Livro: Anjos Decaídos por Jeane Miranda de Sousa
15 de agosto de 2010 – 17:03 | 5 Comentários

Existem verdades que ainda não encontraram seu tempo para serem devidamente percebidas, delas restando somente vislumbres, para os que vivem na Terra. Necessário se faz sempre que alguém entre os “humanos da Terra” se aventure …

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A VIOLÊNCIA

Enviado por Fernando em 5 de dezembro de 2009 – 9:40Comente

      A violência, como a conhecemos na Terra, é produto de uma cultura planetária local, com suas características particulares. Na verdade, é uma espécie de doença “instalada” nas sedes magnéticas da mente espiritual como conseqüência dos muitos atos praticados ao longo das reencarnações equivocadas dos nossos espíritos. E tanto doença é que nos acostumamos a praticá-la sob certas condições e a isso ainda denominamos de esporte. Sob a viciada ótica terrena, a violência foi, tal qual fermento de bolo, permeando os seus tentáculos em diversos aspectos da vida, e hoje se torna difícil para o discernimento terreno, percebê-la na sua real potencialidade de promover o caos psicológico e espiritual. Sob uma outra ótica , que não a terrena, torna-se mesmo impressionante as premiações ofertadas aos “que conseguem ser mais violentos ou àqueles mais eficazes na utilização da violência” quando na prática dos ditos “esportes”. 

         Nas lutas marciais podemos a ver a violência sendo admirada pelo uso desta ou daquela técnica. No famigerado esporte da caça, o comum é achar bonito quando um animal, vivendo em seu habitat, indefeso, é brutalmente assassinado pelo tiro certeiro de um caçador. Este, ainda se vangloria pelo ato de brutal e recebe lá a sua premiação. Tudo muito comum, sob a ótica terrena, mas nada disso é normal, sob a ótica cósmica. 

         Mas enquanto a comunidade planetária terrestre não perceber por si mesma o que é violência e o que não é violência, ela há de sofrer os efeitos de sua própria ignorância, e a violência se abaterá, como está se abatendo sobre todas as sociedades do mundo, sejam elas da elite dominante ou não. 

         Para que o amor e o esclarecimento possam fermentar o mundo, é necessário o esforço heróico de muitos. Entretanto, para que a violência domine regiões planetárias implantando o terror e o sofrimento, basta a loucura de uns poucos. Se houvesse posicionamento crítico entre os homens e mulheres da Terra, se os pais soubessem lidar com os espíritos que lhes chegam às mãos como filhos e filhas, se as sociedades se organizassem nos seus aspectos político, social, humanístico e econômico para lidar com os seus membros problemáticos, se…, se…, são tantos “ses” a serem expressados que não vamos aqui perder tempo diante do óbvio para concluir que, de fato, preocupa a todos a forma como a violência se alimenta e cresce a cada instante. 

         É imperioso perceber como os meios de comunicação se alimentam da violência e a sensacionalizam no sentido estúpido do ganho financeiro banalizando os crimes e as dores dos que sofrem. 

         A insensatez humana terminou tratando da sua parte mais feia — por ela mesma criada — como se engraçado e sensacional o fosse.

         Enquanto assim for, a violência será alimentada a todo o instante por muitos, enquanto uns poucos tentam, a todo o instante, alimentar o amor e de amor. Sejamos, pois, deste últimos. 

         A opção fácil é pela a violência. Ofertar uma face quando já somos agredidos na outra é a opção difícil dos que pretendem amar. E o pior, a maioria das violências ou dos atos violentos registrados e catalogados nos apontamentos cármicos são covardes. 

         São de pais de família que, no seu jugo doentio, transformam os seus cônjuges e filhos em verdadeiros escravos. Pais endiabrados que permitem explodir sobre seus filhos passivos e pequenos, a violência psicológica, energética, oral ou mesmo factual. 

         Impérios insensibilizados diante da morte alheia semeiam o caos. Assim, enquanto gente houver que goste de assistir a tragicômica situação do cotidiano das cidades da Terra, seus assassinatos etc, etc, etc, ocorrerão assassinatos, ocorrerão esses problemas, afinal, tudo é questão de sintonia. 

         Enquanto houver seres que se sintonizam com violência, ela existirá. E o medo, o pavor e o temor dessa violência tornar-se-á sempre o fator que a sustenta no seu eterno ciclo de insensatez cósmica. 

         Amados irmãos, a não-violência ensinada por Gandhi, apóstolo maior de como se fazer frente ao poder temporal seguindo a máxima evangélica de amar até àqueles que nos ofendem, ainda não foi nem de longe entendida pela a família planetária terrestre. Apóstolos da não-violência encarnam atualmente na África no sentido de redimir continente tão querido, cuja história ainda está por ser enaltecida pelo futuro terrestre. Criticar a violência dos outros é fácil, mas difícil é combater às próprias tendências violentas que carregamos no íntimo. Entretanto, o trabalho de limpeza é urgente. 

         Amados irmãos e irmãs. É verdade, a violência alheia salta aos olhos. Cuidemos pois das nossas para que estas não “saltem” diante dos olhos alheios se de fato pretendemos evoluir enquanto cidadãos cósmicos. Enfim, amor e paz deve ser a nossa busca incessante, o nosso bom combate e a nossa boa luta utilizando somente as armas do amor e da paz porque combater a violência com a violência é alimentar a própria violência.

         Vosso irmão espiritual, Eneas. 

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