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DESMAME FÍSICO E DESMAME ESPIRITUAL

Enviado por Fernando em 22 de outubro de 2009 – 17:01Comente

Pergunta – Estive em uma conferência onde um médico falou que grande porcentagem das doenças dos adultos era proveniente de não haver sido convenientemente respeitado o lapso de tempo que deve preceder o desmame. Uma vez que existe uma polêmica acerca da duração desse período, pergunto o que a espiritualidade teria a nos dizer sobre isso.

 

Jan Val Ellam – Aqueles que já leram algum livro de conteúdo espírita sabem que existem cidades espirituais, núcleos espirituais, próximas às cidades do nosso mundo físico. Aqui mesmo, em cima de Natal, se estivéssemos na praia do Forte e seguíssemos uma linha inclinada para o nordeste, veríamos lá no alto, se pudéssemos ver, um pontinho luminoso. É a cidade Recanto de Paz. Do mesmo jeito que o livro “Nosso Lar” fala sobre uma cidade de nome Nosso Lar, sobre o Rio de Janeiro, também, acima de Natal, existe a cidade Recanto de Paz, como de sorte existem cidades espirituais interligadas a quase todos os núcleos terrenos.

No Recanto de Paz está o espírito do Dr. Januário Cicco, que até hoje é lembrado e respeitado, tendo sido seu nome dado à maternidade de nossa cidade, entre outras homenagens recebidas. Ele coordena um grupo de trabalho que estuda o período que vai do momento em que o espírito se imanta ao novo corpinho, no útero da mãe, até os primeiros anos após o nascimento. Esse nosso irmão, a quem não tive a honra de conhecer quando vivo, ou seja, encarnado, está conosco nesta noite.

Ele esclarece que, sob a ótica da medicina, do atual conhecimento médico disponível na esfera dos encarnados, existem, como muito bem disse o irmão, não somente pontos de vista distintos, como, também, pontos questionáveis quanto ao momento específico para que ocorra o desmame.

Sob a ótica espiritual – diz nosso irmão – devemos partir da premissa de que o perispírito da criança ainda não está de todo imantado ao corpo. Porque? O problema é que, segundo Dr. Januário, na medida em que o corpinho biológico está crescendo, na permanente multiplicação de células até que se forme o corpo adulto, o corpo perispiritual, por uma espécie de lei, uma ciência que nós não conhecemos, também se obriga a acompanhar esse crescimento biológico e, a cada instante, a cada multiplicação de célula, é como se fosse também processada, no perispírito, uma multiplicação de célula. Tomando-se ao pé da letra: a cada célula do corpo físico corresponde uma ligação com uma “célula” do corpo perispiritual. Enquanto perdurar esse crescimento – e vejam que o crescimento do corpo biológico vai até a adolescência – diz o nosso irmão que seria interessante, seria produtivo, que não se processasse o desmame espiritual, até que houvesse já a perfeita relação de independência das forças espirituais do adolescente.

E o que seria o desmame espiritual? Segundo nossos amigos espirituais, desmame espiritual é o seguinte: o perispírito de uma criança, apesar de luminoso, é passivo. Ele é passivo porque a mente infantil é incapaz de perceber o excesso de malícia, a maldade. Dessa forma, o perispírito da criança não traça em torno de si, de forma consciente, laços filamentosos de defesa psicoenergética. Portanto, as crianças necessitam do contributo vibratório do perispírito dos pais, para que, neste gesto amoroso deles para com os filhos, se forme, ao redor desses, uma espécie de campo vibratório que os proteja até que possam proteger-se por si mesmos.

Pergunta o irmão a partir de quando, estando o bebezinho ainda mamando, deve ele parar de mamar e, em isto ocorrendo, quando é que pode facilitar ou dificultar a presença de doenças no corpo. A resposta que os amigos espirituais estão dando é mais ampla. Ela começa por um desmame espiritual e vai até chegar à questão do objetivo básico da pergunta. Não há como entendermos o todo se não entendermos essa questão de que o perispírito de alguém só está 100% imantado ao corpo físico na ocasião em que esse corpo entra na maturidade vibratória biológica, ou seja, quando conclui seu processo de formação, momento em que a mente desse espírito passa a ter “maioridade espiritual”, a ser responsável por si mesmo. E isso varia de caso a caso. Pode acontecer aos 14 ou 15 anos, às vezes aos 18 ou 19 anos, em condições normais. Até então, a proteção vibratória do amor maternal ou paternal terá o condão de proteger esse espírito encarnado até mesmo, inclusive, de doenças do campo biológico, aquelas que primeiro ocorrem no perispírito da pessoa, vamos assim dizer, passam pelo campo energético e depois chegam ao corpo físico.

O que os irmãos da espiritualidade estão dizendo é que, até em idade maior da adolescência, se a humanidade entendesse das leis espirituais, talvez pais e mães se preocupassem em, todas as noites, dar um passe de amor nos filhos, enquanto eles dormem, ou até mesmo acordados, porque é uma espécie de “ajuda” de que o ser humano, terreno, necessita. Se assim é para o adolescente, dizem os espíritos, imaginem para um bebezinho de alguns meses, dependendo em tudo dos pais para que possa sobreviver.

Nem todos os “mundos” aí fora têm o período que chamamos de infância. Em alguns mundos mais evoluídos, ninguém nasce ou morre. Lá se acontece ou se “desacontece. Porém, na transitoriedade, espíritos duros, orgulhosos e inflexíveis como nós, precisam, pelo menos durante algum tempo de sua vida cósmica, ocupar corpos que dependam de outros. Imagine um espírito que não aceita conselhos de ninguém, não aceita ordens, de repente, nascer no corpinho de uma criança e ficar inteiramente dependente da boa vontade de uma “babá” para lhe dar um copo de água, porque se não ele morre; da mãe que, mesmo sem gostar muito, tem que cuidar dele a toda hora. Isso é um exercício de humildade, cujas repercussões psicoenergéticas espirituais serão muito importantes no psiquismo desse espírito, pois seu espírito e sua mente espiritual, estando submetidos a um cérebro de um ano, mesmo que ele não queira obedecer a ninguém, vai ter que obedecer. É um treinamento para espíritos duros. Nos mundos evoluídos, superiores, não existe isso, não precisa! Mas no nosso mundo transitório, dizem os espíritos, quanto mais que a mãe puder reter – e os espíritos aqui não estão falando do ato de dar de mamar – seu rebento dentro do aconchego vibratório, do seu cuidado amoroso, melhor! E, segundo a linha do Dr. Januário, amigo espiritual aqui presente, na questão do desmame, dentro do bom senso terreno, quanto mais tempo permanecer no seio, melhor.

Contudo, nem aqui e nem lá – diz o nosso irmão – há um período específico, não se podendo dizer com absoluta tranqüilidade que seja de seis meses, oito meses, um ano ou um ano e meio. Ele diz que isso é uma discussão terrena boa, produtiva, mas que, na ótica dos espíritos, não tem importância. Mais importante do que tudo isto é o cuidado vibratório que os pais terrenos deveriam ter com os filhos, e não têm, pois muitas vezes discutem questões acessórias e esquecem o essencial – conclui ele.

 

Natal, 04.09.01

Pergunta: Pereira

Transcrição: Luiz Carlos – (84)9968-3222

luizcmatao@uol.com.br

          

                  

          (*1) Obs. O passe de amor no filho. É a mãe ou pai dizer uma frase com amor, com carinho ao colocar a criança para dormir, basta isso para uma proteção diária. Quando está criança for para a escola, ela está protegida, com o campo vibratório dos pais.

          Ao contrário se a mãe está assistindo à novela, ou outra coisa qualquer, a criança está no berço e começa a chorar, a mãe diz: este peste já começou a chorar só para me atrapalhar. Está mãe sem querer emitiu uma energia, uma vibração negativa. No outro dia está criança está no pronto socorro doente, e a mãe não sabe porque está criança só vive doente. (nota de Luiz Carlos).

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