert%20Einstein">Albert Einstein</a> (1879-1955): E = mc2, na qual E é a energia; m, a massa; e c, a velocidade da luz no vácuo (300 mil km/s), que, no caso, está elevada ao quadrado. Essa relação matemática nos diz que uma massa diminuta pode gerar quantidades assombrosas de energia, como ocorre nas bombas atômicas, por exemplo. Nas estrelas, essa energia é irradiada para fora do núcleo, e parte dela vai aquecer o próprio gás que o envolve, sendo depois irradiada novamentepara regiões cada vez mais externas.</p>
<h1>Nasce uma estrela</h1>
<p>As reações nucleares na região mais central da protoestrela elevarão sua temperatura até cerca de 16 milhões de kelvins. Quando a pressão do gás nessa região atinge cerca de 2,7 bilhões de atmosferas (a pressão ao nível do mar, na Terra, vale 1 atmosfera!), as condições são suficientes para que esse núcleo possa sustentar o peso das camadas mais externas, as quais, devido à gravidade, continuam a comprimir o gás.<br />
A massa da protoestrela, como um todo, incluindo as regiões do núcleo e das camadas mais externas, atinge um estado de equilíbrio que será mantido devido à fusão constante do hidrogênio, que se estenderá por bilhões e bilhões de anos, até a exaustão desse átomo no núcleo estelar. Nesse momento, a contração gravitacional cessa, e a luminosidade da estrela torna-se perene. Podemos, afinal, afirmar que, efetivamente, nasceu uma estrela! Assim, da grande nuvem molecular que se fragmentou em inúmeros pedaços, devido às flutuações em sua densidade, poderá se formar um grande número de estrelas (<strong>figura 1</strong>), desde que os embriões tenham as massas necessárias. As estrelas, na realidade, são objetos bastante sociáveis no início de suas vidas: elas nascem quase simultaneamente em grandes grupos, chamados aglomerados estelares, todas apresentando características e propriedades similares. Só muito mais tarde elas poderão se separar umas das outras, para viverem de forma solitária, em duplas ou em pequenos grupos. Algumas estrelas, entretanto, permanecerão por toda a vida nos aglomerados.</p>
<div id="attachment_185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/pilares-da-criacao.jpg"><img class="size-full wp-image-185" title="pilares-da-criacao" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/pilares-da-criacao.jpg" alt="Nebulosa da Águia, Pilares da criação" width="500" height="493" /></a><p class="wp-caption-text">Nebulosa da Águia, Pilares da criação (fig.1)</p></div>
<p><span style="color: #999999;">Figura 1. Conhecidas como ‘Pilares da Criação’, essas colunas de gás e poeira, que ocupam a região central da Nebulosa da Águia, a cerca de 7 mil anos-luz da Terra, são um dos mais famosos berçários de estrelas conhecidos. No topo da coluna da esquerda, o ponto azul representa uma jovem estrela de massa quatro a cinco vezes a do Sol.</span></p>
<h1>Infância e vida adulta</h1>
<p>A menos que aconteça algum acidente de percurso – que, em algumas situações, pode ser mortal para uma recém-nascida –, as estrelas atravessarão toda a infância e a idade adulta sem grandes distúrbios. Mas isso vai depender da massa de cada uma delas e das condições ambientais, ou seja, se vivem sozinhas ou associadas a outras. No mundo cósmico, em particular no estelar, viver de forma solitária pode representar menos perigo para a vida. Quanto maior for a massa de uma estrela, mais breve será sua infância e sua vida adulta. Em sentido inverso, quanto menor a massa, mais ela viverá em condições normais. Essas duas fases, infância e idade adulta, estão associadas à quantidade de hidrogênio que há na estrela. Quando cerca de 10% a 20% da massa total de hidrogênio for consumida, a pressão no núcleo estelar já terá aumentado o bastante para romper o equilíbrio no qual a estrela viveu até aquele momento. Tentando restabelecer esse equilíbrio, o núcleo irá se contrair e provocar um aumento da temperatura central. Isso resultará em um aumento da taxa de reações nucleares e, portanto, da produção de energia. Em consequência, as camadas mais externas da estrela irão se expandir, levando a um aumento de seu raio e de sua luminosidade. Nesse momento, pode-se afirmar que a fase que vai da infância ao topo da vida adulta completou-se. Para uma estrela como o <a id="aptureLink_hIYoKQZrCn" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sol">Sol</a>, essa fase se estende por cerca de 10 bilhões de anos, com uma produção de energia praticamente constante.</p>
<h1>Diversidade cósmica</h1>
<p>Pode-se falar de quatro grandes grupos taxonômicos no mundo estelar: as <a id="aptureLink_coNafZHMue" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela%20an%C3%A3">estrelas anãs</a>, as subgigantes, as gigantes e as supergigantes. Em cada um desses grupos, as estrelas podem ainda ser classificadas em azuis, amarelas e vermelhas. Aquelas mais quentes apresentam cores azuis; as de temperaturas intermediárias são amarelas; as mais frias têm tons avermelhados. Entretanto, mesmo no interior de um desses grupos, há uma enorme diversidade de tamanhos.<br />
O Sol é uma estrela anã. Como ele, bilhões e bilhões de outros sóis existem na <a id="aptureLink_9u7feMH7KQ" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Via%20lactea">Via Láctea</a>, a galáxia que abriga o sistema solar. Algumas estrelas são tão parecidas com o Sol que se criaram duas outras categorias de estrelas:<br />
<strong><em>i)    as análogas solares, que são estrelas muito parecidas com o Sol;<br />
ii)    ii) as gêmeas solares, que são aquelas idênticas ao Sol.</em></strong><br />
Quando as estrelas chegam à fase terminal da vida, a diversidade estelar é ainda mais ampla. Aqui, surge outra fauna cósmica: as <a id="aptureLink_YV8ipX2wUl" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa%20planet%C3%A1ria">nebulosas planetárias</a>, as novas, as <a id="aptureLink_VqS8lo0UJd" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Supernova">supernovas</a>, as <a id="aptureLink_Skq6VpHlGO" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrelas%20de%20n%C3%AAutrons">estrelas de nêutrons</a>, os pulsares, as <a id="aptureLink_PjQG9e1PHj" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A3%20branca">anãs brancas</a> e até os <a id="aptureLink_otQwBYUo9s" href="http://www.youtube.com/watch?v=CuIlrNdax5I">buracos negros</a>. As estrelas, mesmo em um determinado grupo taxonômico, podem apresentar diversidade em relação a outras características físicas importantes, como a rotação. Na realidade, todas as estrelas estão em um eterno estado de rotação, às vezes girando de forma magistralmente rápida, como no caso dos pulsares; às vezes, lentamente, como as <a id="aptureLink_3Uy7uG0NDs" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gigante%20vermelha">gigantes vermelhas</a>.</p>
<h1>A morte de um astro</h1>
<p>Depois de concluir as etapas básicas de produção dos átomos e a organização nuclear – fato que se dá ao longo da fase de <a id="aptureLink_3Uy7uG0NDs" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gigante%20vermelha">gigantes vermelha</a> –, a usina nuclear estelar atinge seu nível máximo de produção de energia. É exatamente o excesso de energia nuclear em seu núcleo que levará a estrela à morte, a qual dependerá de sua massa e do ambiente em que vive.<br />
Para estrelas com massas bem maiores que a do Sol, a morte acontecerá na forma de uma explosão catastrófica. A tragédia anuncia-se quando a temperatura no núcleo atinge cerca de 5 bilhões de kelvins. Para compensar a enorme perda de energia – devido ao altíssimo fluxo de neutrinos (partícula subatômica extremamente fugidia) para o mundo exterior –, a estrela começa a se contrair cada vez mais rapidamente, até que a matéria das camadas mais externas cairá em queda livre sobre o núcleo, provocando seu colapso. Esse fenômeno levará a uma extraordinária explosão.</p>
<div id="attachment_191" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/nebulosa-de-caranguejo.jpg"><img class="size-full wp-image-191" title="nebulosa-de-caranguejo" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/nebulosa-de-caranguejo.jpg" alt="Nebulosa do Caranguejo," width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Nebulosa do Caranguejo (fig.2)</p></div>
<p><span style="color: #888888;">Figura 2. A nebulosa de Caranguejo, resultado de uma supernova (explosão de uma estrela no final de sua vida) observada no ano de 1054, tem cerca de 10 anos-luz de extensão. Em seu centro, habita uma estrela de nêutron tão maciça quanto o Sol, porém com diâmetro na casa de dezenas de km.</span></p>
<p>A estrela acaba de morrer, e esse acontecimento é chamado <a id="aptureLink_VqS8lo0UJd" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Supernova">supernova</a> (<strong>figura 2</strong>), cujo brilho poderá aumentar em até um bilhão de vezes, tornando a estrela temporariamente tão brilhante quanto uma galáxia. A massa da estrela será precipitada para longe, com velocidades de milhares de quilômetros por segundo. Ao longo de um período que pode se estender de meses a anos, essa matéria – distribuída no espaço com uma geometria que lembra cascas de cebola –, irá se diluir e esfriar, mas agora enriquecida dos átomos produzidos na usina nuclear estelar ao longo da vida desse astro.</p>
<h1>Rochedo de carbono</h1>
<p>As estrelas de massas parecidas com a do Sol não atingem jamais as temperaturas colossais necessárias para uma explosão catastrófica. Após a fase gigante vermelha, elas perdem suas camadas mais externas, que levam para o espaço interestelar os produtos atômicos que ela produziu, deixando apenas uma estrela de brilho intenso no centro, rodeado de imensas nuvens. A matéria assim ejetada será ionizada pela radiação emitida pela estrela central. Essa matéria também começará a emitir luz (<strong>figura 3</strong>). Inúmeras nebulosas dessa natureza, quando observadas, aparentam-se a pequenos discos parecidos com planetas. Daí, serem chamadas <a id="aptureLink_MDPtUEvHQz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nebulosa%20planet%C3%A1ria">nebulosas planetárias</a>. As estrelas centrais dessas nebulosas têm temperaturas entre 30 mil e 150 mil kelvins em suas superfícies. Elas irão se contrair e formar um objeto extremamente denso, chamado anã branca. Nessa fase, não há mais combustível nuclear para alimentar a estrela, que vai se esfriar lentamente, emitindo, sob forma de luz, os restos do calor de seu interior. Em pouco tempo, ela se tornará um cadáver de estrela, sem luz e sem vida, tendo a forma de um colossal e arredondado rochedo de carbono.</p>
<div id="attachment_192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/nebulosa-da-formiga.jpg"><img class="size-full wp-image-192" title="nebulosa-da-formiga" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/nebulosa-da-formiga.jpg" alt="Nebulosa da Formiga" width="500" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">Nebulosa da Formiga (fig.3)</p></div>
<p><span style="color: #888888;">Figura 3. A nebulosa de Formiga tem em seu centro uma estrela similar ao Sol que está chegando ao final de sua vida. O nome da nebulosa vem do fato de o formato dos gases expelidos, que atingem velocidades de 1 mil km/s e têm cerca de um ano-luz de extensão, lembrarem o inseto. Astrônomos suspeitam que a forma dos gases pode ter sido moldada pela presença de uma segunda estrela, menos brilhante, orbitando a central.</span></p>
<h1>Canibal solitária</h1>
<p>Outra forma de morte no mundo estelar pode acontecer em sistemas binários com uma forte interação física, ou seja, quando duas estrelas girando uma em torno da outra interagem tão fortemente que pode haver troca de matéria entre elas. Nesses binários, uma das componentes do sistema pode canibalizar a outra. Nesse fenômeno, chamado coalescência estelar, a maior parte da massa da estrela que morre é transferida para sua companheira, inclusive seus produtos atômicos, levando a estrela-canibal a crescer em massa e apresentar características atômicas da estrela engolida. A estrela-canibal segue, a partir daí, uma vida solitária, obedecendo à mesma sequência evolutiva de qualquer outra estrela que tenha sua massa.</p>
<h1>Vida e poeira</h1>
<p>Assim, é extraordinário perceber que, da ação catalisadora que transforma o hidrogênio em hélio, ao longo da vida de uma estrela, surgirão inúmeros elementos, entre os quais o carbono, o nitrogênio e o oxigênio, todos com um papel essencial na elaboração das moléculas da vida. Definitivamente, apesar de serem mundos absolutamente hostis, as estrelas são a fonte da vida. Definitivamente, o ser humano é poeira de estrelas!</p>
<h1><a title="2009 Ano Internacional da Astronomia" href="http://www.astronomia2009.org.br/" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-193" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/04/ano_int_astronomia.jpg" alt="" width="93" height="176" /></a>CAÇADOR DE PLANETAS EXTRASOLARES</h1>
<address><span style="color: #000000;">O </span><a id="aptureLink_gUtuIKQiFf" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781296E5">autor</a><span style="color: #000000;"> deste artigo tem se dedicado, ao longo das últimas três décadas, ao estudo da rotação, do magnetismo e da nucleossíntese estelar, sendo hoje o astrônomo que realizou mais medidas da rotação de estrelas, grandeza física fundamental para a compreensão da evolução desses astros. Atualmente, dedica-se também à busca por planetas extrassolares, fazendo parte de vários consórcios internacionais de caçadores de planetas. É autor dos livros Teia do Tempo (2005) e Meu céu, o céu de cada um, céu de todos nós (2006), ambos pela <a href="www.zianeditora.com.br" target="_blank">Zian Editora</a>.</span></address>
<address> </address>
<address><span style="color: #000000;"><br />
</span></address>
<p><strong>sugestões para leitura</strong><br />
MEDEIROS, J. R. de. <a id="aptureLink_J9RDrz2tAD" href="http://pt.shvoong.com/books/1870800-meu-c%C3%A9u-c%C3%A9u-cada-um/">Meu céu, o céu de cada um, céu de todos nós</a> (São Paulo: Zian Editora, 2006).<br />
MEDEIROS, J. R. de; FREITAS, R de A. <a href="http://www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.comparacao&amp;prodid=313902&amp;catid=215&amp;mostra=true" target="_blank">Teia do tempo</a> (São Paulo: Zian Editora, 2005).<br />
<strong><em>Na internet:</em></strong> <a id="aptureLink_vRAJfdeEM3" href="http://www.nasa.gov/worldbook/star_worldbook.html">Página da NASA sobre estrelas (em inglês)</a><br />
<a id="aptureLink_K9XJY5ib8k" href="http://www.comciencia.br/reportagens/espaco/espc01.htm">Dossiê ‘O homem no espaço – conhecimento e incerteza’: </a></p>
<p><strong>CiênCia Hoje • vol. 43 • nº 257 – março 2009 &#8211; Astronomia </strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Arqueoastronomia, Pensemos mais um pouco.</title>
		<link>http://www.orbum.org/2009/03/arqueoastronomia-pensemos-mais-um-pouco/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 22:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
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TERRA É UM PLANETA DE REALIDADE TRANSITÓRIA, o que é caracterizado, sobretudo, pelo fato de tudo o que aqui nasce possuir, em seu código genético, o germe da morte. E isso é só o que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/03/antigos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-159" title="antigos" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/03/antigos.jpg" alt="antigos" width="645" height="200" /></a></p>
<p>TERRA É UM PLANETA DE REALIDADE TRANSITÓRIA, o que é caracterizado, sobretudo, pelo fato de tudo o que aqui nasce possuir, em seu código genético, o germe da morte. E isso é só o que se sabe, pelo menos por enquanto, acerca dos mistérios que envolvem a vida biológica em nosso planeta.</p>
<p>Mas há pesquisadores que se empenham em descobertas e raciocínios mais lógicos, e estão avançando como podem. Para a nossa ciência, o planeta Terra possui 4 bilhões e 600 milhões de anos, sendo que após 800 milhões de anos da sua origem surgiu uma molécula com um código de <a id="aptureLink_KJdwna4wF0" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DNA">DNA</a>. Até hoje, contudo, não se concebe como uma molécula tão complexa, possuidora do código da vida, tenha surgido nas condições que a Terra apresentava naquela época, pois aqui não são encontradas as substâncias químicas que a formaram e nem o ambiente necessário para que essa molécula de <a id="aptureLink_KJdwna4wF0" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DNA">DNA</a> tenha surgido espontaneamente, restando a opção de que ela veio de fora, de que poderia ter sido trazida por um meteoro ou cometa. <a id="aptureLink_HioBpUqNkm" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis%20Crick">Francis Crick</a>, contudo, ganhador do prêmio Nobel por ter descoberto as hélices do <a id="aptureLink_KJdwna4wF0" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DNA">DNA</a> (1994), descartou a hipótese dos astros, ou seja, da <em>Panspermia Balística</em>, porque, em sua opinião, esse complexo código genético não chegaria aqui ileso se tivesse sido transportado em condições tão precárias. Para Crick, restou a conclusão lógica de que alguém o trouxe para a Terra intencionalmente, portanto, algum ser inteligente.</p>
<p><span id="more-155"></span><br />
Tangendo o universo da nova ciência, a arqueoastronomia, verificamos que o egiptólogo <a href="www.robertbauval.co.uk" target="_blank">Robert Bauval</a>, estudando as três pirâmides de Gisé, percebeu que a pirâmide do meio saía levemente do alinhamento em relação às outras duas, mas ele não entendia o porquê de construtores tão detalhistas terem permitido esse fato. Posteriormente, o egiptólogo chegou à conclusão de que esse pequeno desvio correspondia exatamente à mesma variação de ângulo das três estrelas da <a id="aptureLink_ftVNHxvjDB" href="http://www.youtube.com/watch?v=YmXy6F-tmAQ">constelação de Órion</a> (popularmente conhecida como “as três Marias”).  Ele mediu a distância astronômica e as variações de ângulo das três estrelas, mediu a distância das três pirâmides e suas variações de ângulos e constatou que o construtor tinha copiado, com precisão, as coordenadas astronômicas das três estrelas. Concluiu, então, que quem fez esses cálculos tinha grande conhecimento de Astronomia. Bauval, juntamente com o jornalista <a id="aptureLink_XFxTW5BgCp" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Graham%20Hancock">Graham Hancock</a>, utilizando um programa de computador, pesquisaram para saber se houve e quando teria ocorrido uma superposição de Órion sobre aquele local e verificaram que no ano <strong>10450 a.C.</strong> as três estrelas estavam exatamente em cima das pirâmides.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/75747140@N00/190335499"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="~Sublime~" src="http://farm1.static.flickr.com/77/190335499_91dae686c2_m.jpg" border="0" alt="~Sublime~" hspace="5" width="180" height="240" /></a>Posteriormente, esses mesmos pesquisadores, estudando os templos de <a id="aptureLink_Zv8bf7yjjK" href="http://www.flickr.com/photos/tylerdurden/361274809/">Angkor Wat</a>, no Camboja, perceberam o que o número de templos e o desenho que eles formavam no solo correspondiam ao mesmo número de estrelas, o mesmo formato e as mesmas variações de ângulo da <a id="aptureLink_3axIBJ5MOx" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%A3o%20do%20Drag%C3%A3o">Constelação de Dragão</a>.  Mais uma vez foram ao programa de computador e verificaram que também em <strong>10450 a.C. a</strong> Constelação de Dragão estava exatamente em cima dos templos. Baseados nisso, começaram a estudar várias <strong>construções monolíticas</strong> antigas como a de <a id="aptureLink_YxFsGWAozm" href="http://blip.tv/file/1917096">Teotihuacan</a>, no México, as de<a id="aptureLink_COZDYjXd5q" href="http://www.youtube.com/watch?v=fbd43NeQwCw"> Tiahuanaco</a>, na Bolívia, dentre outras, e perceberam que todas foram construídas com o intuito de representar na Terra as constelações do céu como ele era no ano <strong>10450 a.C.</strong> A <a id="aptureLink_bIAFGiZT98" href="http://www.flickr.com/photos/70649980@N00/3025486/">esfinge, no Egito</a>, tem o corpo de leão, o rosto de homem e está olhando para um ponto fixo. Mais uma vez o computador foi consultado e os dois constataram que em <strong>10450 a.C.</strong> a <a id="aptureLink_3HE5iRX1Z7" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%A3o%20de%20le%C3%A3o">Constelação de Leão</a> (atentar para o formato do corpo da esfinge) estava no ponto de visão da esfinge. Chegaram, enfim, à conclusão inevitável de que houve um consenso no passado, de espalhar pela Terra monumentos que representassem o mapa geográfico astronômico do ano <strong>10450 a.C.</strong> Vale observar que nós só aprendemos a fazer esses cálculos matemáticos no século passado.</p>
<p>Arqueólogos egípcios e americanos, analisando o calcário utilizado na construção da esfinge, descobriram que ela foi feita há mais de 10 mil anos. Conseqüentemente, ela teria sido construída antes da construção das primeiras cidades da <a id="aptureLink_XdgV08HPIl" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mesopotamia">Mesopotâmia</a>. Ou seja, temos, obrigatoriamente, de concluir que houve uma outra civilização antes de nós. Mas a que nos remete essa maravilhosa e tão necessária ciência nova em nossa reflexão?</p>
<p>Pensemos mais um pouco. Antes do surgimento da<a id="aptureLink_Ku2mpb2VML" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia"> Filosofia</a>, na <a id="aptureLink_cBkYEHs1eQ" href="http://maps.google.com/maps?om=0&amp;iwloc=addr&amp;f=q&amp;ll=39.074208%2C21.824312&amp;hl=en&amp;z=3&amp;ie=UTF8">Grécia</a>, o conhecimento era advindo dos mitos e muitos deles descreviam o convívio normal dos deuses com os seres humanos. Depois de um tempo dessa convivência, os deuses foram embora com a promessa de voltar. Várias culturas apresentam em suas <a id="aptureLink_qu8FTvEYrE" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia">mitologias</a> essa relação terrena de deuses com os seres humanos. Na Austrália foram encontradas pinturas de 5 mil anos com desenhos de ETs; no Museu de Bogotá, na Colômbia, encontram-se esculturas de naves espaciais feitas há mais de mil anos. A Bíblia fala sobre nuvens luminosas, o <a id="aptureLink_GfeFetX7yp" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maab%C3%A1rata">Mahabharata</a>, poema épico hindu, cita as <a id="aptureLink_WCUuUljZdY" href="http://www.youtube.com/watch?v=A9lxOfULLaI">vimanas</a>, que eram máquinas voadoras que “podiam vencer distâncias infinitas”; os livros tibetanos Tantjua Kantjua fazem referências a máquinas voadoras pré-históricas chamadas de “pérolas do céu”.</p>
<p>Há cerca de 5 mil anos, onde hoje se situa a capital do México, existia uma cidade lendária chamada <a id="aptureLink_su50IpqLzE" href="http://www.youtube.com/watch?v=jsIyNaqhHNI">Tula</a>. Segundo a lenda, uma virgem chamada Chimalma gerou um filho chamado <a id="aptureLink_K57uxnYeSO" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quetzalc%C3%B3atl">Quetzalcoatl</a>. Ele propagou uma doutrina que dizia que o ser humano poderia manter  contatos com os seus ancestrais e com os deuses. Para isso era necessário ter uma vida digna e ética, viver em contato com a natureza, estudar as coisas sagradas e ter conhecimento do que hoje é tido como Ciência, para despertar as faculdades superiores. Quetzalcoatl, como Jesus, também se transfigurava e falava com os anjos. Ele foi uma das maiores lendas da cultura <a id="aptureLink_DtMmx64jLU" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Toltecas">tolteca</a>. Os toltecas deixaram como herdeiros culturais os povos maias, incas e astecas.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/37981247@N00/12493881"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="P3122748" src="http://farm1.static.flickr.com/10/12493881_0b7dbd69a2_m.jpg" border="0" alt="P3122748" hspace="5" width="240" height="180" /></a>No seu legado veio um calendário que hoje é conhecido como <a id="aptureLink_GpwH9iT5xc" href="http://www.flickr.com/photos/8865083@N07/1110153076/">Calendário Maia</a>, mas estes diziam que o calendário havia sido feito por seus ancestrais, que seriam os toltecas. No livro “<a id="aptureLink_Zj26m2N7mt" href="http://www.editoras.com/record/054718.htm">Digitais dos Deuses</a>” <a id="aptureLink_XFxTW5BgCp" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Graham%20Hancock">Graham Hancock</a> refere-se a esse calendário. Quem o fez tinha um conhecimento astronômico que só foi obtido pela nossa cultura século 20. Eles mediram um ciclo do giro do eixo da Terra, em relação à esfera celeste, e perceberam que a cada ciclo de aproximadamente 5125 anos ocorre uma era. Para os planejadores do calendário já existiram quatro grandes eras: a primeira foi destruída pelo fogo, a segunda por terremotos, a terceira pelo vento e a quarta pelo dilúvio. Segundo o que eles acreditam, essa última era do calendário teve início no ano 3114 a.C., na época em que os deuses chegaram mais uma vez na Terra, permaneceram algum tempo e saíram prometendo retornar no final dessa era, que termina em 23 de dezembro de 2012.</p>
<p>O “<a id="aptureLink_qamvYhPMsW" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bhagavad%20Gita">Bhagavad-Gita</a>”, livro que faz parte do Mahabharata, cita a era de Kali Yuga, que corresponde ao período de 3114 a.C. a 2012 d.C. Para eles, essa era é a última de um processo de cinco eras e que após essa última, a humanidade se renovará. A tradição judaico-cristã chama esse período de “Juízo Final” ou “Separação do Joio do Trigo”; a doutrina espírita o chama de “Reciclagem Espiritual”, quando a Terra passará de um mundo de expiação e provas para um mundo regenerado.</p>
<p>No livro “<a id="aptureLink_QoeL35wujA" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo%20da%20B%C3%ADblia">O Código da Bíblia</a>”, o repórter <a id="aptureLink_vAE1JGrz1N" href="http://www.skepsis.nl/drosnin.jpg">Michael Drosnin</a> refere-se ao trabalho do matemático israelense <a id="aptureLink_DyZKKQE5fu" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliyahu%20Rips">Eliyahu Rips</a>. O matemático descobriu que os cinco primeiros livros do Antigo Testamento da Bíblia possuem um código que profetisa vários fatos ocorridos recentemente na nossa história contemporânea como, por exemplo, o assassinato do Presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, levando-nos a concluir que foi uma inteligência superior à da nossa comunidade científica atual que entregou esses livros a Moisés, pois até hoje não conseguimos prever o futuro. São muitas evidências de que nós tivemos contatos com seres de fora, que se foram rometendo voltar.</p>
<p>Para <a id="aptureLink_ryByavxoFB" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pit%C3%A1goras">Pitágoras</a>, o criador da palavra filosofia, a sabedoria plena e completa é própria dos deuses e o homem só pode almejá-la tornando-se filósofo, buscando amorosamente a verdade. Segundo ele, estamos em um ciclo de reencarnações para purificação dos nossos espíritos e só assim deixaremos de nascer na Terra. Nos seus últimos momentos na prisão, <a id="aptureLink_FIaYkZHKed" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates">Sócrates</a>, em longa conversa com Fédon, comenta o que acontece com a alma após a morte do corpo. ”É uma opinião muito antiga que as almas, ao deixar este mundo, vão para o Hades, e que dali voltam para a Terra e retornam à vida após haverem passado pela morte”. Em outro momento da conversa, o filósofo diz que “lá há lugares maravilhosos e diferentes da Terra”, evidenciando a transitoriedade da vida terrena. <a id="aptureLink_HNReqLXHW8" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o">Platão</a> afirmava que já trazemos o nosso conhecimento conosco; que no mundo material não existe aprendizagem, mas sim, o processo de rememoração, pois o conhecimento fora adquirido antes de nascermos neste planeta.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/9390871@N06/1398244602"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Mother Earth" src="http://farm2.static.flickr.com/1379/1398244602_c99e646e4d_m.jpg" border="0" alt="Mother Earth" hspace="5" width="240" height="180" /></a>Hoje, muitas pessoas consideradas normais afirmam fazer <a id="aptureLink_XExmLR5YoL" href="http://www.youtube.com/watch?v=y6m65gosvmc">viagem astral</a> e há outras que dizem que se comunicam com os mortos. Será que diante de tantas evidências de que nós não somos quem pensamos ser, não estaria na hora de começar a nos dedicar à investigação da existência do espírito, para compreender que existe uma verdade que já está colocada no nosso passado, que já começou a ser escortinada e que somente com muita abertura mental poderemos vislumbrála, a distância, para que possamos compreender o nosso presente e conjeturar o nosso futuro? Para mim, esse é um propósito da Filosofia, desde a sua origem. Para alguns, a função da Filosofia é apenas terapêutica; a Verdade foi transformada em mero jogo de palavras. Será que isso é Filosofia, será que é o fim da Filosofia, ou acabaram-se os filósofos?</p>
<p>A nova crença de alguns da contemporaneidade é que as nossas alegrias e tristezas, lembranças e ambições, o nosso senso de identidade pessoal e <a id="aptureLink_xAjINHlKZS" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Livre-arb%C3%ADtrio">livre-arbítrio</a>, na realidade, são apenas o resultado do comportamento de um vasto complexo de células nervosas e suas moléculas associadas. Será? E se não for apenas isso? Não estaria na hora de a Filosofia começar a utilizar as descobertas científicas para reassumir a sua verdadeira função? Até quando nos basearemos na fé? Enquanto pensamos, alguns poucos, conhecidos ou anônimos, no mundo inteiro, dedicam as suas vidas a estudos e pesquisas no intuito de que saiamos da estagnação que nos acomete.</p>
<p><em><strong>Manoel Pereira Júnior</strong></em></p>
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		<title>Deus, o universo e todo o resto</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 04:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Que tal reunir  Carl Sagan,  Arthur C. Clarke e  Stephen Hawking para um bate papo sobre Deus, o Universo e todo o resto? Pois este precioso colóquio ocorrido em 1988 na ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/03/god-universe-and.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-721" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="god-universe-and" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2009/03/god-universe-and-206x300.jpg" alt="god-universe-and" width="206" height="300" /></a> Que tal reunir <span id="apture_prvw1" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1349px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl%20Sagan" target="_blank">Carl Sagan</a></span>, <span id="apture_prvw2" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1349px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arthur%20C.%20Clarke" target="_blank">Arthur C. Clarke</a></span> e <span id="apture_prvw3" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1349px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen%20Hawking" target="_blank">Stephen Hawking</a></span> para um bate papo sobre Deus, o Universo e todo o resto? Pois este precioso colóquio ocorrido em 1988 na Inglaterra, em algum show televisivo, acabou virando <a href="http://www.amazon.com/Stephen-Hawking-Universe-Everything-Arthur/dp/B000LP6KQW" target="_blank">um DVD</a> e indo parar no YouTube, com legendas em português. Imperdível:</p>
<ul>
<li><span id="apture_prvw4" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1549px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://www.youtube.com/watch?v=siqviRI_ets" target="_blank">Parte II</a></span></li>
<li><span id="apture_prvw5" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1549px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://www.youtube.com/watch?v=fx3TezvcAC8" target="_blank">Parte III</a></span></li>
<li><span id="apture_prvw6" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1549px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://www.youtube.com/watch?v=4r9pxVihqkw" target="_blank">Parte IV</a></span></li>
<li><span id="apture_prvw7" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1549px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://www.youtube.com/watch?v=F1L63wEg5Ss" target="_blank">Parte V</a></span></li>
<li><span id="apture_prvw8" class="aptureLink"><span class="aptureLinkIcon" style="background-position: right -1549px;"> </span><a class="aptureLink snap_noshots" href="http://www.youtube.com/watch?v=VQkF08BApVE" target="_blank">Parte VI</a></span></li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="http://www.sedentario.org/colunas/duvida-razoavel/deus-o-universo-e-todo-o-resto-11641" target="_blank">Sedentário</a></p>
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		<title>Sonda Kleper já está no espaço, diz Nasa</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 03:20:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
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Uma das maiores e certamente a mais sofisticada sonda espacial construída pela agência americana Nasa já está no espaço.
O equipamento decolou no início do final de semana, de um ponto de lançamento de foguetes na ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-43 alignleft" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="espaco" src="http://orbum.org/wp-content/uploads/2009/03/espaco-20090308172520.jpg" alt="Sonda investigará se há &quot;novas Terras&quot;" width="239" height="209" /></p>
<p><strong></strong>Uma das maiores e certamente a mais sofisticada sonda espacial construída pela agência americana Nasa já está no espaço.</p>
<p>O equipamento decolou no início do final de semana, de um ponto de lançamento de foguetes na Flórida, e deve viajar no espaço ao longo de três anos e meio. Após este período, a Terra deve perder contato com a sonda, que enviará imagens e dados para a central da Nasa, no Texas.<br />
O projeto científico é considerado um dos mais ousados feitos pela agência espacial americana e com mais chances de enviar informações relevantes de sistemas planetários distantes.</p>
<p>Segundo a Nasa, um dos objetivos prioritários da sonda é identificar se há no espaço planetas com características semelhantes à Terra.</p>
<p>O equipamento consumiu US$ 560 milhões para ficar pronto e seu custo gerou certa controvérsia, por ocorrer num momento em que os Estados Unidos atravessam uma grave crise econômica.</p>
<p>Fonte: <a href="http://info.abril.com.br">INFO Online</a></p>
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