A VOLTA DO MESTRE
Afinal, Jesus voltará? Quando? De que modo se dará a sua volta? Este assunto não será uma mera questão da simbologia bíblica em que os protestantes acreditam, os católicos admitem e a grande parte dos espíritas não aceita?
Os protestantes, conforme as especificidades de crença de suas muitas agremiações religiosas, vêem na retorno de Jesus um momento de renovação, de arrebatamento literal dos eleitos, daqueles que cumpriram fielmente os preceitos da religião professada. Que seja. É realmente bela e edificante a fé destes estimados irmãos e irmãs que vivem as suas vidas vinculando-as aos nobres ideais das suas crenças.
Já os católicos têm na corajosa postura do papa João Paulo II, o foco das suas atenções para o tema em questão. Em 29 de novembro de 1998, na sua bula denominada Incarnationis Mysterium, ele declarou: “…é preciso permanecer à escuta dEle para reconhecer os sinais dos novos tempos e fazer que a expectativa do regresso do Senhor glorioso se torne cada vez mais ardente no coração dos fiéis.”
O que devemos todos questionar é que motivo levou João Paulo II a referir-se ao assunto, pois nada há no horizonte da percepção humana que obrigasse a uma estrutura tão pesada como a do vaticano a se expor diante de um assunto tão complexo, onde a exegese bíblica não ousa pontuar grandes conclusões. Ou será que já existem sinais perceptíveis no nosso horizonte quanto ao cumprimento da promessa do Cristo de aqui retornar quando os tempos fossem chegados?
Mais estranho ainda é o fato do monsenhor Corrado Balducci, teólogo do vaticano e íntimo do papa, afirmar em rede nacional de televisão, em pelo menos em cinco oportunidades entre o final de 1999 e início do ano 2000, que os contatos com seres extraterrestres compõem um fenômeno real e têm acontecido regularmente. Anunciou que o vaticano está recebendo continuamente muitas informações sobre alienígenas e seus contatos com humanos, vindas de seus núncios apostólicos em vários países, notadamente o México, o Chile e a Venezuela. Supondo que nada disso tivesse o mínimo fundamento, como um prelado apostólico romano, autorizado pelo papa, iria referir-se a assunto desse porte se não fosse obedecendo a alguma estratégia?
Quanto aos espíritas, a opinião comum de alguns dos seus principais vultos, diretores e dirigentes de centros, observam que, em nenhuma hipótese Jesus retornaria à Terra pela simples questão de que o surgimento do Espiritismo, no século XIX, já seria o cumprimento de sua promessa de aqui retornar. Outros preferem a omissão, aguardando os fatos em aparente atitude de prudência.
Esquecem-se os primeiros que existem duas promessas distintas feitas por Jesus: a de que enviaria o Consolador e a de que depois retornaria. O porquê da cômoda disposição doutrinária em juntar dois eventos tão distintos em um só é um mistério que somente o futuro talvez venha a esclarecer.
Preocupante é escutar que assim afirmam porque Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita, é quem teria feito tal afirmação, o que não encontra respaldo na verdade.
Erro de interpretação? Orgulho intelectual exacerbado por conta de opiniões já mantidas nesse sentido? Desconhecimento do que Kardec realmente deixou registrado?
Dizem alguns que essa questão fere a pureza doutrinária do espiritismo porque envolve o fator extraterrestre, o que também, segundo os mesmos, jamais foi abordado por Allan Kardec. Novamente o equívoco cuja base intelectual de apoio não encontra respaldo na obra e nem da vida do codificador.
Realmente chega a ser doloroso o que o ser humano termina fazendo consigo mesmo em nome do que julga conhecer, dando por sabido aquilo que ainda precisa ser descoberto ou percebido.
Para os que acham que a questão extraterrestre fere a chamada pureza doutrinária, ou coisa do gênero, afirmando que em centro espírita kardecista comunicação de supostos ETs não entra, seria aconselhável recordar o que certo personagem disse em seu discurso de despedida, ao lado do túmulo do amigo recém-desencarnado, com quem costumava conversar.
“Que importa que joguem sobre este gênero de estudos o sarcasmo ou o anátema aqueles, cuja vista é turvada pelo orgulho ou por preconceitos, que os impedem de compreender os ansiosos desejos do nosso pensamento ávido de conhecer; mais alto elevaremos as nossas contemplações!”
“Tu foste o primeiro, mestre e amigo! Foste o primeiro que, desde os meus primeiros passos na carreira astronômica, testemunhaste a mais viva simpatia por minhas deduções relativas à existência das humanidades celestes; pois que, do meu livro Pluralidade dos Mundos Habitados, fizeste a pedra angular do edifício doutrinário, que tinhas arquitetado em tua mente. Muitas vezes conversamos sobre essa vida celeste tão misteriosa e agora, oh! Alma, já sabes, por uma visão direta, em que consiste ela – a vida espiritual, para a qual voltaremos, embora dela nos esqueçamos enquanto aqui estamos.”
Esta é uma pequena parte do discurso pronunciado por Camille Flammarion no túmulo do seu amigo e mestre Allan Kardec.
O primeiro diz claramente que muitas vezes conversou com Kardec sobre a “vida celeste” — leia-se extraterrestre: na época este termo não era utilizado —, idéia central do tema da Pluralidade dos Mundos Habitados, onde o notável astrônomo Camille Flammarion ressalta ter Kardec utilizado este assunto como sendo a “pedra angular do edifício doutrinário” por ele formulado. O que quis Flammarion dizer com isto? Observem que este fez uma distinção entre vida celeste e vida espiritual.
Como podem os atuais espíritas afirmarem que a questão extraterrestre fere a pureza doutrinária se o próprio Allan Kardec costumava conversar sobre este assunto com seus amigos? E se, conforme o testemunho histórico de um desses amigos, o codificador teria utilizado este tema como pedra angular do edifício doutrinário por ele arquitetado? Como explicar que uma das preocupações centrais do codificador transformou-se, cerca de um século depois, em questão considerada herética pelos padrões da doutrina que ele criou?
E quanto aos que afirmam que a obra de Kardec nada tem a ver com a questão extraterrena? Observemos as seguintes passagens do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
No seu capítulo IV, Pluralidade das Existências, na pergunta 172 é questionado aos espíritos se “Nossas diferentes existências corporais se passam todas sobre a Terra?”, ao que eles responderam: “Não, não todas, mas nos diferentes mundos; a que passamos neste globo não é a primeira, nem a última e é uma das mais materiais e das mais distanciadas da perfeição.”
Ou seja, ficava claro que a existência corporal que estávamos tendo na Terra não era nem a primeira nem a última, donde se depreende que, ou todos ou alguns dos que vivem na Terra, já “viveram” ou, em outras palavras, tiveram existências corporais em outros mundos e que ainda iriam viver em outros planetas em um tempo futuro, depois que morressem para o mundo terrestre.
Se dúvida houvesse, a resposta dada na pergunta 173 “…já vivestes em outros mundos e sobre a Terra”, ajudaria a dissipá-las.
De forma inequívoca, servindo para encerrar de vez qualquer questionamento sobre o fato dos espíritos estarem afirmando, claramente, que existia vida corpórea, encarnada, em mundos que não o terrestre, e por conseguinte, extraterrestres, na pergunta 181, Kardec quis saber se “Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?”, ao que os espíritos responderam que “É fora de dúvida que têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório, porém, é mais ou menos material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso que assinala a diferença entre os mundos que temos que percorrer, porquanto muitas moradas há na casa de nosso Pai,…”
Ainda procurando saber algo, nem que levemente exposto sobre a questão do possível relacionamento entre as diferentes humanidades, o codificador esboçou a pergunta 182: “Podemos conhecer com exatidão o estado físico e moral dos diferentes mundos?”, tendo os espíritos aclarado que “Nós, os Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos achais; quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estariam em condições de compreendê-las, e isso os perturbaria”. Ficava assim claro que, de acordo com os conhecimentos terrenos da época, não poderia ser dito muito mais naquela época.
Como podem os atuais espíritas afirmarem que o codificador não tratou da questão extraterrestre?
Outra matéria confusa ao entendimento do movimento espírita refere-se à promessa feita por Jesus quanto ao seu retorno. Mais uma vez, o seu legado não testifica a opinião corrente de que o Mestre não retornaria porque o surgimento do espiritismo já seria o cumprimento da sua promessa em retornar.
Especificamente sobre o Segundo Advento do Cristo, Kardec jamais apresentou a tese de que o surgimento do espiritismo já seria a tão esperada volta de Jesus. Ao contrário. Na sua preocupação de realçar o que era opinião dos espíritos e o que era a sua própria, diante dos aspectos das verdades evangélicas, procurou ele dizer claramente, na página 389 do capítulo XVII, denominado “Predições do Evangelho”, do livro A Gênese, que “Jesus anuncia o seu segundo advento, mas não diz que voltará à Terra em um corpo carnal, nem que personificará o Consolador. Apresenta-se como tendo de vir em Espírito, na glória de seu Pai, a julgar o mérito e o demérito e dar a cada um segundo as suas obras, quando os tempos forem chegados.”
Fez mais. Ao desencarnar, em contato agora com a realidade maior da vida, o espírito de Kardec percebeu a desagregação que já começava a existir no seio do movimento como também as preocupantes deformações no teor do seu legado. Resolveu, então, continuar, mesmo desencarnado, com o seu trabalho esclarecedor.
Em 1888 e 1889, através do médium Frederico Junior, da Sociedade Espírita Fraternidade, no Rio de Janeiro, começou a transmitir uma série de mensagens para os espíritas, chamando desesperadamente a atenção de todos para o porvir. Essas mensagens foram, então, enfeixadas pela Federação Espírita Brasileira num opúsculo com o nome de “Ditados de Allan Kardec”, para distribuição gratuita.
Dizia, portanto, essa mensagem — que hoje, através da FEB, está presente, dentre outras, na quadragésima edição do Livro “A Prece Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec — o seguinte: “Se o Evangelho não se tornar realmente em vossos espíritos um broquel, quem vos poderá socorrer, uma vez que a Revelação tende a absorver todas as consciências, emancipando o vosso século? Se o Evangelho nas vossas mãos apenas tem a serventia dos livros profanos, que deleitam a alma e encantam o pensamento, quem vos poderá socorrer no momento dessa revolução planetária que já se faz sentir, que dará o domínio da Terra aos bons, preparados para o seu desenvolvimento, que ocasionará a transmigração dos obcecados e endurecidos para o mundo que lhes for próprio?”
“Que será de vós?… Quem vos poderá socorrer — se à lâmpada de vosso Espírito, faltar o elemento de luz com que possais ver a chegada inesperada do Cristo (grifo do autor), testemunhando o valor dos bons e a fraqueza moral dos maus e dos ingratos?”.
“Esses pontos do Evangelho de Jesus Cristo, apesar de Revelação, ainda não provocaram a vossa meditação?”
“Este eco que reboa por toda a atmosfera do vosso planeta, dizendo — os tempos são chegados! — será um gracejo dos enviados de Deus, com o fim de apavorar os vossos espíritos?”
Se o codificador, já desencarnado, referiu-se à chegada inesperado do Cristo ainda por acontecer, como podem os espíritas afirmar que Cristo não retornará porque o surgimento do espiritismo já seria o retorno prometido?
Mas qual a relação de importância entre a questão extraterrestre e a volta de Jesus?
É imperioso perceber que muitos acham que, em nenhuma hipótese, existe a possibilidade de Jesus voltar à Terra, apesar de conhecerem o compromisso por ele assumido quando aqui esteve. Essa certeza, produto da equivocada ótica terrena que tem como base apenas o orgulho intelectual do que se pensa saber, pode levar os que assim pensam a se surpreenderem com os dias de um futuro que está cada vez mais próximo.
Se bem analisarmos, a “única promessa dos céus” para os que vivem na Terra — que esteja registrada no conhecimento do mundo — é justamente a da volta do Cristo. Não há outra. Esta é a única esperança da quebra da mesmice terrestre, que nos ilude a ponto de pensarmos que somos a única expressão de vida no cosmos.
Existem, na Sagrada Escritura, conforme aferição dos protestantes, cerca de 2.500 citações referentes à volta do Senhor. Somente no Novo Testamento, encontra-se expressa em 318 oportunidades a promessa de seu retorno. É de se perguntar quem tem estatura moral para afirmar que tudo isso é mera questão de simbologia. Infelizmente, muitos assim afirmam.
Esquecem-se, entretanto, que, quando em vida terrena, Jesus prometeu ressuscitar e ressuscitou, apesar de nem mesmo os apóstolos acreditarem que tal fato fosse possível. Realmente, sob a ótica terrena seria mesmo impossível. Mas aconteceu.
Muito mais do que ressuscitar, ele prometeu voltar, até porque essa promessa já se encontrava registrada através dos profetas do Antigo Testamento. Convenhamos que, sob a ótica terrena, este fato também é impossível de acontecer, até porque os olhos dos que vivem na Terra somente conhecem o que é terreno. Quanto tempo ainda demoraremos para perceber que a personalidade de Jesus transcende à pobre e distorcida pretensão do orgulho intelectual terreno?
Com que estatura moral, obrigamo-nos a repetir, pode alguém na Terra intentar pontificar com tanta certeza sobre o que transcende às possibilidades de percepção que caracteriza o atual nível de nossa existência?
Afinal, o que é que os Espíritos — e não os espíritas — dizem sobre o assunto? Quem pode fornecer essa resposta em nome dos espíritos?
Da mesma forma que os espíritas reclamavam — e ainda reclamam — dos que não conseguiram perceber o contexto espiritual que envolve a vida terrena, será que não estarão eles deixando de perceber o contexto cósmico que a tudo envolve, e no qual se insere a personalidade do Mestre e tudo mais que o cerca, em especial, as suas hostes extraterrenas, nos tempos bíblicos tratadas como hostes angelicais?
Não se modifica um “til” da verdade pelo fato da ótica terrena não conseguir perceber isto ou aquilo. Também não deixará de acontecer a única promessa feita por uma autoridade celeste que esteve pessoalmente na Terra, pelo simples fato de não acreditarmos ser possível — e é bom recordar que ele ressuscitou, conforme prometera, e isso também era e é impossível para os padrões terrestres. No entanto, aconteceu; ou será que o que está descrito no Novo Testamento quanto aos fatos ocorridos é, também, simples questão de simbologia? Se for, convenhamos, estamos todos nós, cristãos, vivendo uma grande ilusão já que nada do que está escrito é, de fato, verdade.
Assim, nada há nos registros históricos terrenos, referente ao futuro, que nos leve a pensar em um possível encontro com algum tipo de hierarquia cósmica, a não ser a promessa de Jesus em retornar em toda a sua glória, acompanhado pelos seus anjos ou extraterrestres. E é exatamente no cumprimento da sua promessa que contexto extraterreno e o seu retorno se encontram.
Se bem recordarmos, no Antigo Testamento havia a promessa de sua vinda, e ele veio. Quando aqui esteve, resolveu prometer que retornaria. Por quer não o faria? Disse mais: que “passarão o céu e a terra, mas minhas palavras não passarão” (Lc, 21,33), ou seja, tudo poderia deixar de ocorrer, menos o cumprimento de sua promessa.
São poucos, muito poucos, os que acreditam no fiel cumprimento dessa promessa. Se ela não se cumprir, a história terrena não tem o menor sentido. Nela se insere o conceito que temos de Deus, da vida, de justiça divina, da vida após a morte, dos “céus e infernos” que nos cercam, de anjos e de outros seres da criação, etc., enfim, todo o pano de fundo filosófico da nossa existência, já que concernentes às indagações essenciais da humanidade, como por exemplo: quem somos? De onde viemos? Qual o significado da vida? Para onde vamos?
Estamos tão profundamente perdidos na horizontalidade ilusória dos valores terrenos que nos desconectamos da realidade cósmica que nos envolve. Pelo fato de não a percebermos não quer dizer que não exista. E a personalidade do Mestre Jesus faz parte exatamente dessa realidade maior, da qual não damos conta através da nossa pobre e distorcida ótica terrena. Ele mesmo afirmou que não “pertencia a este mundo”, “que tinha ovelhas de outros apriscos”, “que o seu reino não era deste mundo”, ou seja, a sua função de autoridade cósmica não era exercida ou reconhecida na Terra — por ser um mundo rebelado e, portanto, impedido de conviver com as demais famílias planetárias do cosmos.
Muitos são os mentores espirituais e de outros orbes que afirmam que finalmente “os tempos são chegados” — os tempos em que as Promessas do Cristo se cumpririam na sua totalidade.
Desde a segunda metade do século XX, diversos são os avistamentos de objetos voadores não identificados, como se a nos preparar para um evento que está por acontecer a qualquer momento. Segundo os mentores, voltaremos a conviver com os irmãos e irmãs de outros orbes que viriam acompanhando o Cristo quando do cumprimento de sua promessa. Com eles, a certeza de que não estamos sós no universo, de que a vida tem um sentido evolutivo através das reencarnações em corpos transitórios, de que existe uma hierarquia celeste, enfim, de que somos cidadãos cósmicos.
Exercer essa cidadania da forma mais digna possível foi o maior ensinamento que Jesus nos legou. Pena que até os dias atuais pouco ou nada entendemos do que, de fato, o Mestre dos Mestres desejou nos ensinar. Entretanto, entendendo ou não, seremos testemunhas e atores de um evento que está por vir e que não tarda.
Finalizando, para que melhor possamos compreender os breves dias que já se anunciam, é mister que observemos que as Profecias Apocalípticas, Exílio ou Expurgo Planetário, o Final dos Tempos, o Juízo Final, Fim do Mundo, a Nova Era, a Reintegração Cósmica e a Volta de Jesus nada mais representam do que conceitos distintos que convergem para o atual momento pelo qual passa a Terra.
Esses temas a muitos confundem, porquanto produtos das mais variadas crenças e doutrinas religiosas. Mas, na verdade, todos os conceitos anteriormente apresentados nada mais significam do que dois fatos básicos, muito simples de serem entendidos:
- a reintegração da Terra à vida cósmica, ou seja, a volta da convivência com os irmãos de outros orbes que há muito estavam impedidos de se comunicarem abertamente conosco devido a nossa vibração perturbadora; e
- a reciclagem vibratória pela qual o planeta já está passando, com o objetivo de retirar dos ambientes terrenos aquelas individualidades espirituais que, após todas as oportunidades reencarnatórias permitidas no ciclo existencial que ora se encerra, ainda são tendentes à perturbação e ao crime.
Para presidir esse momento histórico aqui virá — como ele mesmo prometeu no passado — o Mestre Jesus, como predito por muitos.
Nada de fim de mundo com a sua chegada. Ao contrário. Estaremos apenas encerrando um período da vida cósmica e iniciando outro, nesta escola planetária onde estamos congregados. Não esperemos que ele venha fazer por nós o que nos cabe realizar: o progresso do mundo que nos serve como berço planetário.
Não serão Deus, Jesus, os extraterrestres, os santos ou os espíritos que farão por esta humanidade o que corre por conta da responsabilidade existencial que nos marca: o esforço moral de evoluir sempre. E este quesito é intransferível. Todos eles nos ajudarão a seguir adiante, mas teremos que caminhar com os próprios passos.
Já está na hora de entendermos esse processo, pois ele é inexorável.
Quanto à chegada do Mestre, é só uma questão de tempo. Muito em breve O teremos entre nós.
É aguardar para ver. Enquanto isso, tratemos de nos melhorar pessoalmente, amando-nos uns aos outros, como ele sempre recomendou.
Jan Val Ellam.

Para o homem que se julga superior em seus conhecimentos, e que não acredita em nada que seus sentidos meramente físicos possam captar, a idéia da existência de um SER criador de todas as coisas parece-lhe algo ingênuo e que serve somente para aqueles que julga ignorantes e desprovidos de qualidades intelectuais. Mas o fato é que quando a percepção é adestrada para simplesmente interpretar fenômenos físicos e observáveis, ela torna-se embotada para que o mesmo indivíduo possa perceber as realidades mais sutis da vida. todavia, todos os seres possuem as mesmas capacidades interpretativas para codificarem os estímulos existenciais, entretanto, quando o foco está somente em uma visão unilateral, parcial da vida, é natural que somente uma parcela desta incomensurável realidade seja percebida.
Qaundo falamos que todas as coisas existentes são regidas por leis universais, nos aproximamos da compreensão dos mecanismos que englobam todas as formas existentes, bem como a matéria e energia. Isso para o intelectual explica todas as coisas e seu pensamento acredita que respondeu todas as questões existenciais. todavia, onde a ciencia pára, a sabedoria espiritual aponta para um caminho incomensurável de perquiriçoes acerca do sublime fenômeno da vida.
O fato é que somente quando a ciência se une com a sabedoria espiritual é que o conhecimento torna-se completo, ou melhor, podemos codificar a realidade de acordo com a compreensão do momento.
Perceber a realidade de forma mais sutil é um exercício que praticamos ao longo de nossa jornada evolutiva. As oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento das potencialidades divinas existentes em nosso íntimo, é um fator que revela a justiça divina e que ninguem pode alegar orfandade intelectual por parte de DEUS, pelo contrário, nós somos colocados em ambientes no qual podemos estimular e desenvolver nossas capacidades divinas, que primeiaremnte estão em estado latente, todavia ao contato com o meio e esforço próprio estas capacidades se desenvolvem e passamos a realizar tudo que cabe a nós como seres co-criadores. O que tudo isso tem a ver com o tema desenvolvido por JVE ?
Têm a ver pelo fato de que ao longo das existencias que tivemos sobre este orbe, nós fomos estimulados a nos encontrar com as realidades além das realidades físicas. Desde o contato de Javé com Abraão, Móises, com os ensinamentos dos profetas, Isaías, Daniel, Samuel… estes conhecimentos foram transmitidos de forma adequada para o estágio de compreensão da humanidade. Quando o progresso intelectual avançou de forma a espiritualidade desvendar conhecimentos mais sutis, foi a vez das grandes escolas do pensamento humano: Alexandria, Atenas, Roma… todavia ainda faltava algo.
Somente com o advento do Cristo é que uma nova forma de percepção foi amplamente veiculada e ensinada de forma prática. O amor foi o farol que nosso mestre utilizou para que a pudessemos clarear os espíritos para a realidade cosmica que se estabelece por todas as camadas da vida.
Mas o fato é que nossas percepções, não interpretaram os estímulos divinos totalmente e sempre os fatos lógicos e palpavéis foram privilégiados por nossa mente embotada para as realidades espirituais.
Mas e agora com a volta do Cristo? como vamos perceper tudo isso?
será que vamos explicar tudo com nossa mente voltada para a descrença? Julgando os que acreditam e condenando-os de ignorantes e fanáticos?
A verdade é que os fatos se desenrolarão de forma clara e a luz do dia. Todavia Deus já prepara nossos espiritos através da consciencia de cada um e pelo trabalho de seus mensageiros que sofrem com nossas questões apressadas e com nosso julgamento equivocado. A espiritualidade não vai violentar a mente de ninguem, entretanto não há mais tempo!
Que nossas mentes se preparem para encontrar um meio de suportar aquilo que delegamos em favor de nosso comodismo intelectual.
Os fatos serão inolvidáveis, novas perspectivas, novo tempo, tudo será posto em seu devido lugar.
Que o sublime Jesus volte! Que Javé esteja conosco! Que todos os avatares nos ajudem a realizar esta passagem!
Paz à todos! Viva JESUS!
AUTORIDADE!!!!
IMAGINAMOS “DEUS” COMO UM SER SUPERIOR QUE A TUDO CRIOU E SENDO ASSIM TUDO FAZ AO SEU MODO E AS CRIATURAS SIMPLESMENTE DEVEM SERVIR AGRADECIDAS POR TEREM SIDO CRIADAS POR ELE.
POR ISSO DIZEMOS QUE “DEUS” É UM SER SUPERIOR DONO DA RAZÃO AO QUAL DEVEMOS SIMPLESMENTE OBEDECER AS SUAS LEIS SEM DIREITO A DISCUTIR SUAS LEIS. ENTÃO AÍ VEM O PROIMEIRO MANDAMENTO:
“- AMARÁS A TEU DEUS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO”
CLARO QUE NA ÉPOCA, JAVÉ, ESSE NOSSO DEUS, TEVE MUITOS PROBLEMAS, PRINCIPALMENTE COM O NOSSO IRMÃO EXILADOS, QUE SE FAZIAM “DEUS” E ESSA FOI UMA FORMA DE ENCAMINHAR AQUELA TURMINHA DA ÉPOCA PARA NÃO SE PERDER OS DESIGNOS DA CRIAÇÃO.
DESDE CRIANÇA, QUANDO FIZ A PRIMEIRA COMUNHÃO SEMPRE TIVE CERTA DIFICULDADE COM ESSE LEIZINHA PORQUE SEMPRE ACHEI QUE O AMOR É ALGO QUE SIMPLESMENTE BROTA NO CORAÇÃO E NADA PODE FAZER AMAR COM INPOSIÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE. COMO AMAR A DEUS SE SEQUER EU O CONHECIA?
PODERIA FACILMENTE AMAR MINHA MÃE, MEU PAI, MINHA PROFESSORA PRIMÁRIA, MAS AMAR A DEUS, COMO?
AINDA MAIS DEPOIS DE TOMAR CONHECIMENTO DA BÍBLIA, DO ANTIGO TESTAMENTO, DO AUTORITARISMO DE JAVÉ.
HOJE, COMPREENDO QUE JAVÉ SOMENTE FEZ TUDO AQUILO POR ABSOLUTA NECESSIDADE. PROVAVELMENTE NÃO EXISTIRIA PLANETA TERRA SEM O TRABALHO EXCEPCIONAL DESSE DEUS. MAS VAI EXPLICAR ISSO PARA UMA CRIANÇA DE OITO ANOS. MELHOR, VAI EXPLICAR ISSO PARA HUMANIDADE. AINDA BEM QUE ESSA É TAREFA DE JEAM VAL ERLAM!
ENTÃO VEIO JESUS, COM SUA FALA MANSA. O CARA PASSOU A VIDA INTEIRA FALANDO DE AMOR, PERDÃO, MORREU NA CRUZ, RESSUCITOU, VAI VOLTAR DE NOVO E ASSIM MESMO A HUMANIDADE (ISSO INCLUI TODOS SEM EXCESSÃO) AINDA VAI TER MUITA DIFICULDADE EM ENTENDER SUA MENSAGEM: “AMOR E PERDÃO (DE NOVO, É MOLE, AINDA DIZEM QUE SOU MUITO REPETITIVO)”.
NÃO PRECISARIA DE MAIS NADA, BASTARIA AQUELE SERMÃO DA MONTANHA:
“BEM AVENTURADOS OS INJUSTIZADOS, PORQUE ENCONTRARÃO JUSTIÇA”.
“BEM AVENTURADOS OS MANSOS, PORQUE HERDARÃO A TERRA”.
“BEM AENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO O DEUS”.
LAMENTO MUITO PESSOAL, MAS ESSA IDÉIA DE “AUTORIDADE” PRECISA SOFRER ALGUMAS REFORMAS NO CONCEITO.
LÁ EM CIMA “AUTORIDADE” SE MEDE PELA CAPACIDADE DE AMAR, PORQUE DEUS É AMOR. SEM O AMOR NADA EXISTE. O MESTRE JESUS FOI O NOSSO MAIOR EXEMPLO DE AMOR. ENTÃO AGORA ENTENDEMOS PORQUE SOMENTE OS PUROS DE CORAÇÃO VERÃO O DEUS PORQUE SOMENTE ESSES SÃO CAPAZES DE AMAR VERDADEIRAMENTE, COM PUREZA, INCONDICIONALMENTE, AMIGOS, ISSO É “DEUS” ENTÃO AGORA, DEPOIS DE 40 ANOS DE EXISTÊNCIA CONSEGUI ENTENDER O QUE É DEUS. DEUS É AMOR. VER DEUS É SENTIR AMOR E QUANDO ATINGIRMOS ESSE ESTÁGIO ESTARÁ CONSIGNADO A “DEUS”.
NINGUÉM E NADA NO UNIVERSO É MELHOR DO QUE NINGUÉM. A AUTORIDADE NO CONCEITO HUMANO, VAI DIZER ASSIM: “TÁ FORA DE MODA”
QUE SER UM “DEUS” TÃO PODEROSO COMO JAVÉ? É FACIL, BASTA AMAR, ENTÃO VOCÊ SE SENTIRÁ MAIS PERTO DE DEUS, COMPREENDERÁ OS DESIGNOS DA EXISTÊNCIA E COM CERTEZA VIVERÁ MELHOR E ESSA É A IDÉIA!
UM ABRAÇO A TODOS.
VV.TAVARES