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	<title>Projeto Orbum &#187; Jan Val Ellam</title>
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		<title>O Calendário Tolteca &#8211; 2012</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 14:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Jan Val Ellam]]></category>

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Por que o calendário Maia cita uma data cabalista de 2012?
O calendário Maia não é maia, é Tolteca. Há cerca de 5.000 anos, onde hoje se situa a capital do México, existia uma cidade lendária chamada Tula. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2></h2>
<h2><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2012/02/calenario-tolteca.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2691" title="calenario-tolteca" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2012/02/calenario-tolteca.jpg" alt="" width="490" height="368" /></a></h2>
<h2>Por que o calendário Maia cita uma data cabalista de 2012?</h2>
<p style="text-align: justify;">O calendário Maia não é maia, <strong>é Tolteca</strong>. Há cerca de 5.000 anos, onde hoje se situa a capital do México, existia uma cidade lendária chamada Tula. Lá, uma virgem chamada Chimalma, que gerou um filho chamado <strong>Quetzalcoatl</strong>, um dos maiores avatares que o mundo já viu. Ele semeou no mundo a primeira doutrina espiritualista os espíritos fizeram isso na segunda metade do século XIX, quase 5000 anos depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa doutrina dizia que o ser humano poderia conviver e manter contatos com os seus ancestrais e com os deuses, para isso, deveria levar uma vida digna e ética, para que a faculdade superior de cada um pudesse ser despertada através da vida em contato com a natureza, nos estudos das coisas sagradas e dos padrões do que naquele tempo era considerado como ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse estranho homem tinha também poderes divinos. Da mesma forma que Jesus convivia com anjos, ele também se transfigurava para poder falar com esses seres. As lendas sobre Quetzalcoatl dizem que ele também tinha essas características, existiam livros e mais livros sobre essas qualidades a seu respeito, mas os espanhóis destruíram tudo quando se encontraram com os Incas, no século XVI.</p>
<p style="text-align: justify;">Quetzalcoatl foi uma das maiores lendas da cultura do mundo tolteca. Essa foi a cultura mãe de todo o continente americano, ela era tão avantajada, no sentido de conhecimento e de progresso, que quando ela decaiu, com base na herança cultural dos Toltecas, surgiram os Maias, os Incas e os Astecas, as três grandes culturas mais recentes da história do continente. Essas três raças herdaram da sua cultura mãe (os Toltecas) tudo o que sabiam, o calendário veio junto com esse legado.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>calendário Tzolkin</strong> foi feito no tempo dos Toltecas, por figuras não terrenas que conviviam com Quetzalcoatl.  Ele passou para as mãos de outros povos, que se convergiram e criaram o povo Maia. O calendário passou de geração em geração e foi encontrado entre os maias, mas não é um calendário maia. Os maias diziam claramente que eles não sabiam direito como aquele calendário tinha sido feito, que foram os seus ancestrais.<span id="more-2690"></span></p>
<div id="attachment_2692" class="wp-caption alignright" style="width: 218px"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2012/02/quetzalcoatl-human.jpg"><img class="size-medium wp-image-2692" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Quetzalcoatl" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2012/02/quetzalcoatl-human-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Quetzalcoatl</p></div>
<p style="text-align: justify;">Existem muitos livros que afirmam que o calendário é dos maias, mas não é. Existe um livro de <strong>Graham Hancock</strong> chamado de <strong><em>Digitais dos Deuses</em></strong>, que analisa esse assunto muito bem. Quem fez esse calendário tinha que ter um conhecimento astronômico que somente no século XX se fez presente na cultura terrena. Ele mede um ciclo do giro do eixo da Terra, em relação à esfera celeste, e percebe que a cada ciclo, de aproximadamente 5.125 anos, ocorre o que eles chamam de eras.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse tal calendário fala que já existiram 4 grandes eras de aproximadamente de 5000 e poucos anos: a primeira foi destruída pelo fogo, a segunda foi destruída por terremotos, (a terceira não foi comentada) e a quarta era foi destruída pelo dilúvio.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o que eles acreditam, essa última era do calendário teve inicio no ano 3114 a.C., na época em que os deuses chegaram de novo na Terra, ficaram algum tempo, saíram e prometeram retornar no final dessa era, que termina em 23 de dezembro de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">De 3114 a.C. a 2012d.C. corresponderia a essa última era, que os Hindus chamam de Kali Yuga, a última de um processo de cinco eras, em que a humanidade haverá de se renovar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Também converge para o final dessa época o que tradição Judaica Cristã chama de Juízo Final, ou Julgamento dos Vivos e dos Mortos, ou Separação do Joio e do Trigo; a doutrina espírita chama de Reciclagem Espiritual, quando a Terra passará de um mundo de expiação e provas, para se tornar um mundo regenerado.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, nós estamos vivendo exatamente os últimos dias dessa era, o seu final também é relatado no Apocalipse como sendo o momento em que sétimo anjo tira o lacre do sétimo livro e se percebe no céu um silêncio de meia hora por ser um momento muito solene e importante. No final do Apocalipse, capitulo 22, versículo de 7 a 12, João registrou as últimas palavras que Jesus deixou como legado para essa humanidade: “<em><strong>Eis que eu venho em breve, felizes os que cumprem as palavras da profecia desse livro. Que o injusto faça ainda injustiça, que o impuro pratique impurezas, que o justo faça justiça e que o santo se santifique mais ainda, eis que eu venho em breve e trago comigo a minha recompensa, para dar a cada um conforme as próprias obras</strong></em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus pertence ao colegiado de avatares, do qual faz parte o espírito que encarnou como Quetzalcoatl que posteriormente foi Rama, Krishna e hoje está encarnado como Sai Baba juntamente com outros avatares. Todos eles delegaram a Jesus a função de presidir esse momento de transição planetária.</p>
<p style="text-align: justify;">De todos os avatares que vieram à Terra, somente um foi tratado violentamente pela a humanidade e ainda quando jovem, mesmo assim, Jesus deu o maior exemplo de testemunho de amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, todas as noticias de profecias, de renovação planetária, de hecatombe, disso e daquilo outro, convergem para esse momento que nós estamos vivendo. O calendário “Maia”, feito pelos toltecas, aponta o inicio desse período; a cultura judaica cristã, na Bíblia, só fala desse último período; oMahabharata, no Bhagavad-Gita, só fala desse último período. Vejam como os Toltecas sabiam das coisas, esse calendário fala de todos os períodos.</p>
<p style="text-align: justify;">Detalhe: Há 15 dias, aqui na reunião e também nas palestras, agora em São Paulo, me perguntaram sobre os hecatombes, os furações, o tsunami, se havia chegado o momento dos grandes desencarnes.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoal, o momento dos grandes desencarne já passou! Mao Tsé Tung, Hitler, Stalin, essas três figuras, sozinhos, assassinaram e trucidaram mais de 180 milhões de pessoas, na primeira metade do século XX. Não tem nada para acontecer na Terra pior do que isso, ainda pode acontecer uma explosão nuclear aqui ou acolá, provavelmente no ano que vem, talvez, mas de pequena proporções, serão localizadas, vão morrer talvez entre 800 mil a 1 milhão pessoas, sei lá&#8230; Mas nada é tão doloroso quanto o que já for feito aqui na Terra no inicio do século XX.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando, <strong>o calendário maia que não é maia é tolteca</strong>, é simplesmente um cronograma feito por mentes não terrenas e foi deixado de presente para que os homens e mulheres terrenas pudessem perceber o contexto cósmico que nos rodeia. É a nossa existência na Terra, mas também nós não entendemos coisa alguma, vamos todos entender a partir de agora, após o primeiro contato.</p>
<p style="text-align: justify;">Grupo Atlan<br />
<strong>Jan Val Ellam</strong></p>
<p>Transcrição – Luiz Carlos matão</p>
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		<title>Um Ser chamado Yames e a Rebelião de Lúciferiana</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 23:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jan Val Ellam]]></category>

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Pergunta: En seu livro , NOS BASTIDORES DA LUZ, você fez uma referência a um ser chamado Yames, e lá é dito
que ele foi um dos rebelados contra o Mestre Jesus no passado e que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/11/Yames.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2449" style="border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 15px; border-width: 0px;" title="Yames" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/11/Yames-300x240.jpg" alt="" width="360" height="290" /></a></strong></p>
<p><strong>Pergunta: En seu livro , NOS BASTIDORES DA LUZ, você fez uma referência a um ser chamado Yames, e lá é dito</strong></p>
<p><strong>que ele foi um dos rebelados contra o Mestre Jesus no passado e que estava fazendo uma cirurgia para a</strong></p>
<p><strong>adaptação do seu corpo perispiritual pois que ele tinha um deformidade, que seria uma espécie de &#8220;Chicote&#8221; mas</strong></p>
<p><strong>que é uma das características descritas em algumas obras mitológicas de uma entidade ,</strong><strong>Enlil&#8230;qual é a relação desta entidade com Javé?</strong></p>
<p>RESPOSTA: &#8220;Eu daria dez reais para não responder essa pergunta, rsrsrs&#8230; mesmo porque aqui muitas pessoas não irão entender, mas&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;ESTA ENTIDADE, NÃO TEM NADA A VER COM O UTRA CHAMADA DE ENLIL.</p>
<p><strong>Yames é uma figura singular</strong>. Na época da Rebelião de Lúcifer,  este ser rebelou-se  contra o Cristo Cósmico que então representava Javé. Prefiro contar do começo, algo que eu nunca contei. Quando o Ser que nós conhecemos como <strong>Jesus passou a residir em Capela</strong>, e se tornou aquele <strong>Cristo Cósmico </strong>por nós conhecido, isso aconteceu porque a cerca de <em>Dez Milhões </em>(10.000.000) de anos atráz, ocorreu um fato singular entre os Clones de Javé. Depois de 13 BIlhões de anos desta História Universal, um de seus clones, morreu. E não era para ter morrido, era para ter vivido mais, mas este morreu. Todos eles estão doentes, inclusive <strong>Javé</strong>, a questão não é fácil. Um deles morreu e morreu nesta galáxia. Então Javé pediu ao seu Anjo Predileto que se deslocasse até aqui, para entender o que ele tinha feito. Aí , <em>Sofhia que é aquele conhecido como Jesus</em>, e este, que sabe das coisas, embora Javé não sabia, e ele comunicou que de fato, a doença que hoje aqui na Terra nós conhecemos com o nome de Câncer, havia vitimado esse &#8220;clone&#8221; filho de Javé que lhe era muito querido, e a doença estava estabelecida nos mundos desta região da galáxia e aqui este Cristo Cósmico ficou. Fato dois: <strong>Javé diante dessa notícia, ele então começou a perceber, somente ha quatro milhões de anos atráz (4.000.000) que ele também estava com problemas, ele e toda a hierarquia dele</strong>. Ele permaneceu em sua esfera, ele não vive no nosso Universo, mas em uma esfera astral paralela ao nosso Universo, enquanto tinha poder para faze-lo, se materializava aqui e ficava transitando entre lá e aqui, hoje não faz mais isso devido à doença;  quando aqui ficou, este Cristo Cósmico, Jesus. Quando Lúcifer a cerca de 700.000 anos atráz, percebeu o erro na criação, eu conto isso no livro CARMA E COMPROMISSO, quando ele percebeu o erro e começou a discutir com os assessores do Mestre que eram os mesmos assessores de Javé, quando começou a cobrar de seu comandante que era o mesmo Cristo Cósmico Jesus  &#8220;Onde está este Ser , esse Deus que a gente não vê? E Javé de fato, estava &#8220;em Depressão&#8221; na sua esfera astral, ( Ele não gosta destes termos que eu utilizo, mas não encontro outros termos para que nós humanos possamos compreender o que se passou) afinal nós estamos tentando colocar em palavras humanas, histórias extraterrenas, com outros valores e é totalmente ridículo aquilo que estou dizendo aqui, mas não tem outra forma  a não ser desse jeito). Então quando Lúcifer rebelou-se contra o <strong>Establishment</strong>; O ESTADO ESTABELECIDO, desculpem a redundãncia, <strong>EM CAPELA, um outro ser também se rebelou, mas se rebelou contra Jesus e também contra Lúcifer</strong>. Porque achava que os dois estavam errados: Jesus estava errado porque não estava querendo dizer a verdade ou porque na época, não podia dizer a verdade sobre Javé aos mundos confederados em torno daquela governança que seria Orbum; Lúcifer porque estava insistindo num tema pouco importante e iria adquirir um grande problema, <strong>e o pior é que Yames estava certo. Como Lúcifer também estava certo, como Jesus também estava certo.  </strong>Até hoje ele não pode falar sobre Javé porque ninguem compreende. Jesus , quando aqui esteve, e João em seu evangelho, traduziu numas palavras como sendo: &#8221; Eu não posso falar hoje , abertamente sobre o Pai, quando eu Voltar, falaremos abertamente sobre o Pai.&#8221; <strong>É um problema sério, esta história! Então esse ser chamado Yames, se isolou no meio do roldão da rebelião, e como tudo veio terminar se concentrando na Terra, ele veio junto</strong>. Mas totalmente &#8220;isolado&#8221;, ele tem um poder mental muito forte, então se Javé ha 13.7 bilhões de anos não tem um amigo, porque ele só sabe lidar com quem obedece a ele, Javé não conversa com ninguém , ele da ordens, a <strong>natureza dele não é humana como a nossa, a nossa natureza foi criada exatamente para ajudar a que ele se humanize, atravéz das vibrações que saem do nosso DNA, esse é o plano de Jesus; ou de Vishnu, como também é o plano de Shiva, ou de Sai Baba, mas Brahma ou Javé, ele não tem essa natureza que nós temos, até porque ele não tem ALMA. </strong>Então esse ser chamado Yames, veio se isolando e ja depois de decorridos 700.000 anos de história, e ele se viu prisioneiro das esferas primárias espirituais da Terra, como ele é um ser &#8220;JUSTO&#8221;, quando ele via espíritos obsessores em cima de crianças ou de velhinhos, ele tomava de um chicote uma espécie de &#8220;chicote energético&#8221;, e nada tem ele a ver com Enlil, nada a ver com as referências que você apontou, é um outro ser nesta história, e ele saia com um chicote energético, tentando defender os &#8220;inocentes&#8221; como ele assim o achava. Nisso, ele penetrava, pois tinha esse poder de penetrar nas esferas astrais próximas à Terra, como também nessas esferas espirituais primárias, onde estão os umbrais, essas regiões assim conhecidas, ele penetrando em todas, mas agindo do seu modo. E com isso ,ele foi adiquirindo um senso de Justiça que o tornou violento; a fúria que nós vemos nos &#8220;Deuses&#8221; que é doença vinda de Javé, a fúria que nós vemos em alguns seres humanos hoje em dia ainda, que em questões de segundos passa de um estado tranquilo a outro alterado de chegar ao ponto de matar alguém, então, esse tipo de postura isto vem do DNA de Javé e todo mundo o  tem, Yames também tinha, só que ele usou isso para o bem; mas o usou a tal ponto que ficou &#8220;cego&#8221; a esta faixa de realidade. Como ele tem um &#8220;coração nobre&#8221;, ele nunca se referiu a Jesus ou a quem quer que seja, sempre defendeu que existia um &#8220;Deus Maior&#8221; por traz disso tudo, e que Javé, Jesus e todos os outros clones eram loucos doentes, como ele também o era, ou seja ; foi um ser da &#8220;rebelião dele, sozinho&#8221;&#8230;.rsrsr</p>
<p>Mas ele também jamais se julgou como sendo certo, ele sabia que tava todo mundo errado, ele inclusive. Então ele é um ser quase que &#8220;imaculado&#8221; no sentido de perversidade, ele nunca a teve, só agia de forma violenta , em relação a aquilo que ele imaginava no sentido de ser útil aos nobres princípios dele&#8230;e de tanto ele agir para o &#8220;bem&#8221;, libertando criancinhas e velhos de obscessões terríveis, a espiritualidade diretora do Planeta Terra, começou a tratá-lo com um termo: o justiceiro das trevas&#8221; , isso eu nunca falei, mas era assim que ele era conhecido com o seu chicote. Só que , ele foi se cansando&#8230;e os amigos espirituais foram deixando que ele se cansasse, para que ele um dia pudesse adormecer, e quando ele adormeceu, foi amorosamente cercado e trazido à nossa reunião de trabalho(Grupo Atlan), mas foi trazido dentro de uma jaula energética devido ao estado vibratório dele, e isso ocorreu por volta de 1990- 91, salvo engano meu, não me recordo , mas foi por aí, entre 1988 e 1992, e fixou-se em trez pessoas aqui na Terra, que permitiran-se doar energia a ele, eu fui um deles, e ele passou muito tempo me acompanhando. Yames , ja tentou escrever comigo vários livros, e eu nunca escrevi nenhum, mas ele chegou num ponto tal , que ele mergulhou num mundo paralelo, e me explicou tudo que aconteceu lá, e é uma coisa absolutamente &#8220;louca&#8221;. Pediu-me para escrever este livro, eu nunca escrevi. mas&#8230;.imaginem as quinhentas piores pessoas que ja existiram na Terra, com a mente mais desfigurada no campo de EGOCENTRISMO, essas 500 pessoas, (são mais&#8230;) todas elas foram levadas para esta faixa de realidade paralela, e eles vivem os 500, juntos, no mesmo mundo. É o pior castigo que pode ter prá esses 500. A espiritualidade ja havia tentado de tudo com eles, então resolveu coloca-los numa &#8220;realidade paralela&#8221;&#8230;é um Planetazinho muito menor que o nosso, um planetóide menor que a Lua, e lá eles vivem. Mas eles vivem lá assim, cada um a x kilómetros do outro, cada um com seu império solitário com o seu reinado, mas qual é o problema desse mundo? Esse mundo tem uma atmosfera diferente da nossa, então quando um vibra querendo distãncia do outro e o outro vibra assim também, então os dois vão se afastando até atingir um ponto de equilíbrio para que as energias de ambos não machuquem ainda mais uns aos outros&#8230;É como se um pudesse expressar sua energia a 3 km de distãncia e outro a 4km, então fica uns 7km entre ambos, para que não se agridam .Então esse mundo é espantoso! Essas 500 piores pessoas que na terra não conseguiram encontrar o seu equilíbrio, repito, não são 500, são mais; então essa figuras ficaram nesse mundo, cada uma delas num &#8220;quadrante&#8221; desse Globo, passaram milhares de anos brigando entre eles, brigando vibratóriamente, um nunca viu nem a um outro, mas para ajeitar o seu lugar&#8230; Quando um deles morre, e na hora que o campo energético deste que morre , deixa de existir, eles começam então a brigar entre eles, para ocupar mais espaço! Porque quanto mais espaço mental eles tem, mais alimentação, ou seja; é uma loucura só!</p>
<p>Yames foi convidado a nascer nesse mundo, e nele mergulhou. Quando alguém mergulha nesse mundo de castigo, é com se alguem estivesse chegando de paraquedas, e quando todo mundo ve esse que vem , todos começam a vibrar contra ele, pois é mais um que vem para ocupar um espaço que eles não querem dividir. Então esse que chega, ja vem recebendo pancada, aí ele tem que usar a força dele, para arranjar um lugarzinho alí pra ele, aí é toda uma reviravolta, ou seja; ninguém dorme nesse mundo, porque quem dorme, diminui o seu espaço mental , e que é invadido&#8230;OU SEJA, É UMA LOUCURA o que se passa neste mundo! E Yames foi para lá.  Ele passou o que seriam 5 anos terrenos, mas que nesse mundo esses cinco anos, corresponderiam a bem mais, e pela primeira vez, alguém lá se comunicou, e esse foi Yames. Assim&#8230;&#8221;OLHA PESSOAL , EU VIM AQUI, ENVIADO &#8220;sabe-se lá por quem &#8221; PARA PROPOR UMA COISA A TODOS VOCÊS, VAMOS TODOS DESLIGAR O NOSSO PODER MENTAL? VAMOS NOS REUNIR, E CONVERSAR A VER SE FORMAMOS UMA FAMÍLIA? &#8230;Claro que ninguém aceitou. Aí Yames passou, não sei quanto tempo, tentando convencer as pessoas a se falarem , a fim de discutir algo, mas jamais chegaram a nenhum acordo. Até que um belo dia, Yames disse: &#8220;pois muito bem, por AMOR  a vocês, eu vou desligar a minha força mental, vocês vão me trucidar, vão me expulsar do mundo de vocês, mas o meu exemplo, irá ficar. Aí um dia irão compreender , que somente desligando a força mental de vocês , poderão então crescer neste mundo.&#8221;  - Aí ele desligou a força mental dele, e foi trucidado na mesma hora pela força mental dos demais! Para esse mundo Yames serviu como Jesus Cristo. Yames me contou essa história em detalhes, eu nem nunca tive tempo para escreve-la, como outras aventuras dele também, então respondendo a sua pergunta, essa figura, é totalmente atípica, não da para compará-la com ninguém, a única coisa que eu sei, se é que eu sei, é que ele disse que ha uns quatro ou cinco anos atráz ele estava organizando os &#8220;Trapos &#8221; dele , para encarnar na Terra, Pela Primeira vez! Eu não sei se ja encarnou, mas faz tempo que eu não o vejo!</p>
<p>Então , pessoal que tudo o que aqui foi dito, seja  levado somente como uma semente para  reflexão, os fatos ainda estão muito longe da verdade que podemos compreender!</p>
<p>JAN VAL ELLAM</p>
<p>Reunião Grupo Atlan &#8211; 10-10-2011</p>
<p>Transcrição de Cecília Paulauskas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
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		<title>A natureza do corpo de Jesus</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 19:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jan Val Ellam]]></category>

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Qual era a natureza do corpo de Jesus? Era um corpo de carne e ossos, como o nosso, ou era de natureza diferente? Pergunto por causa da tese do “corpo fluídico”de Jesus, trazida nos Evangelhos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/09/yeshua.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2385" title="yeshua" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/09/yeshua.jpg" alt="" width="570" height="428" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #003366;"><strong>Qual era a natureza do corpo de Jesus? Era um corpo de carne e ossos, como o nosso, ou era de natureza diferente? Pergunto por causa da tese do “corpo fluídico”</strong></span><span class="Apple-style-span" style="color: #003366;"><strong>de Jesus, trazida nos Evangelhos de Roustaing, com a qual tendo a concordar, porque é difícil para mim aceitar que um espírito situado em tão elevado grau na escala evolutiva possa ter ocupado um corpo semelhante ao nosso, com tantas necessidades animais a satisfazer.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Informam os mentores que, de fato, por meio de processos julgados naturais, normais, não pode o princípio ativo existencial, ou seja, uma alma, um espírito, retrogradar. Nesse sentido, não pode um espírito na condição humana, por exemplo, reencarnar como macaco, como formiga. Seguindo na mesma linha de raciocínio, não poderia um espírito de escol encarnar num corpo animal como o que serve de guarida às almas que vivem na condição humana. Ainda assim, o estranho é que a maior Autoridade Celeste desta parte do cosmos assim tenha feito.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há, no vocabulário terreno – continuam os amigos espirituais a informar – como expressar o que, voluntariamente, essa autoridade excelsa fez. Em palavras pobres e distorcidas, seria como se um ser humano, por insistente postura amorosa em relação às formigas, voluntariamente desenvolvesse técnicas específicas de cirurgia para retirar de seu corpo espiritual um sem-número de órgãos, de modo que seu espírito pudesse diminuir-se ao ponto de ter um quantum vibratório semelhante ao das “alminhas” das formigas, e, assim, poder “encarnar” entre elas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, chegamos a um ponto em que, para irmos adiante na resposta, é importante que seja percebido, antes de mais nada, como um espírito encarna.</p>
<p style="text-align: justify;">No que diz respeito à média da humanidade encarnada, nas chamadas encarnações programadas – pois há outras que não o são – o espírito, quando vai encarnar, reúne-se com seus afins – e aqui nos referimos a espíritos de porte evolutivo semelhante ao nosso – nos ambientes espirituais. Nessa reunião se fazem presentes aqueles que já foram seus pais, mães, filhos, filhas, cônjuge e amigos, além dos guias espirituais, mentores daquela família espiritual e daquela alma que vai reencarnar.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem início, então, um profundo levantamento, dentro de um processo tecnológico existente na espiritualidade que, se comparado com o que nós dispomos aqui na Terra, seria semelhante a uma listagem de computador, onde, no primeiro momento aparecem todos os méritos, todas as conquistas, todos os créditos espirituais que esse espírito tem.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa outra lista apareceriam os deméritos, os problemas criados nas muitas vidas: os carmas a serem saldados diante da própria consciência, como também os decorrentes da Lei de Causa e Efeito.<br />
<span id="more-2384"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Uma terceira lista relaciona possíveis espíritos afins que aceitariam encarnar próximos ao indivíduo, como pai, mãe, irmãos, parentes e amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, uma quarta relação lista espíritos que não nutrem qualquer tipo de sentimento positivo em relação àquele que vai encarnar, muito antes pelo contrário. Se, por acaso, no programa encarnatório dessa individualidade que irá encarnar, ela tenha o azar de encontrar espíritos que não gostem de si, ainda que seu cérebro físico não perceba a sensação ou o impulso da mente espiritual de um espírito que lhe tenha ódio, sempre lhe “vão sobrar” situações complicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, com base em todas estas informações das últimas vidas, uma espécie de resultante genética espiritual cármica é produzida. Depois, se encontra quem queira ser seus pais, o que, para o espírito que vai encarnar nem sempre é fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">Cerca de três horas após a relação sexual havida entre os futuros papai e mamãe, quando milhões de espermatozóides estiverem transitando na trompa de falópio da mãe, aproxima-se uma equipe espiritual trazendo consigo o espírito que irá encarnar, já diminuído vibratoriamente a um ponto tal em que esteja inconsciente, sem postura ativa na mente, de modo a não interferir no processo de imantação ao novo corpo carnal.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa equipe espiritual se aproxima, então, da futura mãe e, em função das codificações genética e cármica decorrentes dos méritos e deméritos do espírito que irá encarnar, um técnico da espiritualidade, com uma espécie de “visão de raio X”, identifica, entre os milhões de espermatozóides que estão nadando na trompa de falópio da mãe, quais têm carga genética compatível com o código genético do seu merecimento cármico. Assim que é identificado, esse espermatozóide recebe uma espécie de “passe” espiritual energético, vibratório, dessa equipe e, por nadar mais rápido e por ser o mais forte, é o que fecunda o óvulo. No momento em que ocorre a fecundação, e isso a ciência atual já conseguiu perceber, ocorre uma espécie de “explosão magnética”. É nesse momento que a equipe técnica “imanta” a alma do espírito que vai encarnar ao óvulo fecundado. A partir desse momento, já existe vida.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é que essa Autoridade Celeste decidiu diminuir-se ao ponto de Lhe ser possível nascer incondicionalmente entre os homens, isto é, igual aos demais, e, nessa condição, poder mostrar que é possível viver como Deus o faria se por aqui estivesse “andando”. Ante essa decisão, os seus próprios assessores Lhe argumentaram não ser viável Seu propósito, pois, como Ele próprio sabia, não seria possível a uma alma de escol, alguém que é unificado ao próprio Pai Celestial, diminuir-se tanto, de modo a ser imantado a um corpo primitivo, material, animal, como o que caracteriza o ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, esse Ser insistiu na possibilidade de se desenvolver um projeto, um procedimento tecnológico qualquer no campo clínico, que Lhe permitisse aqui poder encarnar, ainda que Se submetendo aos riscos implícitos à ousadia de Se sujeitar aos procedimentos de vanguarda criados, uma vez que nunca no universo – afirmam os mentores – um espírito de escol havia se proposto a tamanho risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Seus assessores apontaram-Lhe, então, que, das quase duas dezenas e meia de bilhões de almas, de espíritos exilados e renegados de outrora, que se encontravam agrupados nas esferas espirituais do orbe terrestre, apenas uma já estava plenamente evoluída, reunindo, portanto, as condições de, caso encarnada na polaridade feminina, receber uma espécie de inseminação artificial cósmica. Ainda assim, esse procedimento Lhe traria graves riscos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fato é que, na medida em que se configurou a possibilidade da Sua encanação na Terra, essa Autoridade Celeste começou, voluntariamente, a se mutilar, sendo essa palavra, dentre as que existem no vocabulário terreno, a que mais se aproxima da descrição do ocorrido.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, esse Ser – e aqui, a palavra sofrimento talvez não seja a mais correta, seria também a que mais se aproxima – teve que passar por uma série de sofrimentos incomensuráveis, indescritíveis nas palavras terrenas, para Se diminuir ao ponto de “caber” em uma cápsula jamais anteriormente produzida, numa espécie de procedimento de vanguarda. Através de um processo complicadíssimo, esse Ser Se inseriu, Se imantou, ou foi inserido, imantado, acomodado – sabe-se lá a palavra que devemos usar – a essa cápsula. Foi então que Maria, ainda em idade quase juvenil, virgem ainda, foi inseminada artificialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda essa operação, toda essa logística, foi feita por insistente “teimosia” desse Ser que, na Terra, ficou conhecido como Jesus. Não houve nenhum problema que impedisse relações sexuais entre Maria e José depois que Jesus nasceu, tanto que eles tiveram outros filhos. Era necessário sim, para que um ser de escol aqui pudesse vir, que o espírito de Maria não estivesse ainda impregnado pela energia de qualquer outro filho ou filha que por ela tivesse nascido, uma vez que isso impediria a operação “nascimento de Jesus”, ou aumentaria o risco dos possíveis problemas.</p>
<p style="text-align: justify;">Maria foi assistida tanto nos últimos tempos antes da sua concepção como durante a gestação de Jesus, e apesar disso, ocorreram problemas que jamais passaram às páginas do evangelho.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o importante é que seja percebido que a idéia contida nos evangelhos do nosso irmão Roustaing e em outras obras derivadas do seu pensamento, é que Jesus teria encarnado com uma “espécie de corpo” diferente do nosso.</p>
<p style="text-align: justify;">Filosoficamente, está explícito que seria uma hipocrisia alguém na Sua condição excelsa ficar fingindo dores, sofrimentos, que não teve. Se nem mesmo seres menos qualificados do que Jesus à luz da evolução cósmica se prestariam a esse tipo de comportamento, que não é condizente com o de um ser minimamente evoluído, quanto mais o espírito que representa o Pai Celestial.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato toda essa discussão é muito positiva, e tudo o que se fale, se pense, se questione, se estude a respeito de Jesus ainda é pouco, diante do muito pouco que tanto vós com nós, aqui na espiritualidade, conseguimos saber a Seu respeito, porque Seus próprios assessores, que conviveram, convivem e irão conviver com Ele muito tempo, conseguiram compreender até os dias atuais, nem mesmo os mais próximos, todas as questões, todas as circunstâncias desse episódio por eles vivido.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante, também, que seja observado o seguinte aspecto: No nosso mundo, as autoridades são eleitas, mediante procedimentos que conhecemos, e não há muita diferença quando uma sai e outra ocupa seu lugar. Tudo continua do mesmo jeito, melhora um pouco, piora um pouco, mas não se sai de certo nível das potencialidades humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, sobre a perspectiva das autoridades cósmicas, não é assim que “funciona”. Quanto menos evoluído é o ser, mais tecnologia ele precisa para poder potencializar e dispensar suas possibilidades. Entretanto, quanto mais evoluído é o ser, mais simples as coisas se tornam e menos necessita ele de alguma coisa além da própria mente espiritual. O Pai, expressão maior do que se pode entender da perfeição do misterioso e amoroso projeto de criação, simplesmente cria por si mesmo, como o princípio belo cria a beleza.</p>
<p style="text-align: justify;">O Pai Celestial, como princípio que tudo criou, não utilizou tecnologia, posto que desnecessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, as autoridades cósmicas têm assentadas nas suas expressões mentais os pilares de sustentação do universo. Eles trabalham incessantemente. No momento em que um quase-Deus, como essa Autoridade Celeste que na Terra ficou conhecido como Jesus, começa a Se desconstituir, a Se diminuir, Ele deixa de vibrar como sendo foco de sustentação de parte da criação e de todos os seres que Lhe estão subordinados por um decreto amoroso do Pai Celestial. Quando isso acontece, quando um ser com Ele Se desativa, não há quem O substitua, até porque, do mesmo modo que não existem dois seres iguais na Terra, com o mesmo rosto e a mesma impressão digital, no cosmos também não há dois “Jesus” iguais. Existem, sim, muitos filhos diletos do Pai unificados a Ele, mas cada um com suas características, sendo isso uma das grandes maravilhas de potencial de criação do Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que ninguém O poderia substituir, antes de sair de Sua condição de Pastor Cósmico para encarnar aqui, este Ser criou um outro procedimento, do qual não vamos falar aqui, para que, durante o rápido tempo de Sua vida na Terra, as “coisas” não decaíssem de vez nesta parte do cosmos.</p>
<p style="text-align: justify;">E ainda hoje é motivo de estudo, pelos mais aprofundados pesquisadores da personalidade de Jesus, o fato de que haveria Ele antecipado a sua morte. O certo é que, por essa época, de tudo o que Ele dizia ninguém mais compreendia coisa alguma, pois já havia dito tudo o que poderia ser dito e compreendido.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, Ele, quando entrou em Jerusalém, o fez para de lá não mais sair com seu corpo carnal. Por isso, Ele disse a Judas que fizesse logo “o que tinha que fazer”, posto que, mesmo na condição humana, sabia de outras tantas ovelhas do seu rebanho cósmico completamente “apavoradas”, perdoem a expressão pobre, pelo fato de alguém do Seu porte estar na Terra em corpo carnal e submetido a todo tipo de violência. E mais ainda: que Ele fatalmente morreria de forma violenta.</p>
<p style="text-align: justify;">E se, na hora de sua morte violenta, Ele tivesse uma “raivinha”, um instante de ódio que durasse um segundo só?</p>
<p style="text-align: justify;">Um espírito de escol, se vibrar negativamente, com ódio, talvez gere em si próprio uma espécie de câncer para o qual não há remédio nem cura na medicina cósmica. Os assessores de Jesus estavam, literalmente, como já dito, “apavorados” com o que Lhe poderia acontecer quando estivesse cravado na cruz, o corpo sofrendo dores indescritíveis. Pois ainda assim Este nosso irmão amou. Até mesmo no pior momento, Ele ainda expressou ternura e pediu que o Pai Celestial perdoasse aqueles que estavam fazendo aquela loucura.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém imagina a quantidade de naves que estavam próximas da Terra quando a assessoria do Mestre avisou, no circuito de certa “TV Globo” do cosmos, que o Mestre iria levar até o fim o Seu sacrifício. De quase todos os mundos evoluídos, e são milhares deles nesta parte do cosmos, vieram naves para ajudar a fazer alguma coisa, ou apenas para presenciar algo inusitado. E ninguém imagina o que ocorreu quando esse Espírito de Escol desencarnou, deixando o corpo como um Vencedor. Não há vocábulos terrenos, não há livros terrenos, não há homenagens terrenas, não há como se possa relatar o que os olhos humanos não viram naquele instante. Talvez daqui a alguns milênios alguém possa contar essa história.</p>
<p style="text-align: justify;">Fato é que, na premissa da pergunta, de fato, tecnicamente não é possível um espírito de escol imantar a sua alma ao corpo vibratório físico animal, primitivo como o terreno. Mas Ele o fez.</p>
<p style="text-align: justify;">Pena que, dois mil anos depois, ninguém estude isso a sério. Pena que, dois mil anos depois, nós discutimos tudo a respeito de Jesus, menos o que mais Ele se preocupou em deixar como reflexão para nós, que é a atitude amorosa que deveríamos ter. Existem segmentos do espiritismo, do catolicismo, do protestantismo, das religiões que nasceram a partir do Seu legado, que discutem todo tipo de bobagem, mas ninguém se preocupa em testemunhar o Amor Fraternal que Ele nos ensinou. Pena que, depois de tanto tempo que tivemos para estudar o Seu legado, ainda não levamos Jesus a sério.</p>
<p><strong>JAN VAL ELLAM</strong><br />
<em>Grupo Atlan 31/05/04</em></p>
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		<title>Visão de Mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 14:33:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jan Val Ellam]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/09/world_vision.jpg"><img class="size-full wp-image-2378 alignnone" title="world_vision" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/09/world_vision.jpg" alt="" width="570" height="380" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Através da abordagem desse tema a espiritualidade pretende falar sobre a visão de mundo que nós costumamos ter diante da realidade que nos envolve, na intenção de que, até o final das nossas palavras possa ocorrer a semeadura de uma reflexão sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Possivelmente, a personalidade mais brilhante em termo de potencialidade intelectual do século XVII, tenha sido a do filósofo francês, René Descartes. Em um dos seus livros, Discurso do Método, logo no seu primeiro parágrafo, ele diz: “O bom senso é, das coisas do mundo, a mais bem distribuída, já que todos se contentam com a cota que julgam ter, e, mesmo pessoas difíceis de se contentarem em relação às outras coisas então bastante satisfeitas com as suas cotas de bom senso”.</p>
<p style="text-align: justify;">Descartes dizia que, todo mundo na Terra se julga possuidor de bom senso, não porque se ache mais ou menos inteligente que outras pessoas, mas sim, porque o ser humano julga, avalia e raciocina de acordo com os elementos que possui no cérebro. Assim, cada um de nós se julga rei do bom senso, porque temos o péssimo hábito de confiar nas nossas opiniões, nas nossas verdades e nos nossos conceitos.</p>
<p style="text-align: justify;">E aqui digo, envolvido pelos amigos espirituais, que isso é um péssimo hábito, porque nós deveríamos tentar crivar melhor essas opiniões, esses elementos, essas verdades que pensamos ter, porque é exatamente sobre o conjunto das opiniões formadas através dos nossos conhecimentos, que surgem os conceitos que vão delimitar o tipo de visão de mundo que nós temos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, René Descartes se divertiu com a humanidade dizendo que todo o mundo era o rei do bom senso, porque cada pessoa, com os elementos que tem, costuma ter opiniões a respeito de tudo, costuma ter conceitos e ter absoluta certeza a respeito de tudo, esquecidos que, talvez, eles estejam longe da verdade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2377"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, é engraçado percebermos como alguém da religião católica utilizando os elementos que colheu com o aprendizado do catolicismo, raciocina de uma forma peculiar, a respeito de Deus. O interessante é que se essa pessoa não tivesse nascido aqui no ocidente, mas, no oriente, num país Islâmico, por exemplo, essa mesma pessoa iria aprender os elementos do Alcorão e iria raciocinar a respeito de Deus com os elementos do Islamismo. Cada uma dessas religiões tem um aspecto cultural diferente e o repassa para as novas gerações, essas vão formando os seus padrões culturais e, a partir daí, criam isso que nós chamamos de bom senso e cada um vai julgar a realidade, ou seja, cada um vai ter uma visão de mundo sobre a realidade que o cerca, de acordo com os elementos da cultura que estão instalados no seu cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;">O que dizer de um mundo que possui cerca de 30 religiões e cada umas delas pretendendo ser a única correta, impondo os seus padrões culturais a seus fieis? Esses, com os elementos a que se acostumaram a pensar, a partir deles emitem as suas verdades e seus conceitos, cada um pretendendo ser o rei e a rainha do bom senso. Como o mundo que só tem autoridade vai conseguir chegar a algum acordo sobre alguma coisa?</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, Descartes queria brincar conosco dizendo que nós estamos longe de ter um bom senso razoável, já que esse não é produto de uma análise criteriosa e sim, de hábitos e costumes culturais. Esse é o grande problema da humanidade, de cada um de nós, e o pior é que nem sabemos que é assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós não seriamos os mesmos que somos hoje, se estivéssemos estudado em escolas diferentes das que estudamos, se estivéssemos recebido influências de outros pais, de outros amigos, de outros tipos de canal de TV diferentes dos que ai estão, se tivéssemos sido acostumados a ler desde a infância. Nós não seriamos os mesmos que somos hoje, se nossos cérebros tivessem absorvido outros elementos ao longo da nossa vida. Isso mostra que as nossas verdades são relativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem nos observa lá de fora olha para 7 bilhões de homem e mulheres, cada um pensando que é o “rei da cocada preta”, cada um achando que é doutor daquela matéria, cheio de razão e de verdades.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem nos olha lá de fora percebe 7 bilhões de doidos vivendo com péssimos hábitos, achando que estão dando um show, quando, na realidade, nós estamos estragando a vida cósmica, estamos tornando feio algo belíssimo, que é o ato de existir. Nós conseguimos fazer isso porque envenenamos o nosso psiquismo com um monte de loucura. E o pior é que ao longo da história da humanidade uma geração vai repassando para a sua sucessora os mesmos valores culturais completamente equivocados, impondo uma forma de raciocino, uma forma de crença e nós vamos apenas herdando os valores.</p>
<p style="text-align: justify;">Raciocinar, que é bom, não é conosco, porque crer é um conforto psicológico formidável, é fácil. Porem, pensar é um esforço psicológico grande, não é todo cérebro que está habilitado a pensar, é necessário esforço para romper com os padrões culturais que marcam o nosso entendimento de mundo. Se nós não rompermos com o velho padrão de entendimento de mundo jamais perceberemos os novos elementos de uma nova visão de mundo, que deve ser construída a cada geração.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje vivemos piores do que os assírios, há 1.700 anos. Em certos sentidos a humanidade regrediu, em termos de elementos cerebrais e de conceitos de vida. Se nós colocarmos a nossa visão lá no passado remoto, há cerca de cinco mil anos&#8230; Existem registros históricos na antiga cidade de Tula (hoje, Cidade do México, a capital do México), também no Egito e em diversos cantos do planeta mostrando que as comunidades existiam de forma muito mais razoável que nós, homem e mulheres ditos modernos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas pouco importa. Como é que alguém descobre a visão de mundo que lhe é própria? É bem simples. Pegando uma folha de papel e dizendo: O que eu penso a respeito de Deus? Ah, mas é um saco escrever! Ta bom, não escreva, pense, pelo menos tende responder, grave e depois escute. Depois você vê a perola que você vai soltar sobre Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Você só pode evoluir no conceito que você tem de Deus ou em qualquer outro, se você trabalhar esse conceito, se você escutar a própria opinião, vendo que ela não é ainda a melhor, ou o melhor conceito.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual o ser humano que faz isso, quem de nós faz isso? Em não fazendo isso seremos os mesmíssimos ignorantes, no sentido de desconhecermos verdades mais profundas.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é que é eu penso a respeito de religião? Qual, na minha opinião, deve ser a função da religião no mundo? Para que elas servem? Para que eu sirvo na religião que professo? Como é que me comporto de acordo com os elementos de minha religião?</p>
<p style="text-align: justify;">Faça um profundo questionário e durante a vida inteira responda e busque respostas melhores, busque formulação de perguntas mais profundas e inteligentes. Somente assim o ser humano evolui, na mudança constante dos seus elementos cerebrais. Somente assim ele passa a buscar a construção de uma inteligência ativa e não a inteligência passiva que temos.</p>
<p style="text-align: justify;">É maravilhoso assistir televisão, por que? Porque ligamos e ficamos passivamente assistindo, se vier dali coisa boa, ótimo, se vier dali coisa ruim, ótimo, nós estamos ali sem o menor senso critico, passivos diante da alimentação espiritual que está sendo dada.</p>
<p style="text-align: justify;">Se eu como uma feijoada estragada, seguramente o meu corpo terá uma doença; se eu como cinco feijoadas estragadas, fatalmente eu vou ter uma diarréia seriíssima; se eu comer 10 feijoadas eu só não morro de teimoso. Nos somos suficientemente inteligentes para não comer um alimento que percebemos que está estragado. Ao mesmo tempo, se nós comermos um bom alimento, cada um dos trilhões de células do nosso corpo receberá um bom alimento e ficaremos fortes e saudáveis. Se nós agimos assim com esse corpo, que é transitório, que nasce e morre, porque é que nós não cuidamos do nosso corpo eterno, da nossa alma? Ah, mas nós nem sabemos se temos alma ou não. E o pior é que nós não sabemos mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, eu sei que eu tenho uma alma e eu cuido dela. Como? Liguei a televisão no canal 4 e está passando um filme de drama. Se eu o assisto, se eu entrar em sintonia com ele, dez minutos depois estou alguém dramático, a vida para mim é terrível, eu começo a ter vontade de chorar, fico triste e a minha visão de vida daquele momento fica profundamente influenciada por aquela alimentação que eu deixei penetrar no meu espírito através do meu psiquismo. A minha atenção psicológica ficou fixada passivamente recebendo aquelas informações. Nos somos tão influenciados que, se a gente mudar de canal e tiver passando uma comédia e nós fixarmos a nossa atenção na comédia, dez minutos depois já estaremos rindo, achando a vida um grande barato, que a vida é uma maravilha. Fulano, que era chato, já não é mais, é uma pessoa maravilhosa, me dá até vontade de falar com ele, estou com saudade.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudo de canal e está passando um filme de terror. Dez minutos depois eu já acho que tem um espírito atrás de mim, já tem alguém mexendo na cortina, já começo escutar barulhos estranhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudo de canal, um filme com fortes conotações sexuais. Dez minutos depois eu já estou completamente excitado, ou seja, do jeito que o alimento penetra no nosso corpo físico, o alimento espiritual penetra no nosso corpo espiritual através do psiquismo, da nossa fixação, da ressonância que isso provoca em nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora bolas, se eu olho para uma feijoada estragada e não como, porque eu sei que me vai fazer mal, por que é que diabos eu fico fixando a minha atenção num monte de coisas que não presta e que não vai edificar nada no meu psiquismo? Mas, no entanto, ficamos assistindo um monte de coisas sem futuro na televisão, conversamos um monte de coisas sem futuro com um monte de gente, falando mal da vida alheia, inventando defeito para terceiros, quíntuplos, sétuplos, esquecidos de cuidar de nós próprios. Nós somos uma tragédia porque nos falta bom senso.</p>
<p style="text-align: justify;">É até engraçado, nós achamos que o mundo inteiro está errado, mas, eu não. Se o mundo inteiro só dependesse de mim seria uma maravilha, mas, tem fulano, tem beltrano com aquelas esquisitices. Eu não tenho esquisitice nenhuma.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim nós vamos cada vez mais cultuando e aplaudindo aqueles elementos que temos no nosso cérebro, a partir dos quais criamos a nossa visão de mundo e jamais nos habilitamos para nos modificar diante da realidade. Então, seremos os mesmos palermas de sempre, pensando as mesmíssimas coisas, acreditando nas mesmíssimas verdades. O universo todo se transforma a cada momento e nós ficamos presos aos mesmos valores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os amigos espirituais costumam dizer que, quem nasceu no ocidente “dançou”, não consegue evoluir muito. Sabem porque? Porque não há nenhuma língua ocidental que tenha conceitos, que tenha adjetivos que nos permita tornar o nosso cérebro mais habilitado no progresso espiritual. Somente os que nascem no oriente, na Índia, desde que se estude o sânscrito se tem a possibilidade de uma vida com um avanço espiritual mais significativo. O sânscrito é a única língua da Terra que tem vocabulário suficiente para definir os padrões cerebrais do progresso espiritual. Somente através da utilização dessas palavras é que o cérebro humano consegue conceber determinados conceitos. Sabendo se posicionar em relação a esses conceitos o ser humano saberá em que degrau da escada ele se encontra, na busca daquela questão ele está desenvolvendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo. Aqui no ocidente nos acostumamos a usar a palavra sabedoria, para resumir algo extremante profundo: Fulano é sábio. E não passamos desse adjetivo. Sábio é tudo o que podemos dizer. Ele é muito, muito sábio, ele é pouco sábio, ele é mais ou menos sábio. E ficamos no sábio. No sânscrito existem dezenas de palavras somente para definir os tipos de sabedoria que um ser humano pode atingir em uma vida. A Mais profunda delas é Ajnani, uma sabedoria que o ser humano somente terá se tiver bom senso suficiente para interagir com a realidade que o envolve. Nesse nível de consciência, nesse nível de sabedoria ele passa a perceber o obvio. Acima desse nível só os tipos de sabedoria de alguém iluminado, que é muito mais que um sábio. Abaixo desse nível encontram-se diversos níveis de sabedoria, como aqueles como nós, que buscam a evolução espiritual. Evoluímos na medida em que modificamos a nossa visão de mundo para melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que quem nasce do ocidente não vai a canto nenhum? Porque não sabe nem se avaliar diante desses padrões. Nós nem sabemos que existem esses padrões. Qualquer Zé Bozó, na Índia, que estude o sânscrito e o hinduísmo com as cores de honestidade e princípios sabe disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando ele vai falar com o seu Guru e esse diz: “meu filho, é conveniente que você largue essa visão de mundo que você tem e tente chegar nessa aqui. Para isso você deverá fazer isso mais isso. Mas, à sua maneira, à seu modo”. O discípulo tenta seguir as orientações do seu mestre espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso, porque há cinco mil anos nasceram espíritos maravilhosos em diversas cidades da Índia, que criaram, através de um esforço conjunto, diversas visões de mundo, através da língua chamada sânscrito. É por isso que essa é a única língua da Terra que permite ao ser humano ir medindo o tipo de visão de mundo que ele têm, sabendo que não é aquela a melhor visão que deve se ter da realidade. Eles são estimulados para que possam evoluir progredindo sempre, até se unificarem ao circuito amoroso do Pai. É isso que Krisha disse a Arjuna, em conversas do Bhagavad-Gita, parte do Mahabarata, um épico Hindu. Krisha, o grande Mestre, um avatar, um Deus feito homem e Arjuna, representando todos nós, seres humano que buscam.</p>
<p style="text-align: justify;">Arjuna pergunta e Krisha responde. O discípulo e o Guru. Krisha forçando a Arjuna a modificar a sua visão de mundo, para que ele tivesse cada vez mais o entendimento amplo, o bom senso realmente inteligente diante da realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que os amigos espirituais estão falando isso hoje? Pelo motivo bem simples.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada um de nós se julga o rei do bom senso, na medida em que achamos que nossas opiniões estão corretas. Os amigos espirituais dizem que, dentro de alguns poucos anos deverá ocorrer um evento, a chegada de Jesus, sendo o primeiro contato oficial entre seres de fora e os terrenos. Tudo o que nós nos acostumamos a pensar e formular opinião sobre isso ou aquilo, nada ou muito pouco do bom senso que achamos que temos servirá para alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Melhor seria se nós não tivéssemos opinião sobre coisa alguma, se nós não soubéssemos de coisa alguma, se nós não acreditássemos em nenhuma verdade, porque mais rápido e mais facilmente se conseguira perceber o obvio, aprendendo mais rápido do que aquele que tem trezentas opiniões, trezentas verdades incrustadas. Esse, para perceber o novo, terá muita dificuldade, já que seus elementos cerebrais estão todos viciados de acordo com toda uma história cultural que ele vivenciou.</p>
<p style="text-align: justify;">Os amigos espirituais estão tentando nos dizer que, tudo o que foi falado hoje serve para que cada um de nós descubra, através de processo de autoconhecimento, algumas opiniões que formam a base do nosso psiquismo. É nessa base que surgem as verdades que acreditamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a única geração da história da humanidade, que vai ter o privilegio de se defrontar com o que vem por ai. E não vai se deparar com nada novo, isso é mais velho do que todos nós. Mas como nós estamos isolados da convivência com os outros orbes isso parece uma grande novidade, então vamos usar a palavra “novo”. Nós vamos ser a primeira geração a nos defrontar com o obvio. O obvio é que nós não estarmos sozinhos no universo. Evolvendo a vida terrena existem a realidade espiritual e a realidade cósmica extraterrestre. Temos que estudar essas duas componentes para bem compreender a função do ser humano na Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente poderemos responder as nossas questões filosóficas: quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo nesse mundo e qual a função da vida. Se nós estudarmos essas duas componentes: a espiritual e a extraterrena. Somente nos habilitamos a fazer isso de forma razoável e inteligente quando nos despirmos do preconceito, quando nos desnudarmos das vestes de opiniões religiosas que nos acostumamos a ter.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não é fácil, é o renascer que Jesus dizia: “olha, ninguém adentra aos reinos dos céus se não renascer constantemente a cada dia, a cada hora, a cada segundo”. Quer dizer que eu devo virar alguém sem personalidade? Isso não tem nada a ver com personalidade. O sábio verdadeiramente o sábio sabe que não sabe coisa alguma. Sócrates dizia: A verdadeira sabedoria consiste em admitir a própria ignorância, porque somente assim o ser humano não se apega a nenhum conceito. Se ele não se apegar a nenhum conceito estará sempre apto a aprender.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que alguém agarrado a 500 verdades pode aprender, se não abrir mão do que pensa, do que acha é que é o certo? Ou seja, ele pensa que sabe de alguma coisa e não quer abrir mão dos conceitos que tem. Os verdadeiros sábios da humanidade, Sócrates, Lao Tse, Confúcio, Jesus, alguns homens e mulheres maravilhosas do passado testemunharam que, na condição humana não dá para pretender saber muita coisa, a única verdade que podemos perceber, é a validade do “amai-vos uns aos outros”. Se eu quero ser bem tratado, eu devo tratar bem. Qualquer ser humano pode perceber o obvio dessa assertiva, tudo o mais é motivo de discussão, vai depender do bom senso de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">E como nós são somos os melhores alunos dessa parte da galáxia, para percebermos o nosso bom senso é só vermos a vida que nós criamos aqui na Terra. Por sermos loucos criamos essa loucura que está ai.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém se engane, ninguém virá lá de fora para fazer por nós o que nós precisamos ter vergonha na cara e fazer aqui na Terra, que é acabar com esse estado caótico que nós criamos na nossa história terrena. É a miséria material e a miséria moral que marca esse mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não modificarmos a nossa visão de mundo, se nós não procurarmos educá-la a cada dia, a cada segundo da existência, se nós não seguirmos os conselhos de Quetzalcoatl que viveu há cinco mil anos, na cidade de Tula, nós não chegaremos a canto nenhum. Ele dizia: “Viva a tua vida como se a cada segundo você estivesse construindo uma grande obra de arte”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os espíritos dizem: orai e vigiai. Quetzalcoatl disse de forma muita mais poética, há cinco mil anos: “Vigia-se a cada segundo da sua existência, como se a sua preocupação com tudo que você faz seja como se você estivesse sempre preocupado em construir uma grande obra, que é a obra da sua existência. E, quando você olhar para trás, você sempre se sentirá bem com o que fez, com o que está fazendo e saberá a onde você quer chegar porque terá um projeto de vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, então eu vou comprar um livro que me ensine a ter um projeto de vida! Não é por aí, crie o seu. Para isso é preciso esforço intelectual e esforço psicológico. Prato feito é barato porque não presta, as diarréias da vida, estão ai para mostrar isso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Jan Val Ellam<br />
</strong></em>Grupo Atlan, Natal 09/05/05</p>
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		<title>A Diversidade Pensante do Cósmos</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 01:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jan Val Ellam]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #003366;"><strong><span style="font-size: large;">Normalmente nos filmes os ETs são agressivos e conquistadores, com raras exceção como a de Spielberg em Contatos Imediatos do 3º grau e Et – O Extraterrestre. O que a espiritualidade poderia falar sobre esse tema?</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/09/babylon5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2347" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="babylon5" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/09/babylon5.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a>No Egito antigo, somente de escorpiões existiam mais de 2.000 espécies. Hoje, ainda encontram-se centenas. O conceito de espécie pressupõe que os indivíduos possam se reproduzir entre si através do ato sexual. Os escorpiões de uma espécie “X” não podem se reproduzir com outros da espécie “Y”. Ao observamos a natureza terrena podemos atestar a grandiosidade da diversidade de espécies, nos seus mais variados gêneros dos reinos vegetais e animais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os amigos cósmicos nos têm dito que toda essa diversidade encontrada na natureza terrestre, por mais bela, rica e fantástica que possa parecer, ela ainda é modesta, em relação a apenas a diversidade de espécies pensantes existentes no cosmo. Por nós estarmos isolados da convivência com esses seres temos uma dificuldade terrível, em termos vislumbre, de imaginar a riqueza existencial que existe ai fora. Além disso, nós temos os bloqueios cerebrais que muitas vezes nos impedem de perceber o obvio.</p>
<p style="text-align: justify;">Na segunda metade de século XIX, a mentalidade Européia era completamente dominada pelos dogmas do protestantismo e do catolicismo. Quando Alan Kardec foi tentar semear para a cultura européia um novo conceito, o de espírito, as pessoas demoravam muito para compreender o que estava por trás dele. Hoje, nós sabemos que há de tudo por trás do conceito de espíritos. Há espíritos bondosos, complicados, inteligentes, amorosos, perturbados, perturbadores, ou seja, baseados no que vemos no dia a dia terreno podemos imaginar o que há do outro lado, porque somos nós que desencarnamos, saímos daqui e nos “transformamos” nos tais espíritos do “outro lado”. Chegamos lá como somos, não nos modificamos em nada.</p>
<p style="text-align: justify;">A mesma questão, em relação ao novo, se dá em relação aos seres extraterrestres. O termo “extraterrestre” é muito complicado para o homem e a mulher do século XX e XXI, porque ele foi muito mal trabalhado pelas religiões, pelas filosofias e pelos meios de comunicação. Não houve uma abordagem adequada da temática extraterrestre. O pior é que ela também está sendo envolvida por questões de crenças e dogmas: Do mesmo jeito que os católicos acreditam que o santo de tal é responsável pela dor de dente, tem gente hoje, na Terra, que já tem o nome dos seres extraterrestre que cuidam desde ferida no pé, até piolho e caspa.</p>
<p style="text-align: justify;">É impressionante como nós, homem e mulheres, conseguimos estragar os assuntos que mais interessam à raça humana, no sentido do seu progresso.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que por detrás do nome extraterrestre há de tudo, se por isso entendermos que a diversidade da vida cósmica é algo simplesmente inimaginável para o atual padrão do ser humano. Nesse sentido, se nós formos apenas falar do chamado padrão humanóide, os que se assemelham a esse corpo em forma de cruz (quando estiramos os braços), que apresenta cabeça, tronco e membros, já é uma diversidade singular, nesta parte da galáxia. O padrão que Spielberg colocou no filme ET é o mesmo, modificam-se os detalhes. Existem seres como aqueles que imaginarmos como sendo angelicais, existem seres altos, belos, cheirosos, charmosos, elegantes, feios&#8230; Há de tudo, há seres magros que parecem palitos, que também mantém o padrão humanóide, pois que tem pernas, braços, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2346"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na perspectiva de quem nos observa de fora a raça humana nada mais é do que um braço de uma cadeia evolutiva cósmica, que aqui na Terra assumiu essas características. Lá fora há também padrões não humanóides. Para nós terráqueos é muito complicado imaginamos que o nosso espírito possa ser imantado, digamos, a uma máquina. Tem seres bastante evoluídos que vivem assim, por ai. Imaginem que existem também seres como os filmes que conhecemos, outros que são de carne e máquina e o espírito imantado a isso tudo. Ou seja, se nós pegássemos toda ficção da terrena sobre seres extraterrestre, se nós pegássemos todas as de notícias loucas a respeito desse tema, ainda assim é pouco, para significar a diversidade dos seres de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">A notícia chata, para a nossa reflexão, é, que, parece que nesta parte da galáxia não há nenhuma raça pensante que faça as loucuras que nós fazemos. Nós matamos uns aos outros com requinte de crueldade. Não tem nenhuma raça dessa parte da galáxia, por mais doida que ela seja, que faz isso. Nós conseguimos pegar as nossas criancinhas, abri-las vivas, tirar o coração, o pulmão, o fígado, os rins, etc. e vender no mercado do tráfico de órgãos, deixando aquela criancinha morrer. Não há nenhuma raça de extraterrestre, dessa parte da galáxia, que faça isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós mentimos, caluniamos, somos maledicentes, fazemos o mau, iludimos, roubamos, fazemos um monte de loucuras. Segundo eles, não há nenhuma raça nessa parte da galáxia com essas características. E o fantástico de tudo isso é que nós nos achamos normais.</p>
<p style="text-align: justify;">Caetano Veloso costuma dizer brincando que de perto ninguém é normal. Eu passo a desconfiar que, nem de perto e nem de longe ninguém que vive na Terra é normal, por apresentar esses estranhos hábitos nossos. O interessante é que nós morremos de medo de extraterrestres. Mas, eles é que têm medo da gente, muito receio.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que entendamos o seguinte aspecto: A Terra é um planeta entregue á um bando de loucos  a raça pensante , que está acabando com o planeta. Além de nós acabarmos com o planeta em que vivemos, nós acabamos com a natureza dele, nós acabamos uns com os outros, enfim, que tipo de mérito nós temos diante do cosmo? Nenhum.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos imaginar que há um planetazinho, ali perto, e, que, lá já se acabou a flora. Esses etzinhos ficam voando aqui perto da Terra vendo as loucuras que nós fazemos. Qual é o problema ético se eles pousarem aqui e levarem algumas arvores e algumas sementes? Nenhum, nós acabamos com tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos extrapolar o raciocino: Se nós matamos vacas, bois, camelos, girafas, elefantes e tudo mais, qual é o problema com uma raça que precisa de plasma sangüíneo do tipo terráqueo para poder ajudar o progresso no mundo deles, se eles chegarem aqui na Terra e raptarem um boi, um cachorro ou um macaco?</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos extrapolar mais ainda: Se nós matamos uns aos outros, nós que somos a espécie pensante deste mundo fazemos o que fazemos, para que nós servimos se somos loucos? Jesus brincava com isso dizendo: “Quando o sal perde o sabor, para que servirá uma montanha de sal”. Nós, seres humanos, perdemos a capacidade e habilidade de amarmos uns aos outros, fazemos todo tipo de estupidez. Sob a perspectiva cósmica, a de quem nos observa lá de fora, nós servimos para que?</p>
<p style="text-align: justify;">Sob essa perspectiva, para esses seres não há nenhum problema se eles tomarem alguém  os chamados abduzidos , levar para uma nave e lá tirar plasmas, tirar isso, tirar aquilo e depois devolver. Qual é o problema? Nós fazemos muito pior.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, os seres extraterrestres evoluídos não fazem isso, os realmente evoluídos, sob a perspectiva moral do conceito de evolução, não fazem. Mas existem civilizações cósmicas que, mesmo sem jamais terem sentido ódio, raiva ou desamor eles praticam o que nós chamamos de extrativismo ou pirataria. Eles chegam nos mundos que não pertencem a nenhuma organização de mundos, ou seja, a nenhuma confederação  os mundos que estão“largados” à própria sorte  e retiram o que eles precisam.</p>
<p style="text-align: justify;">O que acontece com uma casa que está abandonada? Uma pessoa elegante não entra, mas, se for um bando de desocupados, entram na casa e a transforma numa verdadeira bagunça.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob a perspectiva cósmica, no universo existem seres muito evoluídos, tecnologicamente falando, e que também são muitos evoluídos na perspectiva da elegância espiritual. Eles têm um código de ética diante da vida cósmica. Esses seres são tão evoluídos que para nós parecem deuses. Apesar deles serem bastante evoluídos tecnologicamente, na perspectiva moral e na espiritual, ainda não são tão evoluídos quanto os que fazem parte da acessória do mestre Jesus, por exemplo. Essas figuras também não fazem absolutamente nada que contradiga os seus princípios éticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem seres muito evoluídos tecnologicamente, mas na perspectiva moral e espiritual são mais ou menos evoluídos. Esses, dependendo da circunstância agem de uma forma ou de outra. Há seres que são tecnologicamente evoluídos que não estão nem ai para essas questões de perspectiva moral espiritual, já que os mundos que eles ousam praticar extrativismo são habitados por doidos e doentes, são seres largados no universo.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, para esses mundos confederados, a Terra é um desses planetas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, quando uma certa autoridade cósmica se fez presente na Terra, como homem, dignificou esse planeta com a fragrância do seu amor. Quando Jesus deixou aqui a marca do seu amor, num sacrifício nunca feito antes no universo (pelo menos é isso que eles nos informam), mesmo a Terra ainda sendo um mundo de doidos, mas, pelo fato de apresentar fragrância Dele passou a ser respeitada nas associações dos planetas e por muitas hierarquias ai fora, inclusive por algumas raças de piratas. Eles começaram a perceber que Jesus tinha a intenção amorosa de um dia resgatar a Terra e tirá-la do isolamento, para ela voltar a conviver com esses seres cósmicos.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, há cerca de 5000 anos, existiam, digamos, umas 400 raças de fora brincando de tentar dominar a Terra e retirar coisas daqui. Quando Jeová se fez presente no contexto terreno, por volta de 4000 mil anos atrás, ele começou a “brigar” com os outros deuses para retirá-los do planeta e deixar aqui apenas a espécie homo-sapiens, para que Jesus pudesse nascer aqui, no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus nasceu. Os amigos espirituais dizem que Jesus nunca pretendeu fundar nenhuma religião, Seu intuito era nos ajudar para que na Terra surgisse um novo homem e uma nova mulher, que tivessem um código de conduta amoroso e responsável diante da vida. Jesus não veio resolver problema pessoal de ninguém, Jesus veio mostrar e dar o testemunho de como cada um poderia e deveria fazer consigo mesmo, para que esse mundo se transformasse no paraíso.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus nunca deu nenhum conselho, nem se meteu na vida de ninguém, tudo que Ele fez foi dar o Seu testemunho.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob essa perspectiva, a da interferência de um ser Divino que, simplesmente num estalar de um dedo poderia paralisar tudo isso aqui, mas preferiu se fazer homem, para enquanto homem mostrar que é possível viver dignamente aqui na Terra amando sempre. Já se sabe, nesta parte da galáxia, que resta pouco tempo para Ele vir resgatar a Terra, resgatar essa humanidade para a convivência com essas outras civilizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1989, Jesus tomou uma certa decisão, e, a partir deste instante as principais naves dos Seus assessores se aproximaram da Terra e estão estacionadas até hoje. Quando os piratas que chegam de fora e vêem as naves da acessória do Mestre próximas da Terra, já sabem que não devem mais praticar o extrativismo, pois a qualquer momento a Terra vai ser reintegrada, será “reconfederada” junto a organização de mundos, que têm Jesus como Governador Celeste. Falta pouco por sinal.</p>
<p style="text-align: justify;">A Espiritualidade Maior fez algumas tentativas para preparar o psiquismo dessa humanidade para a convivência com esses seres de fora. Mas não foi possível nem através das religiões, nem através de absolutamente nada. Mais recentemente o único modo que a espiritualidade poderia reascender esse assunto seria através dos homens e mulheres ligados às artes, mas o interesse financeiro é sempre priorizado e a espiritualidade não controla o que cada um faz nesses filmes.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que, há de tudo um pouco nos filmes que foram feitos sobre essa temática. Mas se multiplicarmos todos os filme sobre Ets por um fator exponencial muito grande, mesmo assim, não é nada, diante da diversidade que tem lá fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelas informações chegadas à nós, está previsto que daqui a alguns poucos anos deveremos ter contatos com quatro ou cinco raças que assessoram diretamente o Mestre Jesus. Esses primeiros momentos, ou seja, ao longo desses dois primeiros séculos, nós, que vamos continuar a viver na Terra em vidas futuras, só entraremos em contato com 14 ou 15 raças de fora.</p>
<p><em><strong>Jan Val Ellam</strong></em></p>
<p>Grupo Atlan, Natal 25/04/05</p>
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		<title>As Religiões e as Doutrinas de Vida</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Orbum</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jan Val Ellam]]></category>

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O que os irmãos espirituais podem nos dizer sobre as religiões e as doutrinas de vida?

Certo amigo espiritual, que não é muito bom do juízo, certa vez, conversando na espiritualidade com outros espíritos, disse que, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2></h2>
<h2><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/08/religare.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2331" title="religare" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2011/08/religare.jpg" alt="" width="570" height="80" /></a></h2>
<h2><span style="color: #003366;">O que os irmãos espirituais podem nos dizer sobre as religiões e as doutrinas de vida?</span></h2>
<h2></h2>
<p style="text-align: justify;">Certo amigo espiritual, que não é muito bom do juízo, certa vez, conversando na espiritualidade com outros espíritos, disse que, analisando-se as religiões que existem na Terra, somente a duas conclusões se poderia chegar: a primeira, de que Deus tinha perdido o juízo, posto que havia semeado tantas religiões diferentes neste mundo, um diminuto grão de areia do cosmo, sem que aparentemente houvesse necessidade para tanto. A segunda, seria a de que Ele tinha agido certo, e que os homens é que não tiveram o mínimo de juízo, já que nunca souberam lidar com tantas opções que o Pai, por meio de seus emissários, havia semeado neste mundo. Obviamente que optamos pela segunda alternativa, mas é apaixonante e, ao mesmo tempo, inquietante, examinarmos uma espécie de “pano de fundo” doutrinário, filosófico e religioso que existe por trás das páginas da História da Terra.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Observando o mundo ocidental, formado pelo que hoje nós chamamos de Europa e Américas, não percebemos que, ao longo da História, a primeira expressão doutrinária que falava de um além transcendente em relação à vida humana, ou seja, de uma questão religiosa, ocorreu com os pitagóricos e com o druidismo da religião celta que vicejava por toda a Europa. Foram essas as duas principais manifestações a primeiro tratar desse assunto no mundo ocidental. Com o tempo, as especulações greco-romanas, na época já mescladas ao que restara do druidismo, terminaram sendo atropeladas pelo catolicismo – e aqui é bom frisar que não estamos falando do cristianismo primitivo, e sim do catolicismo – que surgiu por volta do século IV da Era Cristã, a partir das bases filosóficas lançadas por Paulo, como resultado da decisão de Constantino de transformar o cristianismo, que durante os três primeiros séculos após Cristo havia sido perseguido por Roma, na religião oficial do Estado Romano. A partir de Constantino, o cristianismo se tornou religião estatal – a religião oficial de Roma – e aí, já não era mais o cristianismo de Jesus, e sim o catolicismo de Paulo erigido sobre os ensinamentos de Jesus.<br />
<span id="more-2330"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, se olharmos as religiões que surgiram no ocidente, entenderemos o pitagorismo, o druidismo, o catolicismo e, mais tarde, o protestantismo, esse já uma reforma do catolicismo, e, em tempos mais modernos, o espiritismo, ainda com pouca expressão planetária, como sendo aquelas de foco doutrinário religioso filosófico.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">No oriente médio, berço de grandes e belas religiões, tudo começou com os sumérios. As expressões semítico-babilônicas deles herdadas formaram um sem-número de religiões e doutrinas que foram perdidas para a história, mas que marcaram os primeiros milênios do oriente médio. E foi exatamente aí que surgiu, como herança direta das tradições semítico-babilônicas herdadas dos sumérios, a primeira grande religião, o judaísmo. Depois, como que numa tentativa de reforma do judaísmo, surgiu o cristianismo, posteriormente exportado para a Europa, onde se transformou no catolicismo.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Foi no oriente médio também que, depois do cristianismo, surgiu outra religião belíssima, o islamismo, hoje em dia completamente desfigurado pelas necessidades de sobrevivência de certos estados nacionais. O islamismo promoveu, durante quase quinhentos anos, o maior nível de progresso filosófico e científico que já existiu neste mundo. Basta dizer que, por volta do ano mil depois de Cristo, as populações das hoje famosas cidades de Amsterdã, Paris e Londres, somadas, não atingiriam 200 mil habitantes, na sua quase totalidade analfabeta, vivendo uma vida sem dignidade, em péssimas condições de higiene, enquanto que, somadas, as populações do Cairo, Damasco e Bagdá atingiriam mais de 2 milhões de habitantes, em sua maioria alfabetizados e cultos, vivendo em excelentes condições de higiene. Basta dizer que foi de Avicena, um dos grandes sábios e filósofos do islamismo, que a Europa copiou os livros e receitas médicas que viria a usar durante séculos. Em suma: nessa época, a região luz do mundo vinha de Bagdá, do Cairo e de Damasco, ou seja, do oriente médio, com produto do islamismo que, infelizmente, assim como o cristianismo, perdeu seu rumo.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">E assim, no oriente médio, nós observamos nas tradições semítico-babilônicas do judaísmo, do cristianismo e do islamismo, toda uma tentativa de se semear na Terra algo de novo, ou seja, noções de um conteúdo lógico que se repetia e se travestia de novas roupagens culturais, mas sempre mantido em sua essência.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Se formos para a Ásia, veremos que a tradição mais antiga que ali existe enquanto doutrina religiosa é o hinduismo, que se subdividiu ao longo da história em outras tantas religiões que aqui não vamos citar, para não nos alongarmos. Logo depois surgia na China o taoísmo, uma das mais belas dentre as doutrinas filosófico-religiosas que existem na Terra – talvez a mais profunda – hoje também desvirtuada pela prática que dela se faz. Surgiu logo depois o budismo, o Confucionismo, esse também na China, e, no espaço que intermedeia o oriente médio e a Ásia, o Zoroastrismo. Mais recentemente, apareceram versões de um budismo modificado, devido às culturas de cada país em que ele chegava.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Na hora que observamos toda essa semeadura feita por Alguém lá de cima que recomendou a seus emissários que nascessem na Terra e fincassem marcos filosófico e luzes esclarecedoras para ajudar o caminhar da humanidade, surge uma questão: quantas dessas tentativas eram de fato ou representavam de fato o desejo do Mais Alto de criar religiões na Terra? Jesus, por exemplo, jamais pretendeu criar uma religião. Ele sempre pretendeu criar um novo homem, uma nova mulher, cidadãos elegantes que soubessem como se comportar diante da vida, diante da realidade que os rodeava e, principalmente, diante dos seus semelhantes. Essa postura básica de convivência, que se traduz por elegância espiritual e maturidade existencial, é a postura amorosa, pois esta é a única opção possível para um ser elegante e evoluído se comportar aqui na Terra. A questão amorosa foi transformada em utopia, em sonho, em loucura, porque se transformou uma questão filosófica em busca religiosa. Buda nunca se referiu a Deus. Sidharta Gautama, que depois passou a ser chamado de Buda, nunca, absolutamente nunca, se referiu a Deus. O budismo nem fala em Deus, nunca falou! Buda jamais pretendeu, com seus preceitos filosóficos, criar uma religião. No entanto, muito do que chamamos de religião nada mais são do que doutrinas de vida que foram semeadas e testemunhadas por esses grandes mestres da humanidade.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">E é isso o que está por trás do espiritismo, porque os espíritos jamais pretenderam criar uma religião e sim, oferecer uma doutrina de vida redentora, viva, esclarecedora, que fizesse com que cada ser humano se espiritualizasse a si mesmo, mas nunca que tentasse espiritualizar outros impondo a sua crença, a sua vontade.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Se formos analisar a questão a fundo, veremos que, com exceção do judaísmo e de uns poucos outros “ismos”, tudo o mais é doutrina de vida que foi ensinada ao homem, dentro das condições culturais que cada um desses mensageiros encontrou, quando encarnou, na Índia, na China, na Pérsia ou na Palestina, ou em Roma, ou na Grécia. E tudo isso foi transfigurado em religião. Para que? As religiões têm como objetivo levar seus fiéis a condições de progresso espiritual, para que eles possam se religar ao Pai Celestial. Esse é o objetivo das religiões; as religiões existem para transformar seus fiéis em alguém “salvo” por Deus. Se esse é o objetivo das religiões e se as religiões dizem que o ser humano pode melhorar na hora em que está apto a amar os seus semelhantes, a pergunta que se faz é: qual a religião da Terra que atingiu esse objetivo?</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">A outra questão que devemos citar para análise é: o ser humano somente pode evoluir na hora em que alicerça sua vida em dois pilares distintos. O primeiro é o esclarecimento, pois que a ignorância é o maior entrave à liberdade e ao progresso do homem; o segundo é o treino na arte elegante de amar: amar a vida, amar o próximo, enfim, amar o planeta em que vive e a natureza que nele existe.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">E assim, a busca do esclarecimento e a educação amorosa são os dois pilares que o padrão intelectual, moral e ético exige do ser humano em evolução.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Qual a religião na Terra que esclarece, se suas elites condutoras pretendem que os católicos somente leiam livros católicos, os espíritas somente livros espíritas, os protestantes somente livros protestantes? Isso é primário e ridículo, mas nós nos acostumamos a isso e achamos tudo isso normal. Mas isso provoca aquilo que chamamos intolerância. Na hora em que sou de “tal religião” e só posso ler “tal livro”, a outra religião também vai fazer a mesma coisa e, no final, nós vemos o fracasso absoluto dos processos religiosos da Terra, porque ninguém, ou apenas muito poucos vivem verdadeiramente a doutrina de vida que está inserida no ensinamento filosófico de cada religião.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Assim, nós percebemos que o problema não está nas religiões e sim na forma como cada um processa sua religião de preferência. Os espíritos dizem, com absoluta tranqüilidade, que qualquer religião leva ao Pai, ou mesmo que qualquer caminho, ainda que não passe pela religião, leva ao Pai, pois todos os caminhos levam ao Pai, já que Ele amorosa e incessantemente vibra, atraindo, como ímã eterno, a todos os seus filhos, para que um dia se aconcheguem na unificação a Ele. Por mais que atrasemos essa unificação, Ele nos atrai, já que o único determinismo que existe no destino cósmico de cada um de nós é que um dia seremos perfeitos e unificados ao Pai, pois que Ele assim o quer, embora respeitando o nosso livre arbítrio. Portanto, quando e como se chegará a esse estado vai depender do livre arbítrio de cada um. E não necessariamente as religiões representam as portas através das quais se podem chegar a esse aconchego com o Pai.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Os espíritos dizem que é tolice tentarmos convencer alguém a mudar de religião, pois que, de fato, aquele que pratica da forma mais bela a religião de sua preferência é considerado grande quando chega no outro lado, pela honestidade de princípios, pela profissão de fé, pelo zelo amoroso para com os princípios que tem aquela religião. Então, para que mudar? E, no entanto, o que mais vemos é a guerra entre as religiões tentando captar fiéis! Isso é ridículo, é muito primário, mas o fato é que somos cidadãos primários, nós ainda estamos no &#8220;abecê&#8221; do esclarecimento, da maturidade espiritual.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Assim, respondendo objetivamente à pergunta, doutrina de vida é o que mais existe nas páginas das histórias dignificantes de homens e mulheres tão maravilhosos que, quando conhecemos a história de Sidharta Gautama, de Jesus, de Tereza de Calcutá, isso alimenta a nossa alma, acende a luz da nossa alma, porque são exemplos dignificantes. E o que esses homens e mulheres têm em comum? Cada um deles criou um Código de Conduta diante da vida. Tereza de Calcutá completamente envolvida pelos padrões e princípios do catolicismo que ela abraçou com tanto amor; já outros, distantes de religião, mas sempre se guiando pelo Código de Conduta que eles próprios criaram para suas vidas.</p>
<h2 style="text-align: justify;"></h2>
<p style="text-align: justify;">Nós podemos fazer isso dentro ou fora de uma disciplina religiosa, pois não depende de estar dentro ou fora de alguma &#8220;coisa&#8221; o sucesso de nossa caminhada ascensional. Ele depende, isso sim, de como nós a administramos, seja dentro ou fora de uma religião. O essencial é que temos que ter uma doutrina de vida, pois que é nela que reside aquilo que nós chamamos de Código de Conduta diante da vida. Exemplos têm muitos. O problema é que não levamos isso a sério, é que vivemos em um mundo em que os princípios estão completamente rachados, destruídos, pisados, em que as crianças, as novas gerações, não têm testemunhos e exemplos que possam perceber e se auto-educar. E sem princípios, sem doutrinas de vida, mas cheios de cores religiosas, caminhamos todos nós, presos a questões acessórias, discutindo qual a melhor religião, quem tem e quem não tem razão, se devo fazer o sinal da cruz, se devo tomar passes, se devo comungar ou devo pagar o dízimo, se devo me vestir de preto ou de branco, comer ou não comer carne, jogar ou não jogar, esquecidos de que o essencial é a atitude amorosa diante da vida, porque quem ama, tem uma doutrina de vida que é a doutrina do amor. O resto é bobagem.</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>Jan Val Ellam</strong></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-family: 'Times New Roman';"><br />
</span></h2>
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		<title>Jan Val Ellam no Programa Dimensões em 2004</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 03:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<title>Jan Val Ellam no programa Jô Soares em 2004</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 17:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<title>KARDEC – UM FAROL NO SÉCULO XIX</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 22:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cada época, a Providência oferta ao mundo terreno os ensinamentos possíveis de serem entendidos e que são necessários ao progresso planetário. Assim, após os exageros da visão de mundo medieval, onde só os medos, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2010/08/kardec.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1393" title="kardec" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2010/08/kardec-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" /></a>A cada época, a Providência oferta ao mundo terreno os ensinamentos possíveis de serem entendidos e que são necessários ao progresso planetário. Assim, após os exageros da visão de mundo medieval, onde só os medos, as superstições, os demônios, as indulgências, as bruxarias e os feitiços de toda ordem e, principalmente, o conceito de céu e inferno, dominavam as mentes dos que viviam naquele tempo. Contrapondo-se a esse exagero, surge a visão mecanicista do universo, com as contribuições científicas de René Descartes e de Isaac Newton, a partir das quais o cartesianismo passou a imperar, e em cujos princípios filosóficos não se achava mais lugar para conceitos espirituais e nem muito menos para Deus. Ao exagero da visão de mundo medieval, outro agora se contrapunha. Faltava surgir a concepção de mundo que forneceria o devido equilíbrio filosófico, a tudo esclarecendo, conforme as possibilidades do momento histórico.</p>
<p>Nascia, portanto, no dia 03 de outubro de 1804, Hippolyte Leon Denizard Rivail, na cidade de Lyon, na França, com a incumbência de organizar as informações dispersas sobre o contexto espiritual que envolve a vida na Terra e apresentá-lo ao mundo de forma codificada.</p>
<p>Aos dez anos, foi estudar no Instituto de João Henrique Pestalozzi, em Yverdon, na Suíça, que já enfrentava problemas para manter o seu instituto devido as guerras napoleônicas que impediram as famílias européias de enviarem seus filhos para o saudoso instituto, o que acarretou problemas financeiros seríssimos para a empreitada educacional. O mestre Pestalozzi tentava introduzir, ante os conceitos tradicionalistas daquele tempo, uma nova metodologia educacional que influenciaria toda uma geração de europeus, já que essa era a sua missão espiritual.<span id="more-1392"></span></p>
<p>Hippolyte e Pestalozzi logo se afeiçoaram, apesar da grande diferença de idade — eram companheiros fraternais de vidas passadas. Em diversas oportunidades, anos mais tarde, o velho mestre transformou o seu pupilo predileto em monitor. Entretanto, nem tudo corria muito bem por aqueles dias. Hippolyte, aturdido, assistia as intermináveis contendas entre os principais auxiliares de Pestalozzi que, divididos entre as duas religiões predominantes naquela época no mundo europeu, o catolicismo e o protestantismo, discutiam infantilmente qual seria a verdadeira religião e outros aspectos referentes a questão, no que jamais chegavam a algum acordo. Pestalozzi não participava dessas contendas, até mesmo porque respeitava a todas as religiões mas com as quais não se envolvia profundamente. Era com tristeza que assistia a desagregação entre os seus auxiliares por aquele motivo. Hippolyte a tudo acompanhava, e terminou formando a sua personalidade muito influenciado pelo seu mestre e amigo, do qual herdara, inclusive, uma certa prudência com o envolvimento religioso. Aspecto de sua personalidade que, por sinal, marcou toda a sua existência, já que no futuro tentou evitar de todas as maneiras que o Espiritismo se transformasse em religião.</p>
<p>Aos vinte anos, retornou para a França, passando a residir em Paris, onde, atra-vés de sua vida dedicada ao ensino, tentou introduzir o método de Pestalozzi. Fundaria, mais tarde, a sua própria escola, o Liceu Polimático. Dava aulas gratuitas, além de escrever tratados e livros didáticos e traduções diversas sobre alguns temas científicos da época. No entanto, o momento político pelo qual passava a França era muito difícil. No ano de 1851, Luís Napoleão Bonaparte, que se autoproclamou Napoleão III, decretou que todos os educadores deveriam prestar um juramento de fidelidade ao imperador, coisa que o Prof. Rivail e outros educadores da época se recusaram a fazer. O Prof. Rivail que já vinha discordando da nova lei de ensino, via agora, por uma questão de caráter, ruir por terra toda uma vida dedicada ao ensino. Mas, para certos homens e mulheres, questões de caráter são inegociáveis. Assim, o Prof. Rivail e alguns outros, foram impedidos de continuar no desempenho de suas atividades pedagógicas. Desempregado, fez um pouco de tudo para sobreviver. Foi exatamente nesse período que a Espiritualidade Maior convocou-lhe o concurso pessoal para a codificação encomendada pelo mais Alto.</p>
<p>Foi uma época de encontros e desencontros com o destino. Envolvido por ami-gos, começa a estudar os fatos algo insólitos que ocorriam por aquela época. Onde muitos viam apenas motivo de diversão e estranheza ele conseguiu perceber toda um conjunto de fenômenos provocados por causa inteligente. Ao ter absoluta certeza de que a causa não era terrena, descortinou-se ante seus olhos, toda uma realidade espiritual envolvendo a vida na Terra. Passou a dedicar, conforme lhe permitiam as circunstâncias, todo o tempo disponível ao estudo das mensagens que chegavam as suas mãos. Decide fazer a codificação que os Espíritos lhe solicitavam mesmo com o custo pessoal do descrédito, da incompreensão alheia e das atitudes intolerantes de alguns outros. Como seu nome era muito ligado ao ensino e ao estudo acadêmico, resolve assumir um pseudônimo — Allan Kardec —, já que o importante eram as mensagens, e ainda mais, por serem os autores intelectuais das mesmas, espíritos desencarnados.</p>
<p>Publica o Livros dos Espíritos no dia 18 de abril de 1857. Começa a editar a Revista Espírita em janeiro de 1858. Até então, Kardec pretendia apenas organizar as informações advindas da Espiritualidade, passando-as pelo crivo do seu bom senso. Entretanto, os ataques das forças católicas e protestantes ocorriam a todo instante, inclusive impedindo-o de editar os livros, o que, por sinal, somente conseguiu utilizando os seus próprios recursos. Para dar melhor estrutura ao trabalho de divulgação resolve fundar, no mês de abril do mesmo ano, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, evitando da maneira que podia, tornar-se realizador de um movimento religioso. Aprendera com Pestalozzi, e esta era a sua própria inclinação pessoal já construída em vidas passadas, que os seguidores de algum movimento terminam sempre por deformá-lo, já que todos somos muito imperfeitos. Dessa forma, tudo o que Kardec pretendia era deixar registrado em um conjunto de livros. as informações encomendadas pelos espíritos codificadores.</p>
<p>Em janeiro de 1861, edita o livro dos Médiuns. Em abril de 1864, o Evangelho Segundo o Espiritismo. Em agosto do ano seguinte, o Céu e o Inferno. E por fim, com-pletando o pentateuco kardequiano, publica a Gênese, em 1868. Mas não consegue resistir as pressões pois, desde 1861, quando o Bispo de Barcelona queimara em local público, em um auto de fé da igreja católica, diversos exemplares do Livro dos Espíri-tos, a opinião pública começa a simpatizar com o nascente espiritismo e muitos foram os que deixaram a sua fé católica para abraçá-lo. Este, foi tido por muitos, a partir de suas próprias posturas pessoais, como uma nova religião, aspecto que Kardec jamais desejou. Assim, em 1868 — um ano antes de sua morte — rende-se a evidência de que, para melhor proteção ante as forças contrárias e a título da própria sobrevivência do espiritismo, este deveria ser abraçado ou se deixar envolver pelo halo religioso.</p>
<p>Desencarna, aos 65 anos, no dia 31 de março de 1869, deixando semeado para o futuro as lições imorredouras que a misericórdia do Cristo nos legava através do trabalho dos espíritos codificadores. Jamais avocou para si qualquer título ou condição ante os valores do mundo. Conhecia por demais a ilusão e o aspecto estéril desses valores, o que, infelizmente, alguns que o seguiram no movimento espírita, esquecem de observar.</p>
<p>Em 1890, os espíritas francesas resolvem publicar um livro — Obras Póstumas — onde foram reunidas diversas mensagens e notas feitas por Kardec, quando de suas reflexões pessoais. Terminava, assim, a sua contribuição esclarecedora.</p>
<p>Cumpriu a sua missão com o que de melhor tinha em seu espírito, apesar das muitas dificuldades e outras circunstâncias complexas que o cercaram durante a vida. Estava, por fim, cumprida a penúltima parte das Promessas do Cristo: o Consolador prometido havia finalmente se estabelecido na Terra.</p>
<p style="text-align: right;"> J. V. Ellam – 17/junho/2000</p>
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		<title>CRUZADAS E LUTERO</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 17:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2010/08/Protestant_Cemetery.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1383" title="Protestant_Cemetery" src="http://www.orbum.org/wp-content/uploads/2010/08/Protestant_Cemetery-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a>Recentemente, dois filmes ficaram em evidência – por sinal foram muito bem feitos: Refiro-me a “Cruzadas” e “Lutero”. A espiritualidade achou conveniente que juntemos estes dois assuntos e façamos um apanhado dos últimos mil anos de História, para tentar entender o pano de fundo em torno do legado do Mestre Jesus, observando a perspectiva da fé católica e da fé protestante, e compreendermos o porquê de nos dias atuais as coisas estarem na forma que estão.<br />
Quem assistiu ao filme “Cruzadas”, perceberá um conflito entre duas culturas: a européia e a turca mesclada da cultura árabe. <br />
Jerusalém sempre foi uma cidade muito importante para as religiões judaicas, depois para a religião cristã e mais recentemente, para a muçulmana.<br />
Por volta do ano 900 d.C., ou seja, há 1.100 anos, enquanto os árabes dominavam Jerusalém, as famílias européias, os reis europeus, o próprio Papa, os prelados do Vaticano podiam, livremente, dirigirem-se para lá, sem qualquer problema. Porém, quando os turcos sarracenos a dominaram, eles passaram a cobrar uma espécie de pedágio aos visitantes e peregrinos em viagem. <br />
Nos últimos séculos há um hábito religioso entre os muçulmanos, de ir ao menos uma vez por ano (aqueles que têm posses), à cidade sagrada de Meca. Nesse tempo existia também o hábito entre os europeus ricos, mas também existiam caravanas de peregrinos, que iam visitar a Jerusalém, uma vez por ano. Como os turcos sarracenos dominaram Jerusalém e seus caminhos, os europeus que para lá se dirigiam, foram obrigados a pagar pedágio.<span id="more-1382"></span>Foi por volta do século XI, que surgiu a chamada organização dos Templários – ou Cruzadas –, foi uma organização de homens europeus, que, com a melhor das intenções visavam proteger os caminhos que levam a Jerusalém, dando segurança aos peregrinos europeus que para lá se dirigiam. <br />
As primeiras Cruzadas – capitaneadas pelo Vaticano, em consórcio com alguns dos reis da Europa – conseguiram tomar Jerusalém do domínio turco-otomano. Lá se estabeleceu um rei europeu chamado Balduíno – cuja descendência, durante algum tempo, também se tornavam monarcas.  Mas durante todo o tempo do reinado europeu, o rei turco Saladino, a contra parte de história, tentou reconquistar Jerusalém. <br />
A partir destas guerras entre turcos e europeus, envolvendo árabes e outras etnias, uma espécie de “tragicomédia” foi sendo encenada, por uma disputa entre as forças das culturas religiosas católicas e muçulmanas e isso desgastou por demais a Igreja Católica. <br />
A Igreja Católica passa a “vender da própria alma”, passando a desfigurar cada vez mais o legado do Cristo, contrariando os seus ensinamentos. Visavam conseguir recursos financeiros a fim de financiar exércitos – que se dirigiam para Jerusalém –, para construir catedrais e para organizar, dentro do aspecto “mundano” da vida, as forças católicas para dominação e a Igreja foi se desfigurando cada vez mais.<br />
Por isso, dos séculos XII ao XVI, homens e mulheres começaram a assumir posturas que confrontavam esta “desfiguração” que a Igreja estava promovendo em torno do legado do Cristo.  Assim, Wilhelm Ockham, John Wycliff, Jan Huss, foram exemplos de homens que ao longo desses séculos, foram dando início a uma espécie de “movimento de rebeldia” contra o clero e a cúria romana, por estarem desfigurando por completo a mensagem do Cristo.<br />
Assim, chegamos ao século XVI, o momento em que Lutero surgiu é muito bem retratado no filme Lutero.  Era um momento em que a Igreja Católica utilizava-se de diversos expedientes para conseguir dinheiro. Foi quando o famoso Livro das Taxas da Sagrada Chancelaria Apostólica fez mais sucesso. Era um livro criado por padres da Igreja, onde estavam descritos todos os pecados que um ser humano poderia cometer. Ao lado do pecado, o preço da indulgência, que o pecador deveria pagar, para, em comprando a indulgência, provavelmente mostrá-la a São Pedro, quando morresse, para poder entrar no céu.  Esse era considerado o livro mais importante da Igreja. Ela vendia indulgência para tudo.<br />
Para nós, os ditos homens e mulheres modernos do século XXI, isso é algo tragicômico, mas para quem viveu no início do século XVI, não o era. Porém, naquele tempo, era algo bastante natural. Era uma crença terrivelmente posta na figura do demônio. Ou comprava a indulgência ou o demônio dominaria o indivíduo e/ou sua família, e eles jamais entrariam no reino dos céus – todos iriam para o “inferno”, permanecendo para sempre&#8230; Esta foi a época da História em que o demônio mais ganhou feições, foi a época em que o inferno foi mais aclamado, para amedrontar as pessoas, com a intenção maior de dominação psicológica.<br />
Foi exatamente contra esse “estado de coisas” que o destino envolveu este homem genial chamado Lutero. Ele desaguou uma tensão acumulada ao longo dos séculos, uma espécie de revolta, de rebeldia contra aquele estado de coisas, dentro da Igreja Católica, que seria a Casa Mater que administraria a mensagem de Jesus. <br />
Lutero foi formado pelos seus pais. O seu pai era um homem simples, trabalhador, mas tinha muita sensibilidade e era um homem letrado. Repassou tudo isso ao filho. Quando Lutero tinha aproximadamente 16 anos, foi tido como uma espécie de gênio. Ele jamais pretendeu ser padre –  não gostava –, era voltado para o estudo acadêmico das principais matérias do tempo em que viveu.  Mas, por volta no ano 1505, voltando de uma viagem – o filme retrata este momento muito bem –, desaba uma tempestade algo singular, por onde ele viajava. Raios terríveis caiam perto dele e ele achava que iria morrer. Naquele momento de desespero fez uma promessa a Santana, a qual somente ele sabia – Santana era a santa padroeira de sua família, que era católica. Se ele chegasse vivo na cidade, ele entraria para a ordem católica dos Agostinianos. Por ter escapado, sendo um homem reto na sua conduta e nas suas promessas, ele entra no catolicismo tornando-se monge, sem o talento natural para isso. Ele era alguém com o cérebro brilhante.<br />
Mas vejam os caminhos que o destino às vazes coloca as pessoas: por ser brilhante, foi sendo nomeado dentro da hierarquia católica e foi deslocado para a cidade de Wittenberg, (Alemanha) onde se tornou doutor em teologia,  em menos tempo do que qualquer outro teólogo de seu tempo. Naquela época, quando os teólogos queriam discutir um determinado tema, era costume pregá-lo na porta da igreja onde ocorreriam reuniões para discutir teologia. O assunto em questão ficava exposto como forma de convite, para que todos pudessem versar sobre o tema.<br />
Lutero ao ver toda a miséria moral, material, espiritual e emocional que dominava sua região, na Alemanha, começou a indignar-se contra aquele estado de coisas. O grande mérito e lucidez de Lutero é que ele, no século XVI, pensava como hoje qualquer cidadão esclarecido pensa e isso não é fácil.  A sua antevisão era tão formidável que ele libertou-se do medo de estar ferindo a Igreja, e com a melhor das intenções, pretendeu reformá-la dentro dela. Ele jamais almejou fundar outra religião.<br />
Ele pregou 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, no dia 31 de outubro de 1517, para serem discutidas, e a partir daí o mundo nunca mais foi o mesmo.<br />
Diante da “provocação” de Lutero, em discutir as questões, sob a ótica do cristianismo, ao tempo dos apóstolos, o papa Leão X, responsável por assinar as indulgências, começa a ameaçá-lo. Mas Lutero era alguém brilhante e todas as pessoas da sua época minimamente tendentes à lucidez e ao tirocínio, ficaram ao seu lado, na confusa discussão em torno da venda de indulgências. Quando ele foi excomungado, a Alemanha estava dividida em reinos, e esses foram se agregando às idéias de Lutero, com algumas exceções.<br />
Na minha ótica pessoal, e ao que parece, também na ótica dos amigos espirituais, Lutero foi muito mais do que um homem religioso. Foi um soldado valoroso, na questão da cidadania. Ele era muito mais um homem com visão acadêmica, do que, necessariamente, um homem “de fé”, embora fosse atormentado pelo “medo do demônio” – já que cogitou estar fazendo algo equivocado. Ele jamais pretendeu ser o “dono da verdade”. <br />
O Grande legado de Lutero:<br />
Primeiro, ele foi o primeiro homem, em um período de 1.500 anos, a dizer, publicamente, que não era necessário haver qualquer intermediário ou sacerdotes, entre o ser humano e o Pai Celestial. Ele retomou ao chamado evangelho de Tomé,  chamado também de “Quinto Evangelho”, não muito conhecido (aqui nos referimos a Judas Dídimo Tomé, apóstolo de Jesus, que escreveu em seu evangelho com mensagens recebidas diretamente de Cristo. Seu livro pertence à coleção de evangelhos gnósticos, sendo, portando, diferente dos quatro evangelhos sinópticos e do evangelho de João).<br />
Segundo, Jesus havia dito que seria dado a cada um conforme suas próprias obras, a Igreja transformara o que seriam “obras” em “indulgências”. Sendo assim, não adiantava o indivíduo esforçar-se no bem, ser amoroso ou honesto. A única maneira de não ir para o inferno era comprar a indulgência. A  Igreja transformara a mensagem de Jesus em “indulgência”.<br />
O que Lutero poderia dizer aos miseráveis do século XVI que passavam fome tentando juntar dinheiro para a compra de indulgências? Ele disse o óbvio: “basta ter fé em Jesus”. Na impossibilidade de criar algo mais profundo, seguindo uma premissa lógica, Lutero disse: Não passem fome; não vendam seus animais para comprar indulgências; basta ter fé&#8230; O discurso dele era político, perante a situação em que estava vivendo. Qual ser humano minimamente lúcido não diria o mesmo se lá estivesse?<br />
No entanto, distorções advindas da imperfeição humana, já começaram a corroer o legado de Lutero, quando ele ainda era vivo. Teólogos puritanos, surgidos depois de Lutero, transformaram a doutrina da justificação pela fé, numa afronta à própria mensagem de Jesus. A mensagem de Jesus era: “A cada um será dado conforme suas obras”. <br />
Terceiro, com sua genialidade reestruturou a língua alemã do seu tempo. Foi o primeiro homem a traduzir a bíblia para o Alemão, a partir da versão vulgata, que Jerônimo, com uma comissão de notáveis, havia compilado no século IV D.C.<br />
Quarto, ele devolveu ao ser humano a capacidade de expressar a cidadania livre. O seu grande legado repousa, além disso, na liberdade religiosa.  Hoje, Lutero é tido como “o reformador”, mas nós não aprofundamos a grandeza desse homem e de seu legado. Nem mesmo os segmentos protestantes da atualidade o aplaudem e o homenageiam com as próprias atitudes e exemplos, o seu legado. Nós, Cristãos, 2.000 anos depois, estamos afastados das reais intenções de Cristo, por causa de nossas imperfeições<br />
A Igreja dominou cerca de 1.300 anos, provocando um profundo obscurantismo intelectual. Lutero foi o primeiro homem no ocidente que teve a coragem de romper com essa imposição. Mesmo se pondo em risco, homenageou indivíduos como Jan Russ, John Wycliff, Wilhelm Ockham. Ele reformou o seu tempo e as mentes das pessoas, dando o seu testemunho de liberdade religiosa, livre expressão de cidadania política e mostrou que não é necessário que alguém seja o intermediador entre a alma de um indivíduo e o Pai Celestial.<br />
Em 1546, Lutero se vai para a espiritualidade. O protestantismo já estava formado por diversas igrejas livres e independentes, que tinham como base filosófica o legado de Lutero.<br />
Nesse ponto histórico outras questões surgem. Começaremos a analisar como os aspectos religiosos que interferem nos aspectos políticos que regem as nossas vidas. Analisaremos tais aspectos levando em conta o pano de fundo do século XVII, na Inglaterra e na Escócia.<br />
O rei Carlos I, da Inglaterra, no início do século XVII, era vinculado ao catolicismo e tinha acordos políticos com o Vaticano. No entanto, a reforma protestante, desencadeada por Lutero, na primeira metade do século XVI, já havia se espalhado para além das fronteiras da Alemanha, invadindo todos os países da Europa, demorando um pouco mais a chegar na Inglaterra. Quando chegou, o rei Carlos I começou a perseguir aos protestantes.<br />
Os protestantes, na Inglaterra, seguiam mais a linha de Calvino do que a de Lutero. Calvino era um suíço bem intencionado, um homem de inteligência brilhante. Porém ele introduziu no legado de Lutero alguns aspectos comportamentais aos quais Lutero jamais se referiu. Foi nessa linha “calvinista” que surgiram os protestantes na Inglaterra. Eles se autodenominavam “puritanos” por defenderem o “princípio fundamental da fé puritana”. Esse principio surgiu da necessidade de proteger a liturgia pura.<br />
Como muitos escritos ainda eram produzidos pela Igreja Católica, seus cultos se pareciam com as missas, e eles não queriam nada que lembrasse as questões de indulgências. Dessa forma estavam defendendo a pureza, e a pureza na liturgia dos cultos só poderia ser alcançada, se a pureza da palavra de Deus fosse seguida. Eles passaram a ter como princípio fundamental de sua crença na análise da literalidade das palavras escritas na Bíblia.  Essa interpretação literal foi tida como a interpretação “pura” da Bíblia. Mas Deus nunca pediu que se interpretasse a Bíblia de forma literal radical. Os puritanos criaram isso, Lutero nada teve a ver com essa questão. <br />
Os puritanos ingleses eram homens e mulheres extremamente bem intencionados, competentes, cidadãos honrados, eram as melhores famílias, em termos de postura moral. – diz a espiritualidade. Na época em que viveram foram perseguidos pelo Rei Carlos I. Por isso fugiram da Inglaterra em navios – um deles foi o navio May Flower – aportaram nos Estados Unidos da América, em 1620. Aqueles puritanos ingleses, que chegaram aos Estados Unidos fugidos da perseguição do rei Carlos I – que se autodenominava católico, mas que de católico não tinha nada –, povoaram aquele país e foram a pedra angular do surgimento de uma grande nação.<br />
Os Estados Unidos são uma grande potência porque aqueles puritanos do século XVII, que eram competentíssimos, responsáveis e honestos, lá chegaram e não tinham a intenção de tirar de lá produtos para vender na Europa, nem de retornar para seu país de origem. Eles se estabeleceram. E assim, eles marcaram a gritante diferença existente entre o progresso na América do Norte e o progresso que não ocorreu na América do Sul. Para cá, vieram portugueses e espanhóis agindo dentro da ótica das colônias. Visavam apenas retirar os produtos do Brasil para vende-los, visando o enriquecimento das coroa portuguesa e espanhola.<br />
Hoje, sociólogos situam os puritanos como sendo os agentes mais importantes no progresso dos Estados Unidos e explicam o atraso social na América Latina, como sendo uma resultante da ação dos espanhóis e portugueses daquela época. Não que queiramos dizer aqui que puritanos ingleses sejam melhores do que espanhóis e portugueses, a questão está na intenção, no objetivo e na postura daqueles que chegaram na América Latina, apenas para retirar matéria prima para enriquecer a Europa. Não foi essa a postura dos puritanos, com relação aos Estados Unidos da América.<br />
Se os puritanos tivessem aportado no Brasil, ou outros países da América do Sul, a nossa história seria muito diferente, por ele serem extremamente competentes e honestos. Eles se estabeleceram nos Estados Unidos com a intenção de ali criar um novo lar.<br />
A questão protestante movimentou o mundo como um todo: Os Estados Unidos surgiram a partir de uma perseguição dos católicos aos protestantes. Na Inglaterra, surgiu Oliver Cromwell, que depôs o Rei Carlos I e, durante 30 anos, os puritanos dominaram a Inglaterra – houve um progresso fantástico.<br />
Mas ao longo dos anos, eles já não mais queriam somente a liturgia pura, o culto puro, eles passaram também a querer o “governo puro”, uma “vida pura” e a partir de então, estabeleceram os três pressupostos básicos da fé dos puritanos: a predestinação, o chamamento e o talento natural para a pureza.<br />
Os puritanos, a partir do século XVII, passaram a acreditar que formavam um conjunto de homens e mulheres predestinados a atingir a salvação, e consideram que somente eles serão salvos. Esse hábito se iniciou no século XVIII, e mais uma vez, Lutero não teve nada a ver com isso.<br />
Com esse tipo de postura passaram a ser antipatizados pelo resto da humanidade, por se acharem os únicos predestinados à salvação. Os demais irão para o inferno.<br />
O que Lutero tem a ver com esse tipo de visão? O que Jesus tem a ver com esse tipo de visão? Nada.<br />
Jesus até confrontou-se com os puritanos de seu tempo: os Essênios. Eles eram tão puritanos que nem  se misturavam com as demais seitas judaicas, nem com os demais seguimentos dos judeus. Quando Jesus entrou em contato com os Essênios, eles disseram: “você não há de ser o Messias, por andar com prostitutas e pecadores”. Ele não foi tido como Messias pelos Essênios. João Batista, que era  essênio, quando soube que Jesus estava andando em companhia de a, b, c e d, ele mesmo duvidou, a tal ponto, que enviou alguém para perguntar: “você é mesmo o Messias que eu pensei que era?” Jesus não aplaudia essa questão, talvez por razão óbvia: ele conhecia as imperfeições humanas. Quem de nós é puro?<br />
Mas, os puritanos pretendem que a Bíblia seja pura, que lá, não exista erros. E por isso eles não conseguem explicar como um dos preceitos dos 10 mandamentos é “não matarás”, mas no mesmo livro, o tal deus Jeová, que entregou os 10 preceitos a Moisés, ordena a morte de muitas pessoas.<br />
Ou seja: É deixar de perceber o obvio, e transformar algo que está embebido das imperfeições humanas, em algo perfeito. São sempre as nossas imperfeições que acabam por serem entronizadas como sendo mais importantes do que à vontade do Pai. O Pai nada tem a ver com isso.<br />
O puritanismo deu origem a linhas calvinistas, que, no momento presente, desfiguram por completo o legado de Lutero.<br />
Aqui deixo os amigos espirituais de lado, e dou eu mesmo a minha opinião sobre a questão: Quando Lutero fecundou a reforma no mundo, diversas linhas distintas como os presbiterianos, os batistas, os anglicanos, os calvinistas, enfim, segmentos advindos do protestantismo começam a surgir. Duas dessas linhas são responsáveis pelo maior atentado ao que Lutero fez (na minha opinião). São estas: as linhas pentecostalistas e a calvinistas. O que elas fazem é muito pior do que o que a Igreja fazia na época em que Lutero se revoltou contra a venda de indulgências. Os Pentecostalistas de hoje dizem assim: Quanto mais se paga o dízimo, mais você poderá exigir de Deus. A palavra não é “esperar” é “exigir”. Isso é muito sério. Lutero, por muito menos do que isso brigou com toda a estrutura católica e as igrejas que surgiram a partir de seu legado. As que se dizem protestantes fazem muito pior do que a Igreja Católica fazia no passado. Isso é pior do que vender indulgências, nem papel eles entregam.<br />
A Igreja Pentecostalista está vendendo água benta do Rio Jordão, areia santificada de algum lugar. No passado, a Igreja Católica pegava ossos de macaco para vender como se fossem ossos de Santo Ambrósio. E aquilo virava relíquia religiosa. Reis davam fortunas para terem um osso desse, como talismã, que servia para ir para a guerra. As lascas da cruz de Jesus eram pedaços de madeira tidos como objetos sagradíssimos. Lutero se posicionou contra tudo isso. Hoje, as igrejas pentecostalistas, que se autodenominam protestantes, fazem pior do que o que a igreja católica no passado. <br />
Existem linhas muito sérias no protestantismo, formadas por homens e mulheres que vivem as suas religiões da forma mais bela que podem viver. Mas há também linhas completamente equivocadas. Da mesma forma que o catolicismo tem segmentos belíssimos, e também linhas equivocadas. E o mesmo ocorre com o espiritismo, que tem seguimentos honorabilíssimos e outros equivocados.<br />
A verdade não está nessa ou naquela religião. A questão é que nós, seres humanos, estragamos tudo que abraçamos, mesmo com a melhor das intenções.<br />
Para entendermos um outro aspecto do protestantismo, é necessário perceber que o que Lutero fez terminou influenciando praticamente o mundo inteiro, notadamente o Ocidente.<br />
Nos capítulos XII, XIII e XIV, do Apocalipse, há referências ao fato de que depois que Jesus retornar a Terra terá mil anos de felicidade e que todos viverão em paz. A crença nesse período de paz criou uma cultura chamada “Milenarismo”, que foi abraçada por diversas linhas protestantes.<br />
Nós somos tão engraçados no trato das coisas espirituais e celestiais que realmente damos o atestado da nossa incompetência.<br />
Alguns milenaristas, nos séculos XIV e XV – estes ainda não eram protestantes – e nos séculos XVI, XVII e XVII – já protestantes – foram “apressados”. Em aproximadamente 1.540, por exemplo, na cidade de Munster, na região de Alsácia (localizada parte na a França e parte na Alemanha), os milenaristas chegaram à conclusão de que Jesus chegaria naquele local – Munster –, naquele ano. Como Jesus não chegou, eles desistiram de esperar e resolveram impor os mil anos à força. Armaram-se e invadiram a cidade.<br />
Outros grupos, na República Checa (como hoje a chamamos) e na Alemanha diziam não era nem preciso que Jesus chegasse. Afirmavam que a volta de Jesus era uma coisa figurada e eles mesmos resolveriam a questão, impondo o “milênio” à forca das armas.<br />
O Brasil foi descoberto da forma como foi, devido à crença milenarista de um rei chamado Manoel, o Venturoso.<br />
No livro de Daniel (grande profeta que viveu no cativeiro na Babilônia, 586 a.C. O novo império Babilônico, sob o comando de Nabucodonosor, conquista o reino de Judá levando-o a cativeiro), denominado livro de Daniel, diz que depois do seu tempo surgirão outros impérios. Ele nomeou esses impérios com símbolos de animais. Daniel se referiu ao império que surgiria 300 anos depois, capitaneado por Alexandre Magno. Depois, referiu-se ao império dos Celeus e ao império dos Romanos. Ele também menciona um quinto império, que surgiria na época da “graça” na Terra.<br />
Os milenaristas, logo vincularam esse que seria o “quinto império de graça”, mencionado por Daniel ao chamado “milênio”. Mas ninguém mais desejava esperar a chegada de Jesus, eles queriam criar o milênio por eles mesmos. Então Dom Manoel, o Venturoso e o rei Dom Sebastião de Portugal, acreditavam fortemente na crença do milênio, e que tal milênio seria estabelecido por Portugal. Portugal seria a “grande nação” do mundo – que iria converter nações não cristãs ao cristianismo. Foi com essa crença que a escola de navegação marítima de Portugal foi criada, e foi com esse espírito que os navegadores de Portugal lançaram-se ao mar, para colonizar outras terras e catequizá-las, para torna-las cristãs. Mas o pano de fundo das conquistas, a visão da elite portuguesa era que eles iriam estabelecer o milenarismo.<br />
Isso era tão singularmente importante para os portugueses, que o poeta português Luiz de Camões, que viveu naquele período, em uma das suas obras mais bonitas, Os Lusíadas, diz em determinado trecho:</p>
<p>“Cessem do sábio Grego e do Troiano<br />
As navegações grandes que fizeram;<br />
Cale-se de Alexandro e de Trajano<br />
A fama das vitórias que tiveram;<br />
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,<br />
A quem Neptuno e Marte obedeceram.<br />
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,<br />
Porque outro valor mais alto se alevanta.”</p>
<p>Camões dizia que as vitórias de Alexandre Magno e de Trajano, que foi um grande conquistador romano, não representavam nada diante daquele novo valor que se levantava com Portugal. O que os sábios gregos e troianos, ou seja, Homero e Cícero diziam, nos feitos épicos, não tinham importância alguma diante das navegações que Portugal agora fazia. Ou seja, parte do épico português, Os Lusíadas, fala dos feitos do milênio, que seria iniciado por Portugal. Esse era o espírito.<br />
O Brasil foi descoberto através de um processo que nasceu da crença milenarista dos reis portugueses. Observem, com isso, como crenças criadas sobre o legado de Cristo – que pouco têm a ver com o que Jesus disse – terminam influenciando, através do movimento das forças religiosas católicas, protestantes e de outros segmentos modificaram as histórias de muitas nações, que são explicadas através do movimento de tais forças. O que Jesus tem a ver com isso? E o que Lutero tem a ver com isso?<br />
Em resumo: De Lutero, devemos nos recordar que o que ele fez no século XVI, até hoje, tem  influenciado o mundo. Pena que o seu legado não foi devidamente entendido, nem sequer entre os segmentos do próprio protestantismo.<br />
Pietro Ubaldo já dizia que nós, cristãos, 2000 anos depois, ainda não levamos Jesus a sério. De fato, ainda não o conseguimos leva-lo a sério, que dirá de levar Lutero a sério.<br />
Porém, a quem interessar possa: nós temos pouco tempo para nos tornarmos cidadãos sérios diante da vida, pois parece que o chamado milênio está chegando. Mas está chegando através de quem tem estatura moral, o próprio Jesus, para nos motivar a construir um novo mundo, uma nova forma de viver na Terra.<br />
Mas não será, no entanto, Deus, ou Jesus, ou Bezerra de Menezes, ou Santo Antonio de Pádua, nem os extraterrestres que farão por nós, que moramos na Terra, o que precisamos fazer por nós mesmos.<br />
Nós não precisamos saber nada do que aqui foi dito, precisamos somente homenagear Jesus, Lutero e outros grandes homens da nossa História, que deram suas vidas e suas sensibilidades, somente com o intuito de dignificar a vida humana. Jamais pretenderam criar religiões.<br />
Que façamos nós a nossa parte, da forma que pudermos, ao longo de nossas vidas. <br />
Jan Val Ellam<br />
Reunião Grupo Atlan –<br />
Natal, 23 de maio de 2005<br />
Transcrição: Luiz Carlos</p>
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