A VIOLÊNCIA
A violência, como a conhecemos na Terra, é produto de uma cultura planetária local, com suas características particulares. Na verdade, é uma espécie de doença “instalada” nas sedes magnéticas da mente espiritual como conseqüência dos muitos atos praticados ao longo das reencarnações equivocadas dos nossos espíritos. E tanto doença é que nos acostumamos a praticá-la sob certas condições e a isso ainda denominamos de esporte. Sob a viciada ótica terrena, a violência foi, tal qual fermento de bolo, permeando os seus tentáculos em diversos aspectos da vida, e hoje se torna difícil para o discernimento terreno, percebê-la na sua real potencialidade de promover o caos psicológico e espiritual. Sob uma outra ótica , que não a terrena, torna-se mesmo impressionante as premiações ofertadas aos “que conseguem ser mais violentos ou àqueles mais eficazes na utilização da violência” quando na prática dos ditos “esportes”.
Nas lutas marciais podemos a ver a violência sendo admirada pelo uso desta ou daquela técnica. No famigerado esporte da caça, o comum é achar bonito quando um animal, vivendo em seu habitat, indefeso, é brutalmente assassinado pelo tiro certeiro de um caçador. Este, ainda se vangloria pelo ato de brutal e recebe lá a sua premiação. Tudo muito comum, sob a ótica terrena, mas nada disso é normal, sob a ótica cósmica.
Mas enquanto a comunidade planetária terrestre não perceber por si mesma o que é violência e o que não é violência, ela há de sofrer os efeitos de sua própria ignorância, e a violência se abaterá, como está se abatendo sobre todas as sociedades do mundo, sejam elas da elite dominante ou não.
Para que o amor e o esclarecimento possam fermentar o mundo, é necessário o esforço heróico de muitos. Entretanto, para que a violência domine regiões planetárias implantando o terror e o sofrimento, basta a loucura de uns poucos. Se houvesse posicionamento crítico entre os homens e mulheres da Terra, se os pais soubessem lidar com os espíritos que lhes chegam às mãos como filhos e filhas, se as sociedades se organizassem nos seus aspectos político, social, humanístico e econômico para lidar com os seus membros problemáticos, se…, se…, são tantos “ses” a serem expressados que não vamos aqui perder tempo diante do óbvio para concluir que, de fato, preocupa a todos a forma como a violência se alimenta e cresce a cada instante.
É imperioso perceber como os meios de comunicação se alimentam da violência e a sensacionalizam no sentido estúpido do ganho financeiro banalizando os crimes e as dores dos que sofrem.
A insensatez humana terminou tratando da sua parte mais feia — por ela mesma criada — como se engraçado e sensacional o fosse.
Enquanto assim for, a violência será alimentada a todo o instante por muitos, enquanto uns poucos tentam, a todo o instante, alimentar o amor e de amor. Sejamos, pois, deste últimos.
A opção fácil é pela a violência. Ofertar uma face quando já somos agredidos na outra é a opção difícil dos que pretendem amar. E o pior, a maioria das violências ou dos atos violentos registrados e catalogados nos apontamentos cármicos são covardes.
São de pais de família que, no seu jugo doentio, transformam os seus cônjuges e filhos em verdadeiros escravos. Pais endiabrados que permitem explodir sobre seus filhos passivos e pequenos, a violência psicológica, energética, oral ou mesmo factual.
Impérios insensibilizados diante da morte alheia semeiam o caos. Assim, enquanto gente houver que goste de assistir a tragicômica situação do cotidiano das cidades da Terra, seus assassinatos etc, etc, etc, ocorrerão assassinatos, ocorrerão esses problemas, afinal, tudo é questão de sintonia.
Enquanto houver seres que se sintonizam com violência, ela existirá. E o medo, o pavor e o temor dessa violência tornar-se-á sempre o fator que a sustenta no seu eterno ciclo de insensatez cósmica.
Amados irmãos, a não-violência ensinada por Gandhi, apóstolo maior de como se fazer frente ao poder temporal seguindo a máxima evangélica de amar até àqueles que nos ofendem, ainda não foi nem de longe entendida pela a família planetária terrestre. Apóstolos da não-violência encarnam atualmente na África no sentido de redimir continente tão querido, cuja história ainda está por ser enaltecida pelo futuro terrestre. Criticar a violência dos outros é fácil, mas difícil é combater às próprias tendências violentas que carregamos no íntimo. Entretanto, o trabalho de limpeza é urgente.
Amados irmãos e irmãs. É verdade, a violência alheia salta aos olhos. Cuidemos pois das nossas para que estas não “saltem” diante dos olhos alheios se de fato pretendemos evoluir enquanto cidadãos cósmicos. Enfim, amor e paz deve ser a nossa busca incessante, o nosso bom combate e a nossa boa luta utilizando somente as armas do amor e da paz porque combater a violência com a violência é alimentar a própria violência.
Vosso irmão espiritual, Eneas.
