A gripe aviaria
Pergunta: Em relação à gripe aviária, o sucesso da ONU será medido em números de mortos: Se morrerem apenas cinco milhões, será um sucesso, mas pode chegar a matar mais de 150 milhões de pessoas, pois teme-se que o vírus possa sofrer uma mutação que facilite sua transmissão entre seres humanos. O que poderia ser falado sobre isso?
Resposta: Eu vou dar a minha opinião pessoal e depois transmito a dos amigos espirituais. Normalmente eu não falo das viagens que faço, mas dessa vez vou falar.
Essa semana eu viajei a trabalho e estive em quatro países: República Tcheca, Eslováquia, Áustria e Hungria, nas cidades de Praga, Bratislava, Viena e Budapeste. O tema das reuniões era relacionado ao comércio. Em todas essas cidades encontrei pessoas que estão entre as mais bem informadas no comercio mundial. Tinha alguém da ONU, e realmente a postura da ONU, em relação ao tema, é algo extremamente preocupante e a neurose lá está grande, até porque a Hungria é muito próximo da Turquia, onde surgiu o último foco e morreram cerca de 1000 perus.
O representante do governo Norte Americano falou na reunião e depois, em uma entrevista na CNN, disse que o governo dos Estados Unidos não está preparado - se o governo dos Estados Unidos não está preparado, provavelmente nenhum governo da Terra está - para atender uma pandemia desse vírus, caso isso venha a acontecer. Eles dizem, internamente, que já não tem mais jeito, que o vírus já está em mutação e vai chegar a um ponto em que isso fatalmente acontecerá.
Ontem, estive em Lisboa e lá o pessoal está morrendo de medo, porque as aves migratórias passam exatamente por cima de Portugal e essas aves trazem os vírus. Ou seja, são situações de extremo problema para o hemisfério norte. A ONU está dizendo que se isso for desencadeado - e alguns já acham que isso já aconteceu -, que a morte dessas 600 e poucas pessoas, espalhadas em certas regiões da Ásia, pode ser um sintoma disso e eles acham que já é o início. Se só morrerem 5 milhões de pessoas será uma maravilha, porque poderá chegar a 150 milhões - esse é o número que eles estão trabalhando.
Bem, no terra a terra a situação é pior do que essa, porque se isso descer para o hemisfério sul, as condições de higiene e as condições dos governos, para cuidarem das questões de saúde publica, são bem piores do que as do hemisfério norte. O problema será grande se esse vírus migrar para cá e fatalmente deverá migrar. O que eles não deixaram claro é que esses 150 milhões serão na Ásia e no hemisfério norte, mas se chegar na América Latina e na África, ninguém sabe a proporção.
Nos primeiros anos da década de 80, eu residia em Mossoró – RN -, minha esposa passou num concurso fomos para lá. De vez em quanto eu vinha à Natal e me encontrava com o maior médium que eu conheço, que se chama José de França. E em torno do ano de 1984, ele tinha recebido uma orientação da espiritualidade e queria checar comigo, para saber a minha opinião. Ele me disse que estava recebendo umas coisas estranhas tipo: a Guerra Fria vai acabar antes do ano 1990; todas as profecias relativas a Terceira Guerra Mundial e fim de mundo, nada disso iria mais ocorrer, e falou mais uma série de coisas. Na hora em que ele me disse, eu disse: Zé, eu acho que eles estão chutando muito, o mundo está tão complicado que eu não vejo como isso…
Mas eu anotei e fiquei observando o que os amigos espirituais me diziam. Como eu tenho muito preconceito bobo na cabeça, eu ainda sou aquele personagem do romance de Dostoievski, O Idiota, sou eu mesmo. Então eu atrapalho muito o que os espíritos tentam dizer, e eles demoraram uns dois ou três anos para me dizerem que o Zé de França estava entendendo corretamente. Para a minha surpresa, em 1989, o muro de Berlin caiu e tudo o que disseram a José de França, naquela época e depois me disseram, realmente aconteceu. Ou seja, não aconteceu nada do que estava previsto de ruim, apesar de inúmeros livros lançados na época pregarem isso e aquilo. Não aconteceu nada, as profecias, nesse aspecto, não se cumpriram. (as profecias são avisos do que pode vir a acontecer, mas que pode ser evitado)*
Porém nessa mesma época eles disseram a José de França e também a mim, que, no terceiro milênio, depois da retirada do planeta dos espíritos belicistas e dos tendentes à maldade, a partir de 2050 não nasceriam espíritos tendentes à maldade e não mais existiriam guerras, nem assassinatos ou roubos e qualquer ser humano poderia sair de madrugada, lá pelo ano 2064, 2081, que não terá nenhum problema, porém, os problemas viróticos, bacteriológicos, psicológicos, espirituais e ambientais iriam continuar a existir e essa geração de espíritos vai continuar encarnando e enfrentando esses problemas.
Porque?
Voltando aos anos 80: Naquela época, os espíritos me disseram: Meu filho, é um ditado popular, mas não se esqueça, “Deus perdoa sempre, o homem, às vezes, a natureza nunca perdoa”. E o que nós, seres humanos, estamos fazendo com a Terra há milênios?
Do jeito que quando o vírus da gripe penetra no nosso corpo e o nosso organismo cria anticorpos para expulsar esse vírus, o organismo Gaia da Terra está se organizando para expulsar os vírus que estão acabando com a Terra e esses vírus somos nós, os seres humanos. Então nos próximos os três ou quatro séculos, inevitavelmente, as profecias referentes a questões ambientais ocorrerão e esse processo já está começando, só que ele é muito menos doloroso do que o que tivemos no século XX. Por que? Repito: Stalin, Hitler, Mao Sé Tung, esses três homens, sozinhos, em menos de trinta anos, foram responsáveis pela morte de cerca de 170 milhões de seres humanos. Se nós somamos Idi Amim Dadá, Saddam Hussein e Pol Pot, que também são três irmãos nossos considerados assassinos, mas que parecem meninos buchudos, na frente desses outros três, porque esses três últimos não mataram nem 15 milhões de pessoas, os outros mataram mais de 170 milhões. Então nós não podemos nos impressionar com um tsunami que mata 220 mil pessoas, nós não podemos nos impressionar - cabalisticamente falando - com essas questões ambientais, que morrem 1 mil, 100 mil, 500 mil, 1 milhão, porque nada disso é pior do que ocorreu no século XX.
Essas questões ambientais, se os governos não fossem corruptos, o índice de mortes em cada problema desse era muito baixo; se as nações costeiras, lá da Ásia, tivessem um sistema básico de conduta e de informação desses tsunamis, em vez de 220 mil pessoas a previsão da ONU é que nem chegasse duas mil mortes. Mas os governos são corruptos, porque nós somos também uma sociedade corrupta, eles são filhos nossos, são eleitos por nós, nós todos somos culpados, somos responsáveis se vamos optar por nos armar, então que nos armemos todos, mas a responsabilidade é nossa.
Ah, mas porque Deus permite isso? Ele permite porque o livre arbítrio é nosso.
Em resumo, a espiritualidade vem dizendo que o processo de purificação planetária já começou há muito tempo, no início do século XX. O que nós estamos vivendo e o que nós vamos viver é o resto desse processo que ainda vai durar uns trinta ou quarenta anos. Porém, as questões ambientais, essas serão mais graves se nós não paramos com a destruição planetária.
A mais grave será o aumento do nível hidrostático do mar, mas o oceano se eleva muito lentamente, daqui a duzentos anos, talvez todas cidades costeiras do mundo sejam obrigadas a recuar uns dez ou vinte quilômetros. Se os governos se prepararem para isso ninguém morre, pois não é de uma hora para outra. O Tsunami é de uma hora para outra, mas o mar, ele vai subindo lentamente. Há 15 mil anos o mar era 18 quilômetros lá dentro, essa faixa de água que vemos hoje era terra, eram dunas iguais a essas daqui das nossas praias e tinha uma basezinha bonita dos Atlântes.
A natureza é tão generosa que atua devagar. Fenômenos naturais, como esses ciclones, às vezes, tem uns que são de uma hora para outra, mas Deus não está por trás disso, são as forças organizacionais do globo. Se nós estamos promovendo o efeito estufa, se a água do oceano Atlântico no golfo do México nos últimos dez anos a temperatura aumentou em oitos graus, o que Deus pode fazer se fomos nós que fizemos esse efeito estufa e surgem esses furacões todos? Eles surgem porque a água aumentou sua temperatura.
A Nasa lançou a foto do que resta do gelo do pólo norte, que vem diminuindo a cada ano. Tem uma placa de gelo do tamanho da cidade de São Paulo que se despregou há um ano e meio. Se essa placa for levada pela corrente de água quente e passar ao lado de Portugal, ela causará uma mini época glacial em toda a Europa, em menos de dez anos e todas terras agricultáveis da Europa vão ficar sem produzir alimentos durante quase um século. É o que mostra o filme The Day After Tomorrow (Um Dia Depois de Amanhã), baseado no relatório do Pentágono.
Então, esse processo está em curso, nós vamos ver isso mais e mais vezes; os nossos filhos viveram isso, os nossos netos, os bisnetos, talvez sejamos nós próprios, reencarnados aqui, que veremos o caldo grosso disso tudo. Nós que estamos provocando o desequilíbrio provavelmente soframos as conseqüências, que seja assim. Mas se nós nos organizarmos para isso, não teremos problemas, ninguém vai morrer disso.
Mas a morte é coisa boa, a morte é uma maravilha, nós cuidamos dessas questões com um medo terrível da morte.
Pessoal, eu vou dizer para que vocês possam pelo menos pensar. Eu, pequeno como sou - digo isso sem querer ferir a suscetibilidade de ninguém -, eu agradeço ao Pai todo dia, por ele ter inventado a morte. Se não fosse a morte a vida na Terra não seria possível. Já pensou se Hitler, Stalin e Mao Sé Tung fossem eternos? Não existiria mais vida na Terra; se nós fossemos eternos os nossos filhos teriam que nos obedecer eternamente. Alguém casado com uma mulher chata ter que agüentar… Ou ao contrario, uma mulher casada com um marido que dá ordem para tudo, ainda bem que Deus criou a morte, a morte me é muito bem vinda, Alguém pode falar: “Rogério, não diga isso, que pode dá azar”. Que seja, eu pretendo continuar aqui muito tempo, mas se a morte me abraçar daqui a dez segundos, eu pretendo abraçá-la com muito bom humor, ternura e todo carinho que puder. A morte é a maior dádiva que Deus nos deu, mas a pior coisa que pode acontecer com o ser humano, na vida, pela cultura que nós temos, é a morte, mas se conseguirmos nos educar diante da morte os nossos problemas se acabam, porque se vivermos bem e em paz enquanto estamos aqui, na hora em que desencarnarmos, também viveremos em paz. Tudo isso é produto da nossa ignorância profunda, quanto ao sentido mais profundo da vida.
Então nós temos medo de tsunami, de terremotos, de Saddam Hussein, porque nós somos ignorantes e temos medo da morte, mas na hora que nós percebermos na morte só uma transformação, conseguiremos ser ousados e mesmo vivendo num mundo que nos convida a esperteza, a violência, ao armamento e desonestidade, nós conseguiremos ser alguém que ousa ficar desarmado; falar de amor, mesmo que o mundo nos ache um imbecil.
O meu problema não é com o mundo, é com a minha consciência, é com o meu código de conduta diante da vida. Eu não estou falando isso para influenciar ninguém, eu não sou exemplo e nem testemunho de nada para ninguém, nem para mim mesmo eu sirvo de exemplo, eu só estou dizendo isso para mostrar que é possível alguém pensar sobre a sua vida e ter um código de conduta, seja ele qual for. Nós não temos que aprender isso com ninguém e ninguém tem que nos dizer como é esse código de conduta, mas cada um de nós temos a responsabilidade de criar o nosso próprio código de conduta. É nessa hora que Jesus, Krishna, Chico Xavier, Teresa de Calcutá, esses grandes homens e mulheres nos fazem um convite para que observemos como eles agiram nas suas vidas e se isso nos servir para alguma coisa, as lições estão ai. Então nós nos viramos e criamos o nosso próprio código. Agora, não criar nenhum código de conduta e ficar sempre dependendo do que a mídia diz: “vamos todo mundo se armar” e se arma todo mundo; “agora vamos todo mundo fazer isso ou aquilo” e todo mundo vai fazer, “vamos fumar maconha, que é natural”, e todo mundo vai fumar.
Há três anos, eu estava dando uma palestra - isso é uma fofoca espiritual -, eram umas cento e poucas pessoas, quase todos professores universitários. Estranhamente, a espiritualidade me deixou perceber o hábito vibratório médio da platéia, e quase todos usavam drogas. Terminou a palestra, começaram as perguntas, a palestra era sobre o sentido da vida ou coisa parecida. Perguntaram sobre a violência, e todos tinham a sua crítica sobre a violência.
Pessoal, como em sã consciência eu compro drogas e posso reclamar que o mundo está violento devido ao trafego de drogas? Em sã consciência, como é que alguém no Rio de Janeiro que compra droga pode reclamar daquele estado caótico?
É essa a questão, nós reclamamos do mundo, reclamamos dos outros, mas não percebemos que o nosso o código de conduta é nulo, que nós contribuímos para esse estado de coisas. As religiões não dão exemplos, falam, mas não dão exemplos, os professores falam, mas não dão exemplos, os pais falam, mas não dão exemplos, então juventude não tem exemplo para construir o seu código de conduta moral. Eu não estou falando aqui de moralidade não, é moral ética, é o que dá sentido à vida.
Então o que está havendo é um processo de purificação planetária. Vão continuar os problemas viróticos, ambientais, problemas disso e daquilo. Eu, toda noite - eu não devia dizer isso -, toda noite, durante algum tempo, eu pedia a Jesus algo fantástico: Mestre, se não for muito, está todo mundo rezando para que esses asteróides tenham as suas órbitas afastadas, mas mande só um pequenininho em direção da Terra, para provocar medo. Porque se um asteróide viesse em direção da Terra e todos governantes dissessem: “Nós temos 12 anos para nos ajeitar ou esse asteróide acabará conosco”, essa talvez seja a única forma de nós nos vermos como uma só família vivendo nesse planeta. Mas eu parei de rezar, de encher o saco de Jesus pelo asteróide na nossa direção, porque eu não achei uma atitude politicamente correta de minha parte. Mas se um asteróide nos desse um susto, em menos de dez anos nós resolveríamos todas essas nossas disputas bobas aqui da Terra.
O ser humano tem que perceber que ou nós nos ajeitamos ou vai acabar tudo. Se os governos da Terra tivessem que se unir para desenvolver uma tecnologia que faça com que a espécie homo sapiens possa ir adiante senão ela vai se auto-extinguir, e além disso ainda vai acabar com o planeta que tem, despertaria a sua consciência, mas com o nosso nível de estupidez, só um susto bem grande, vindo de fora, chamará a atenção de todos para o sentido obvio da vida. Mas parece que nós da Terra não temos grandes problemas, então ficamos nos dedicando a discussões de coisas fúteis. Que seja.
Discurso de Jan Val Ellam na reunião do Grupo Atlan
Natal, 10-10-2005
Transcrição – Luiz Carlos
*Nota do revisor

Ellan, você tem afirmado que não haverá mais grandes problemas relacionados a holocaustos, grandes desencarnes coletivos e coisas similares à terceira guerra mundial. Stalin, Hitler e Mao Tsé Tung realmente foram os responsáveis pelos grandes problemas que tivemos em relação a esse assunto nos últimos séculos. qual o pano de fundo que existe em relação ao pretérito espiritual desses três espíritos e qual seria a atual situação dessas entidades? Existe a possibilidade de eles retornarem ao panorama terrestre para alguma missão?