VULTOS DO ESPIRITISMO E A VOLTA DO MESTRE JESUS
Pergunta: Já que os grandes vultos do espiritismo não falam da volta do Mestre Jesus, porque seus guias não os alertam a esse respeito?
Jan Val Ellam: Eu posso dizer que eles foram alertados. Vou contar um fato a vocês, sem citar nomes. Aqui em Natal, em certa oportunidade, me encontrei com um dos vultos do espiritismo. Começamos a conversar por volta de uma hora da madrugada, em certo hotel. Estávamos à mesa, além dessa personalidade, duas outras pessoas, uma delas um conhecido advogado na cidade, e eu.
Por ser mais conveniente, vou “romancear um pouco” a história.
Essa personalidade do espiritismo me disse:
─ Olha, eu quero fazer algumas perguntas. Vamos logo desmascarar essa questão, porque os meus guias já estão aqui comigo.
─ Desculpe, eu não pensava que vinha para a inquisição, mas… o que é que essas entidades ao nosso redor estão dizendo? ─ respondi eu, complementando com outra pergunta ─ Você está vendo os meus guias? Eu espero que você esteja percebendo que os seus guias são os mesmos meus…
Respondeu a personalidade:
─ Pois então vamos perguntar aos espíritos para desmascarar esse assunto!
Solicitei, então, a ele:
─ Por favor, pergunte.
Vejam só vocês o que ocorreu: essa pessoa perguntava, e, a cada resposta, colocava as mãos no rosto e dizia:
─ Isso não é possível!
Repetiu umas quatro ou cinco vezes que aquilo “não era possível”, e, no final, disse:
─ Você está me obsedando!
Ou seja, eu estava obsedando essa pessoa. Ele afirmava que o que estava ocorrendo era “um truque de espírito”. Diante disso, o que é que pode ser dito? O que se pode fazer com alguém que não quer escutar?
O assunto é muito sério. Se eu pensar que o meu espírito foi Dom Pedro II, ou se eu pensar que meu espírito foi “fulano de tal”, os guias espirituais, por mais pena ou dó que possam ter de mim, não irão chegar a mim e dizer: ─ “hei, você está errado!”. Os guias não agem desse jeito. Eles sinalizam para que você tenha o bom senso e o mérito de você mesmo perceber o equívoco. Se eu tenho algum pensamento equivocado, ou uma crença “doida”, os meus amigos espirituais irão tentar, até o fim da minha vida, sinalizar da forma mais discreta e elegante possível. Mas eles nunca irão chegar e dizer: ─ “Rogério, você está errado nisso” ─ até porque não é assim que a “coisa” funciona, pois nenhum médium dá passividade suficiente para que um espírito diga algo contrário àquilo que ele pensa. Isso não ocorre, é ficção espírita.
A condição humana necessariamente nos cria diversos problemas. Um deles é ter um cérebro primitivo, animal, que vibra de forma muito mais forte do que a mente espiritual. Os espíritos se comunicam por meio da mente espiritual do médium, e não do seu cérebro. Essa comunicação tem que ser repassada, depois, através do cérebro. É ai que reside o problema. O cérebro não deixa passar nada de que ele não se dê conta. Qualquer coisa que se diga em contrário é pura ficção. Existem muitas histórias a respeito com os grandes luminares do espiritismo que são somente estórias, não são histórias reais.
Nós costumamos endeusar aqueles a quem amamos e admiramos. Para ilustrar o que estou dizendo, vou contar outra história a vocês. Certa vez, terminada a reunião, uma senhora veio falar comigo. O problema dela era muito complexo. Por meu intermédio, os amigos espirituais ajudaram essa senhora. No final ela ficou muito feliz e disse:
─ Posso lhe fazer uma pergunta?
Respondi:
─ Claro, minha senhora.
Perguntou-me ela então:
─ Uma amiga minha diz que você lê pensamento, é verdade?
Olhei para ela e argumentei:
─ Eu mal dou conta dos meus próprios pensamentos, como é que eu vou conseguir ler os pensamentos dos outros?
Ela piscou o olho para mim num ar de cumplicidade, e afirmou:
─ Você é muito humilde!
Continuei na minha argumentação:
─ Minha senhora, eu nem leio pensamentos, nem sou humilde. Eu sou um homem cheio de defeitos…
Ela nem me deixou falar dos meus defeitos. Abraçou-me, deu-me um beijo bem grande e até hoje espalha aqui em Natal que eu “sou o maior homem do mundo”, que “leio pensamentos como ninguém”, que “não erro na leitura dos pensamentos”. E o que se pode fazer?
Eu nunca estive no programa Fantástico, da Rede Globo. Dezenas de pessoas me dizem que me viram no programa. Quando eu falo que não estive lá, dizem: “Olha a humildade dele”. E eu não estive lá, nunca. Se isso acontece comigo, que sou um “verme” vivendo aqui em Natal, imaginem com alguém que é amado por milhões de pessoas!
Infelizmente, às vezes criamos conteúdos de ficção e terminamos imaginando a mediunidade como um processo cientifico, exato, acabado. Não é assim, isso não existe. Pode até ser em casos raríssimos, como os de Chico Xavier e de Divaldo Pereira Franco, que, de forma passiva, recebem todo um livro e conseguem retransmitir de forma 100% perfeita. Existem mediunidades que são expressas de modo tão belo, que conseguem executar um trabalho de forma perfeita, apesar de serem imperfeitos os médiuns que os executam. Porém, se esse médium maravilhoso, que consegue escrever mil livros perfeitos, acreditar que o azul é branco, não tem espírito que chegue para ele e diga: “hei, o azul não é branco não”. Esse é um problema do livre arbítrio dele. Ele terá que resolvê-lo por seus próprios méritos. Os espíritos não “forçam a barra”, no sentido de invadir a sensibilidade da pessoa, para transformá-la naquilo que ela ainda não é. Se essa pessoa é tendente a dizer que o azul é branco, isso é uma tendência da sua alma, e os guias são os primeiros a respeitar esse limite.
Alertar, a espiritualidade tentou e tenta, desesperadamente, a cada instante que passa, porque o processo está em curso e não deixará de ocorrer. A mediunidade Espírita foi treinada e estrategicamente posta no mundo para ser o canal a ser utilizado para anunciar a chegada do Mestre. Mas foi exatamente sobre esse canal que as trevas trabalharam, fechando-lhe os ouvidos, os olhos e a capacidade de se expressar diante desse assunto.
A mediunidade existe na Terra desde que há vida pensante, pois é produto natural da interação da alma, que detém muitos mais sentidos do que os cinco que o corpo. Esse, por suas limitações, impõe obstáculos à alma, impedindo-a de se manifestar em toda a sua potencialidade.
A doutrina Espírita surgiu para educar o processo mediúnico, para fazer com que ele ficasse mais habilitado a lidar com o contexto celestial que nos envolve, em suas facetas espiritual e extraterrena.
Infelizmente, a exemplo das demais, a religião Espírita fracassou neste mister.
E o pior: todas as religiões da Terra fracassaram na sua principal tarefa, a de transformar seus fiéis em homens e mulheres amorosos. Fracassaram todas, pois, afinal de contas, quem ama a quem neste mundo? E o objetivo de todas as religiões não é fazer com que nós despertemos em nós mesmos a nossa capacidade de amar? Quem tem conseguido isso?
Os espíritas se respeitam? Eles vivem se agredindo uns aos outros. Hoje em dia ocorre guerra entre centros, entre federações. É a mesma coisa no catolicismo, no protestantismo. Em qualquer desses “ismos” há problemas, porque, apesar de maravilhosos, eles são feito por homem e mulheres cheios de defeitos.
Enquanto alguns dizem que “o Espírito Santo não permite que os Cardeais da Igreja Católica operem de modo errado”, outros alegam que “os espíritos não permitem que um diretor de centro, um presidente de federação ou determinado médium aja errado”. Sabemos que isso não existe.
O que nós temos é muita ficção. Criamos muita ficção diante do tema mediunidade. Mediunidade não é uma ciência exata, é um processo de comunicação feito entre espíritos ou seres que estão além da nossa fronteira perceptiva. Lá há de tudo, são homens e mulheres do mundo. Por sermos imperfeitos, não funciona de forma perfeita. Pode funcionar episodicamente, na produção de um trabalho especifico.
Chico Xavier e Divaldo, por exemplo, são homens que nunca constituíram família, colocaram toda a sua energia para servir a Jesus, por meio do Espiritismo. A energia de homens como esses dois deve ser uma coisa fantástica, crística. Eu não sei nem avaliar, de tão pequeno que sou. Eles podem ofertar um quantum energético mediúnico que equivale a umas 10 milhões de vezes mais do que um homem como eu, que lido com minha energia psicoxesual, com os problemas da minha vida, pode oferecer.
Como alguém tão poluído pelas questões do mundo pode pretender ter uma conversar 100% clara com os espíritos? Eu não tenho essa pretensão, pois tenho consciência das minhas limitações, da minha pequenez.
Natal, 05.08.2003.
Transcrição: Luiz Carlos
Grupo ATLAN – Natal/RN

ENDEUZAMENTOS DE MÉDIUNS E PROBLEMAS COM O EGO
UM DOS GRANDES PROBLEMAS ENFRENTADOS PELOS AMIGOS ESPIRITUAIS QUE PROCURAM SE SERVIR DE MÉDIUNS PARA TRANSMITIR A HUMANIDADE AS BOAS NOVAS, OS ENSINAMENTOS E MENSAGEM É QUE A HUMANIDADE TEM UM PÉSSIMO HÁBITO DE “ENDEUZAR AS PESSOAS”.
FALANGE DE ESPÍRITOS, COMO DIRIA COM POUCO CONHECIMENTO E TEMOR, SE ULTILIZAM MUITO DESTES ARTIFÍCIOS PARA DIGAMOS “ATRAPALHAR” O PROCESSO EVOLUTIVO HUMANO E O INTERESSANTE É QUE ESSA TALVEZ SEJA A MAIOR ARMA ULTILIZADA CONTRA O PROGRESSO EMOCIONAL HUMANO. (ALIÁS, SE VOCÊS NÃO SABEM, ESSE É O OBJETIVO DA VIDA = PROGRESSO EMOCIONAL = APRENDER A AMAR = ENCONTRAR DEUS EM SI MESMA).
ACREDITO QUE NO CASO NARRADO PELO IRMÃO JEAN VAL ERLAN FICA DEMOSTRADO QUE MUITAS VEZES AS PESSOAS ATÉ NÃO TEM MALDADE NAS AÇÕES, O PROBLEMA QUE ESSAS AÇÕES ATINGEM O “EGO DO MÉDIUM”.
É VERDADE, O MATERIAL DISPONÍVEL AOS AMIGOS ESPIRITUAIS É MUITO COMPLICADO. EXISTEM LIMITAÇÕES QUE SEMPRE SÃO LEVADAS EM CONTA PELOS AMIGOS ESPIRITUAIS, PRINCIPALMENTE O “LIVRE ARBÍTUO EMOCIONAL” DA CRIATURA, PORQUE NESSE CAMPO O PROGRESSO E O ENTENDIMENTO E CRESCIMENTO DEPENDE DE CADA UM.
BALUARTES DO ESPIRITISMO, SANTOS, COMO NARRA NOSSO IRMÃO, VIERAM A ESSE MUNDO APENAS SERVIR A HUMANIDADE, ENSINAR, COMO DIVALDO, CHICO XAVIER, MADRE DE CAUCUTÁ, GANDI, O PRÓPRIO MESTRE JESUS, COMPLETAMENTE DESPROVIDOS DE BENS MATERIAIS, MUITA HUMILDADE E NÃO SE CONTAMINARAM COM ESSE “ENDEUZAMENTO” PROMOVIDO PELA HUMANIDADE TERRESTRE.
OLHA, VOU FAZER AQUI UMA CONFIDÊNCIA “O MESTRE JESUS NÃO GOSTA ESSA MANIA HUMANA”.
NÃO DÁ PRA NARRAR AQUI, MAS POSSO DIZER QUE TENHO CONHECIMENTO DE CAUSA E ESPERIÊNCIA PESSOAL. “É PRECISO TOMAR MUITO CUIDADO COM O EGO PESSOAL” “O CONHECIMENTO NÃO SANTIFICA NINGUÉM”, ALIÁS, NÃO EXISTE ESSE NEGÓCIO DE SANTIDADE. NINGUÉM É MELHOR E MAIS QUE NINGUÉM. O QUE NOS TORNA MAIS FELIZES É À MEDIDA QUE ENCONTRAMOS DEUS EM NÓS OU SEJA, APRENDEMOS A AMAR. ESSE É O EXERCÍCIO QUE JESUS VEIO (E VIRÁ DE NOVO!) NOS ENSINAR, ENCONTRAR DEUS EM NÓS!!!!
NÃO É PRECISO TER UMA VIDA SOFRÍVEL, COMO MUITOS SANTOS, PARA ENCONTRAR “DEUS EM NÓS”. BASTA PRATICAR AQUELA LIÇÃO ENSINADA POR JESUS “FAÇA AO OUTRO O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM A VOCÊ” ENTÃO VOCÊ IRÁ COMEÇAR A ENTENDER DEUS = AMOR EM PLENITUDE.
ABRAÇOS A TODOS
VV.TAVARES