Livros da Conectar Editora agora também na Saraiva Digital

 

Livros de Jan Val Ellam e outros autores que você tanto gosta, agora também em formato ebook na Saraiva Digital!

O livro “Drama Cósmico de Javé”  revela o que antes se encontrava oculto: a história da criação deste universo como também a do seu criador. São páginas surpreendentes que encantam ao mesmo tempo em que obrigam o leitor a refletir sobre os diversos painéis enfocados a respeito do Senhor Javé e da sua obra majestosa, porém, complicada. Este livro marco o início dos primeiros capítulos da Revelação Cósmica.

Com o Saraiva Digital Reader que é um aplicativo que permite ler ebooks (livros digitais) de um jeito confortável e inteligente, onde você pode organizar suas leituras por categorias e gerenciar sua biblioteca digital. Saraiva Digital Reader suporta arquivos nos formatos PDF e e-Pub e pode ser registrado em até seis computadores ou aparelhos de leitura digital, com um mesmo e-mail e senha.

O App está disponível para para iPhone, iPad e Android sendo é um aplicativo que permite armazenar seus livros em até seis dispositivos, trazendo maior praticidade na portabilidade da sua biblioteca. O visual do app também simula uma estante de livros, permitindo que eles sejam ordenados por título, data ou autor, e traz ainda recursos como marcação de páginas, controle de brilho e de fonte, compatibilidade com arquivos ePub e PDF, entre outros.

Atualmente os livros da Conectar Editora disponíveis são:

  • O Senhor Javé – O Criador deste Universo – PDF
  • Anjos Decaídos, O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre – PDF
  • Utopia do Desesperados – PDF
  • O Drama Cósmico de Javé – EPUB

Para mais informações acesse:

http://www.livrariasaraiva.com.br/livros-digitais/saiba-mais-reader.htm

 

 

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  1. Bhakta Haridas(HDG) - Clazildo Mello

    A Grande Floresta do desfrute – O Mundo Material
    Srimad-Bhagavatam – 5º Canto, Capítulo 14 – por Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
    Quando o rei Pariksit perguntou a Sukadeva Goswami sobre o significado direto da floresta material, Sukadeva Goswami respondeu da seguinte maneira:

    Meu querido rei, um homem que pertence à comunidade mercantil está sempre interessado em ganhar dinheiro. Ás vezes, ele entra na floresta para adquirir algumas mercadorias baratas como madeira e terra para vendê-las na cidade a bons preços. Do mesmo modo, a alma condicionada, dominada pela cobiça, entra neste mundo material para obter algum lucro material. Gradualmente, ela penetra nas regiões mais profundas da floresta, sem conseguir saber como sair dela.

    Ao ter entrado no mundo material, a alma pura fica condicionada pela atmosfera material, criada pela energia externa sob o controle do Senhor Vishnu. Assim, a entidade viva fica sob o controle da energia externa, daiva maya. Vivendo independente e completamente perdida na floresta, ela não obtém a associação dos devotos que estão sempre ocupados no serviço ao Senhor.

    Uma vez situada na concepção corporal, ela obtém diferentes tipos de corpos, um após o outro, sob a influência da energia material e impelida pelos modos da natureza material (sattva-guna, rajo-guna e tamo-guna). Desse modo, a alma condicionada algumas vezes se dirige para os planetas celestiais, outras vezes para os planetas terrenos e ainda outras vezes para os planetas inferiores e espécies inferiores de vida. Assim, a entidade viva sofre continuamente devido aos diferentes tipos de corpos. Esses sofrimentos e dores às vezes se misturam. Algumas vezes, são muito graves e, outras vezes, não.

    Estas condições corporais são obtidas devido à especulação mental das almas condicionadas. Ela utiliza sua mente e os cinco sentidos para adquirir conhecimento que produz os diferentes corpos e as diversas condições. Ao utilizar os sentidos sob o controle da energia externa, maya, a entidade viva sofre as condições miseráveis da existência material. Ela, na verdade, está procurando por alívio, mas geralmente é confundida, ainda que, às vezes, obtém alívio depois de passar por grandes dificuldades. Lutando desse modo pela existência, a alma não consegue o abrigo dos devotos puros, que são como abelhas sempre ocupados no serviço amoroso aos pés de lótus do Senhor Vishnu.

    Na floresta da existência material, os sentidos descontrolados são como saqueadores. A alma condicionada pode ganhar algum dinheiro para o avanço na consciência de Krishna, mas desafortunadamente os sentidos descontrolados saqueiam seu dinheiro através da gratificação dos sentidos. Os sentidos são como ladrões porque fazem que a pessoa gaste seu dinheiro desnecessariamente para ver, cheirar, saborear, tocar, desejar e ansiar. De tal modo, a alma condicionada é obrigada a satisfazer os seus sentidos, e, assim, gasta todo seu dinheiro. Na verdade, este dinheiro é obtido para execução de princípios religiosos mas é levado pelos sentidos ladrões.

    Meu querido rei, os membros familiares neste mundo material conhecidos como esposa e filhos comportam-se na verdade como tigres e chacais. O pastor tenta proteger suas ovelhas o melhor que pode, mas os tigres e raposas levam-nas embora de qualquer jeito à força. Do mesmo modo, ainda que uma pessoa avara deseje guardar o seu dinheiro com muito cuidado, os membros de sua família levam embora à força todos seus bens, mesmo que ele esteja muito vigilante.

    Todo ano, o camponês ara seu campo de grãos, desenraizando completamente todas as ervas daninhas. Não obstante, as sementes repousam na terra e, por não serem completamente queimadas, elas brotam novamente junto com as plantas que foram semeadas no campo. Mesmo depois de ter sido profundamente arado, o mato cresce densamente. Do mesmo modo, a vida familiar é um campo de atividades fruitivas. A menos que seja completamente queimado, o desejo de desfrutar da vida familiar cresce repetidamente. Mesmo que a cânfora seja tirada do pote, este guarda o cheiro de cânfora. Enquanto as sementes do desejo não forem destruídas, as atividades fruitivas não serão destruídas.

    Algumas vezes, a alma condicionada na vida familiar, apegada à riqueza e posses materiais, é perturbada por muriçocas e mosquitos, e, outras vezes, gafanhotos, aves de rapina e ratos causam problemas. Não obstante, ela ainda vagueia pelo caminho da existência material. Devido à ignorância, ela se torna luxuriosa e se ocupa em atividades em busca dos frutos de suas ações. Por ter a mente ocupada nessas atividades, ela percebe o mundo material como sendo permanente, embora seja tão temporário como uma fantasmagoria, uma paisagem no céu.

    Às vezes, nesta paisagem no céu (gandharva-pura), a alma condicionada bebe, come e faz sexo. Sentindo-se completamente apegada, ela corre atrás dos objetos dos sentidos igual a um veado que corre atrás de uma miragem no deserto.

    Às vezes, a entidade viva está interessada no excremento amarelo conhecido como ouro e corre atrás dele. Esse ouro é fonte de opulência material e inveja, e pode capacitar a pessoa ao desfrute de sexo ilícito, jogos de azar, comer carne e intoxicação. As pessoas dominadas pelo modo da paixão sentem-se atraídas pela cor do ouro, tal como a pessoa que sente frio na floresta corre atrás de uma luz fosforescente num pântano, considerando que é fogo verdadeiro.

    Às vezes, a alma condicionada absorve-se na busca de moradia ou apartamento e em busca de suprir-se de água e riquezas para manter seu corpo. Absorta em satisfazer as várias necessidades, ela esquece tudo e perpetuamente corre em círculos na floresta da existência material.

    Às vezes, como se tivesse sido enceguecida pela poeira de um vendaval, a alma condicionada percebe a beleza do sexo oposto, que se chama de pramada. Desse modo enfeitiçada, a alma se deita no colo de uma mulher e, nesse instante, seu bom senso é dominado pela força da paixão. Assim, fica quase cega pelo desejo luxurioso e desobedece as normas que governam a vida sexual. Não sabe que esta desobediência está sendo testemunhada por diversos semideuses e desfruta de sexo ilícito na calada da noite, sem ver o castigo futuro que está à sua espera.

    A alma condicionada às vezes percebe pessoalmente a futilidade do desfrute dos sentidos no mundo material, e outras vezes considera que o desfrute material é repleto de misérias. Contudo, devido à sua forte concepção corpórea de vida, sua memória é destruída e corre sem parar atrás do desfrute material, assim como um animal corre atrás de uma miragem no deserto.

    Às vezes, a alma condicionada é muito afligida pelo castigo que recebe de seus inimigos e dos funcionários do governo, que, direta ou indiretamente, utilizam palavras ásperas contra ele. Nesse momento, seu coração e ouvidos entristecem. Tais punições podem ser comparadas aos sons de corujas e de grilos.

    Devido às atividades piedosas que executou em suas vidas passadas, a alma condicionada recebe privilégios materiais nesta vida, mas quando estas terminam, ele se refugia na fortuna e nas opulências, que não podem ajudá-lo nem nesta vida nem na próxima. Devido a isso, ele se aproxima dos mortos vivos que possuem estas coisas. Tais pessoas são comparadas a árvores, arbustos impuros e a poços envenenados.

    Às vezes, para mitigar o sofrimento nesta floresta do mundo material, a alma condicionada recebe favores baratos de ateus. Então, ela perde toda inteligência em sua associação. Isto é exatamente como mergulhar num rio raso. O resultado é que a pessoa simplesmente quebra a cabeça. Ela não é capaz de aliviar seu sofrimento causado pelo calor e sofre de ambas as maneiras. A alma condicionada desorientada também se aproxima dos assim chamados sadhus e svamis que pregam contra os princípios dos Vedas. Ela não recebe benefício deles, seja no presente seja no futuro.

    Neste mundo material, quando, apesar de explorar os demais, não consegue fazer arranjos para sua própria subsistência, a alma condicionada tenta explorar seu pai ou filho, tirando as posses daqueles parentes, mesmo que sejam muito insignificantes. Se não puder obter os pertences de seu pai, filho ou outros parentes, ela está disposta a causar-lhes todos os tipos de problemas.

    Neste mundo, a vida familiar é exatamente como o fogo abrasante na floresta. Não existe a menor felicidade e, gradualmente, a pessoa fica cada vez mais envolta na infelicidade. Na vida familiar, nada favorece a felicidade perpétua. Ao se implicar na vida doméstica, a alma condicionada queima no fogo da lamentação. Ás vezes, condena a si mesma como sendo desafortunada e outras vezes clama sofrer por não ter executado atividades piedosas em sua vida anterior.

    Os homens do governo são como os demônios antropófagos conhecidos como Rakshasas. Algumas vezes, esse pessoal do governo volta-se contra a alma condicionada e tira-lhe toda sua riqueza acumulada. Despojada de suas economias, a alma condicionada perde todo entusiasmo. Na verdade, é como se perdesse a própria vida.

    Às vezes, a alma condicionada imagina que seu pai ou avô renasceram na forma de seu filho ou neto. Deste modo, sente o tipo de felicidade que algumas vezes se experimenta num sonho, e a alma condicionada sente prazer com tais especulações mentais.

    Na vida familiar, a pessoa é obrigada a realizar muitos sacrifícios e atividades em busca dos frutos, especialmente a cerimônia de casamento dos filhos e filhas e a cerimônia do cordão sagrado. Esses são os deveres de um grhastha, e são muitos e de difícil execução. Comparam-se a uma grande montanha que precisa ser cruzada por aqueles que estão apegados a atividades materiais. A pessoa que deseja passar por cima dessas cerimônias ritualistas sente dores como o perfurar de espinhos e pedriscos ao tentar subir a montanha descalço. Desse modo, a alma condicionada sofre ilimitadamente.

    Às vezes, devido a fome e sede, a alma condicionada fica tão perturbada que perde a paciência e fica zangada com seus bem-amados filhos, filhas e esposa. Assim, sendo malvado com eles, sofre mais ainda.

    Sukadeva Gosvami continuou dizendo a Maharaj Pariksit:

    Meu querido rei, o sono é exatamente como um cobra píton. Aqueles que vagueiam pela floresta da vida material são sempre devorados pela píton do sono. Picados por esta cobra, permanecem sempre na escuridão da ignorância. São como corpos mortos despejados numa floresta distante. Assim, as almas condicionadas não conseguem compreender os acontecimentos da vida.

    Na floresta da ilusão, a alma condicionada é às vezes picada por inimigos invejosos, comparados a serpentes e outras criaturas. Através dos truques do inimigo, a alma condicionada decai de sua posição prestigiosa. Sentindo-se ansiosa, ela sequer consegue dormir direito. Torna-se cada vez mais infeliz e gradualmente perde sua inteligência e consciência. Em tal estado, fica quase que perpetuamente como um cego que caiu num poço escuro de ignorância.

    A alma condicionada às vezes sente-se atraída pela pequena felicidade que se obtém do gozo dos sentidos. Assim, faz o sexo ilícito ou rouba a propriedade alheia. Nessa circunstância, pode vir a ser presa pelo governo ou castigada pelo esposo ou protetor da mulher. Desse modo, simplesmente por um pouquinho de satisfação material, ela cai numa condição infernal e vai para a cadeia por estupro, sequestro, roubo etc.

    Portanto, os eruditos e transcendentalistas condenam o caminho materialista de atividades fruitivas por serem a fonte de onde se originam as misérias materiais e seu campo de proliferação, tanto nesta vida como na próxima.

    Ao enganar e roubar o dinheiro de outrem, a alma condicionada de algum modo consegue manter o fruto desse roubo ou trapaça em sua posse e escapa do castigo. Então, outro homem, chamado Devadatta, o trapaceia e tira seu dinheiro. Do mesmo modo, ainda outro, chamado Visnumitra, rouba o dinheiro de Devadatta e o leva para si. Em qualquer caso, o dinheiro nunca fica num único lugar. Passa de mão em mão. Em última análise, ninguém consegue desfrutar do dinheiro, que sempre continua sendo propriedade da Suprema Personalidade de Deus.

    Por ser incapaz de proteger-se das misérias triplas da existência material, a alma condicionada fica muito melancólica e vive uma vida de lamentação. Estas misérias triplas são aquelas promovidas pelas calamidades decorrentes das atividades dos semideuses (tais como ventos gelados e calor tórrido), as provocadas por outras entidades vivas e as misérias causadas pela própria mente e corpo.

    No que se refere às transações monetárias, se uma pessoa trapaceia a outra, seja por um ninharia, elas tornam-se inimigos.

    Conforme já mencionei, nesta vida materialista, existem muitas dificuldades e todas são insuperáveis. Além disso, há as dificuldades advindas da assim chamada felicidade, sofrimento, apego, ódio, medo, falso prestígio, ilusão, loucura, lamentação, espanto, cobiça, inveja, inimizade, insulto, fome, sede, tribulação, doença, nascimento, velhice e morte. Estas se combinam para dar à alma condicionada materialista apenas misérias.

    Às vezes, a alma condicionada fica atraída pela ilusão personificada (sua esposa ou namorada) e fica ansiosa de ser abraçada por uma mulher. Desse modo, perde sua inteligência bem como o conhecimento sobre seu objetivo de vida. Nesse momento, sem continuar a tentar o cultivo da vida espiritual, a alma fica excessivamente apegada a sua esposa ou namorada e tenta proporcionar-lhe uma residência apropriada. Mais uma vez, ela fica tão ocupada sob o abrigo desse lar e é cativada pelas conversas, olhares e atividades de sua esposa e filhos. Dessa forma, perde sua consciência de Krishna e lança-se na densa floresta da existência material.

    A arma pessoal utilizada por Krishna, o disco, é chamado de Hari-chakra, o disco de Hari. Este chakra é a roda do tempo. Expande-se desde o surgimento dos átomos até a hora da morte de Brahma e controla todas as atividades. Ele está sempre girando e desgastando as vidas das entidades vivas, desde o Senhor Brahma indo até uma insignificante folha de grama. Assim, a pessoa muda da infância para a meninice, para a juventude e a maturidade e desse modo se aproxima do fim da vida. É impossível reprimir esta roda do tempo. Ela é muito severa pois é a arma pessoal da Suprema Personalidade de Deus.

    Algumas vezes, a alma condicionada, temendo a aproximação da morte, deseja adorar alguém que possa salvá-la do perigo iminente. Contudo, ela não se importa com a Suprema Personalidade de Deus, cuja arma é o incansável fator tempo. A alma condicionada, pelo contrário, abriga-se de um deus inventado pelos homens e descrito em escrituras desautorizadas. Tais deuses são como falcões, abutres, garças e corvos. As escrituras védicas não se referem a eles. A morte iminente é como o ataque de um leão, e nem abutres, falcões, corvos e garças podem salvar a pessoa de tal ataque. A pessoa que se refugia em deuses desautorizados e criados pelos homens não pode ser salva das garras da morte.

    Os pseudo swamis, iogues e encarnações falsas que não acreditam na Suprema Personalidade de Deus são conhecidos como pasandis. Eles mesmos são decaídos e enganados pois desconhecem o verdadeiro caminho para o avanço espiritual, e, por sua vez, quem se dirigir a eles será certamente enganado. Quando a pessoa é desse modo enganada, às vezes, ela se abriga dos verdadeiros seguidores de princípios védicos (brâmanes ou pessoas em consciência de Krishna), que conforme os rituais védicos ensinam a todos a adorar a Suprema Personalidade de Deus. Entretanto, por serem incapazes de aderir a esses princípios, esses patifes caem novamente e tomam abrigo de sudras que são muito hábeis em fazer arranjos para a indulgência sexual. O sexo é muito proeminente entre animais como os macacos, e tais pessoas, que se sentem revigoradas pelo sexo, podem ser chamados de descendentes de macacos.

    Dessa maneira, os descendentes dos macacos misturam-se entre si, e em geral são conhecidos como sudras. Por desconhecerem o objetivo da vida, movem-se sem hesitar, e vivem livremente. São cativados simplesmente por ver o rosto uns dos outros, o que lhes traz à lembrança o gozo dos sentidos. Sempre envolvidos em atividades materiais conhecidas como gramya-karma, trabalham arduamente para obter benefícios materiais. Assim, esquecem completamente que um dia suas vidas curtas chegarão ao fim e que se degradarão no ciclo evolutivo.

    Assim como um macaco pula de uma árvore para outra, a alma condicionada pula de um corpo a outro. Assim como o macaco é por fim capturado pelo caçador e é incapaz de escapar do cativeiro, a alma condicionada, capturada pelo prazer sexual momentâneo, apega-se aos diversos tipos de corpos e é engaiolada na vida familiar. A vida familiar concede à alma condicionada um festival de prazer sexual momentâneo, e, desse modo, ela é inteiramente incapaz de escapar do arrebatamento material.

    Neste mundo material, ao se esquecer de seu relacionamento com a Suprema Personalidade de Deus e não se importar com a consciência de Krishna, a alma condicionada simplesmente se ocupa em diferentes tipos de atividades perniciosas e pecaminosas. Então, ela fica sujeita às misérias triplas, e, por medo do elefante da morte, cai na escuridão encontrada na caverna da montanha.

    A alma condicionada sofre muitas condições corpóreas miseráveis, tais como as agruras do frio rigoroso e dos ventos fortes. Ela também sofre devido às atividades de outras entidades vivas e devido às perturbações naturais. Quando é incapaz de neutralizá-las e tem de permanecer numa condição miserável, ela naturalmente fica muito melancólica, pois deseja desfrutar das facilidades materiais.

    Às vezes, as almas condicionadas intercambiam dinheiro, mas com o passar do tempo, surge a inimizade devido à trapaça. Ainda que possa existir um lucro ínfimo, as almas condicionadas abandonam a amizade e se tornam inimigas.

    Às vezes, sem ter dinheiro, a alma condicionada não consegue obter acomodações apropriadas. Outras vezes, ela sequer tem um lugar para se sentar, nem consegue satisfazer suas demais necessidades. Em outras palavras, ela cai na indigência, e, nesse momento, torna-se incapaz de garantir as necessidades por meios honestos. Decide então apoderar-se por meios desonestos da propriedade alheia. Quando não obtém as coisas que deseja, simplesmente é insultada pelos outros e assim torna-se muito melancólica.

    Ainda que as pessoas possam ser inimigas, elas algumas vezes se casam para satisfazer seus desejos repetidas vezes. Desafortunadamente, esses casamentos não duram muito, e tais pessoas separam-se repetidamente por meio do divórcio ou por outros meios.

    O caminho deste mundo material está repleto de misérias materiais, e vários tipos de problemas perturbam as almas condicionadas. Às vezes, elas perdem, e outras vezes, ganham. Em ambos os casos, o caminho está coberto de perigos. Às vezes, a morte ou outras circunstâncias separam a alma condicionada de seu pai. Pondo-o de lado, ela gradualmente se apega a outras pessoas, tais como seus filhos. Desse modo, a alma condicionada fica às vezes iludida e temerosa. Outras vezes, ela chora alto devido ao medo. Às vezes, ela se sente feliz mantendo sua família, e outras vezes ela se sente jubilosa e canta melodiosamente. Desse modo, ela fica enredada e esquece que desde tempos imemoriais ela está separada da Suprema Personalidade de Deus. Desse modo, ela atravessa o perigoso caminho da existência material, e nesse caminho ela não é feliz de modo algum. As pessoas que são auto-realizadas simplesmente abrigam-se da Suprema Personalidade de Deus a fim de escapar desta perigosa existência material. Sem aceitar o caminho devocional, a pessoa não pode se livrar das garras da existência material. A conclusão é que ninguém pode ser feliz na vida material. A pessoa deve adotar a consciência de Krishna.

    As pessoas santas, que são amigáveis para com todas as entidades vivas, têm uma consciência pacífica. Elas têm seus sentidos e mentes controlados, e atingem com facilidade o caminho da liberação, o caminho de volta ao Supremo. Por ser desafortunada e apegada às condições materiais miseráveis, tal materialista não consegue associar-se com tais pessoas santas.

    Houve muitos grandes reis santos que eram muito hábeis em executar rituais de sacrifício e muito competentes em conquistar outros reinos. Contudo, apesar de seu poder, não foram capazes de alcançar o serviço amoroso à Suprema Personalidade de Deus. Isso se deve a que esses grandes reis não conseguiram sequer conquistar a falsa consciência de que “eu sou este corpo e esta é minha propriedade”. Assim, eles simplesmente criaram inimizades com reis rivais, lutaram contra eles e morreram sem ter cumprido com a verdadeira missão da vida.

    Ao abrigar-se da trepadeira da atividade fruitiva e devido a suas atividades piedosas, a alma condicionada consegue elevar-se aos sistemas planetários superiores e, desse modo, é capaz de obter a liberação das condições infernais, mas, desafortunadamente, ela não consegue permanecer por lá. Após colher os resultados de suas atividades piedosas, ela tem de retornar aos sistemas planetários inferiores. Dessa maneira, ela perpetuamente eleva-se e decai.

    Tendo resumido os ensinamentos de Jada Bharata, Sukadeva Gosvami disse:

    Meu querido rei Pariksit, o caminho indicado por Jada Bharata é como o caminho seguido por Garuda, o carregador do Senhor, sendo que os reis comuns são como moscas. As moscas não conseguem seguir o caminho de Garuda, e, até o momento, nenhum dos grandes reis e líderes vitoriosos pôde seguir esse caminho do serviço devocional, sequer mentalmente.

    O grande Maharaj Bharata abandonou tudo que possuía, pois desejava muito servir à Suprema Personalidade de Deus, Uttamasloka. Ele abandonou sua bela esposa, lindos filhos, grandes amigos e um império enorme. Ainda que essas coisas todas sejam muito difíceis de se abandonar, Maharaj Bharata era tão exaltado que as abandonou assim como alguém abandona o excremento após evacuar. Essa era a grandeza de Sua Majestade.

    Sukadeva Gosvami continuou:

    Meu querido rei, as atividades de Bharata Maharaj são maravilhosas. Ele abandonou tudo aquilo que é difícil de ser abandonado pelos demais. Ele abandonou seu reino, sua esposa e sua família. Sua opulência era tanta que até mesmo os semideuses o invejavam, e, mesmo assim, ele abandonou-a. Era muito apropriado que uma grande personalidade como ele fosse um grande devoto. Ele foi capaz de renunciar a tudo devido a estar tão atraído pela beleza, opulência, reputação, conhecimento, força e renúncia da Suprema Personalidade de Deus, Krishna. Krishna é tão atraente que a pessoa pode abandonar todas as coisas indesejáveis por Ele.

    Na verdade, mesmo a liberação é considerada insignificante por aqueles cujas mentes estão atraídas ao serviço amoroso ao Senhor. Mesmo vivendo dentro de um corpo de veado, Bharata Maharaj não se esqueceu da Suprema Personalidade de Deus. Portanto, quando abandonava o corpo de veado, orou da seguinte maneira:

    “A Suprema Personalidade de Deus é o sacrifício personificado. Ele concede os resultados da atividade ritualista. Ele é o protetor dos sistemas religiosos, a personificação da ioga mística, o controlador de toda a Criação e a Superalma de toda entidade viva. Ele é belo e atraente. Eu estou abandonando este corpo oferecendo reverências a Ele, na esperança de que possa me ocupar perpetuamente em Seu serviço amoroso transcendental”.

    Após dizer isso, Bharata Maharaj abandonou o seu corpo. Os devotos interessados em ouvir e cantar (sravanam kirtanam) conversam regularmente sobre as características puras de Bharata Maharaj e louvam suas atividades. A pessoa que ouve e canta submissamente a respeito do muito auspicioso Maharaj Bharata, decerto aumenta a duração de sua vida e suas opulências materiais. A pessoa pode tornar-se muito famosa e facilmente atingir a promoção aos planetas celestiais, ou atingir a liberação de se fundir na existência do Senhor. Tudo o que se deseje poderá ser obtido simplesmente por ouvir, cantar e glorificar as atividades de Maharaj Bharata. Dessa forma, a pessoa pode satisfazer todos os seus desejos materiais e espirituais. Não é preciso pedir a ninguém mais por essas coisas, pois a pessoa pode obter todas as coisas desejáveis simplesmente por estudar a vida de Maharaj Bharata.

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