O Livro de Urantia e seu conteúdo
Recomendamos que Visite o site O Livro de Urantia contém uma síntese do trabalho de mais de 1.000 autores que escrevem nos campos da ciência,
religião, história, sociologia e teologia desde o final do século dezenove até a metade do século vinte.
Compilado por um corpo de seres supra-humanos como assistentes editoriais, o texto fornece uma surpreendente perspectiva das origens, história e destino humanos, constituindo a maior revelação para a humanidade.
O Prólogo – Deidade, Divindade, Deus, personalidade e as relações fundamentais do cosmos são descritas.
Parte I: O Universo dos Universos - Descreve a natureza da realidade Suprema e a organização astronômica-cosmológica do universo. A Trindade do Paraíso junto com a Ilha Paraíso — o centro material e gravitacional do universo — descrita como fonte de toda energia, matéria, vida e personalidade. Um universo de hierarquia organizada, evoluindo como um processo relativo à Trindade do Paraíso. O conjunto da criação é descrito como incluindo milhões de planetas habitados em todas as etapas de evolução biológica, intelectual, social e espiritual.
Parte II: O Universo Local – O plano divino para a criação, desenvolvimento e governo dos universos locais é pormenorizado. A presença e o ministério de Jesus é a realidade primária do universo através da qual tudo o mais encontra sentido e propósito. A sobrevivência da personalidade determinada pelas decisões da nossa livre vontade em torno de nosso relacionamento com Deus, por nossa lealdade à verdade, beleza e bondade como estes valores são sinceramente compreendidos. A despeito disso, o erro, o mal e o pecado permanecem sendo realidades difíceis que afrontam cada um de nós. O crescimento em direção à perfeição, considerado como orientação fundamental para a vida. Este crescimento é evolucionário, cumulativo e virtualmente sem fim. É alcançado através da lealdade à Deus e do serviço abnegado aos nossos semelhantes.
Parte III: História de Urantia – Uma breve história geofísica de nosso planeta estabelece o palco para um panorama da nossa evolução biológica. O desenvolvimento da civilização, da cultura, do governo, da religião, da família e de outras instituições sociais são descritas a partir do ponto de vista dos observadores supra-humanos. A história é contada de tal maneira que os arquétipos subjacentes à civilização religiosa humana ganham nova vida, fortalecendo as fundações sobre as quais um maior desenvolvimento cultural pode ocorrer. Uma descrição do destino humano, incluindo uma descrição dos mundos que habitaremos imediatamente após a morte.
Parte IV: A vida e os ensinamentos de Jesus – Estas páginas dedicadas à vida de Jesus constituem a mais espiritual compilação biográfica de Jesus ora impressa.
O Livro de Urantia relata mais que 16 vezes mais informação sobre a vida e os ensinamentos de Jesus que a Bíblia. A profundidade literária do Livro de Urantia revela com clareza e de modo tocante descreve sua humanidade combinada com sua divindade.
O Livro de Urantia e sua fonte
O Livro de Urantia é uma antologia de 196 “escritos” ditados entre 1928 e 1935 por seres supra-humanos cujos nomes são indicados no livro, junto com seus respectivos escritos. Os seres humanos aos quais os escritos foram entregues em mãos já faleceram. O modo pelo qual os escritos foram materializados foi único e é obscuro para qualquer pessoa viva.
Embora os Escritos de Urantia tenha sido impresso nos últimos cinqüenta anos, nenhuma religião formal nasceu de seus ensinamentos. A introspecção espiritual proveniente do livro é utilizada por professores e ministros, permitindo que pessoas de várias fés enriqueçam os mais elevados valores em suas próprias tradições. Muitas pessoas de instituições religiosas estabelecidas têm desenvolvido uma vida espiritualmente rica como resultado da leitura do Livro de Urantia. Uma rede de grupos de estudos independentes continua a se desenvolver. Existem várias traduções e outras estão atualmente em progresso.
Como outros textos sagrados, o conteúdo não deve ser avaliado sob a alegação de autoria ou de autoridade mas, antes, sobre os “frutos do espírito” que produzem. É possível que o novo leitor explore o livro como uma fascinante peça da literatura religiosa até a hora em que a qualidade espiritual autentique sua mensagem e sua fonte.
Qual é a História do Livro de Urantia ?
Nota do editor : O seguinte documento foi digitalizado a partir de anotações datilografadas que se acredita terem sido escritas pelo Dr. William S. Sadler, ao preparar uma história do movimento Urantia (1) que, segundo parece, nunca chegou a ser completada ou publicada.
Não estão assinadas nem há nada nelas que realmente indique tal autoria. Entretanto, elas estavam simplesmente “no escritório” visto que ele supostamente os escreveu no começo dos anos 60. Para os que trabalham nos escritórios da Fellowship (2) , que conheceram e trabalharam com o Dr. Sadler enquanto estava vivo, estas anotações são autênticas. Também disponho de uma narração, datada de 1960 e atribuída à Marian Rowley. A narração de Marian não é mais que uma versão condensada desta que se reproduz abaixo e que contém suas observações sobre os itens que, em sua “história oficial”, ela pretende omitir o original.
A Fraternidade Urantia (3), por outro lado, obteve em 1960 os direitos de publicação desta ”história oficial” , que é aparentemente derivada das anotações reproduzidas abaixo, e que contém a seguinte nota de introdução:
“Esta narrativa histórica foi preparada por um grupo de pioneiros de Urantia com o auxílio de membros da comissão de contato, tendo sido sua distribuição aprovada pelos membros do Comitê Executivo da Fraternidade Urantia. 1960″
1 – Nota do tradutor : “Urantia” é o nome dado à Terra por entidades supra-naturais.
2 – Nota do tradutor : geralmente traduzido como “Irmandade”.
3 – Nota do tradutor: geralmente traduzido como “Fraternidade Urantia”.
Atividades de contato anteriores aos escritos de Urantia
Parecia que, durante estes primeiros anos, nossos amigos invisíveis estavam ocupados analisando rigorosamente a pessoa de contato, ensaiando a técnica de comunicação, selecionando os membros da comissão de contato – de fato, de uma maneira geral, estabelecendo o palco para o posterior da entrega dos “Escritos de Urantia”.
No decurso destes primeiros anos, fomos apresentados a muitos conceitos novos e estranhos para nós, conceitos estes acerca do universo de universos e referentes ao homem e sua vida na terra.
Dentre as numerosas idéias novas sobre cosmologia e filosofia, poderiam ser destacadas as seguintes:
1. Novo conceito do extenso cosmos.
2. Milhões de outros planetas habitados.
3. Exposição de uma grande quantidade de níveis diferentes e variados de seres celestiais.
4. Confirmação da origem evolutiva da humanidade e mesmo de um cosmos evolutivo.
5. Indícios de múltiplas Deidades Criadoras.
6. Deste pondo à prova nossos conceitos teológicos. Paciente determinação de até onde poderiam ser modificadas nossas crenças teológicas e opiniões filosóficas.
7. Sem percebermos, num período de aproximadamente vinte anos, nossa visão fundamental da religião e nossas atitudes mudaram de maneira considerável.
8. Familiarizamo-nos com termos como “A Primeira Fonte e Centro” , “Havona” , ”supra-universos” e o “Ser Supremo” – mas tínhamos pouca ou nenhuma idéia do significado real destes termos.
9. Também ouvimos palavras como “Espíritos Maiores” , “espaço exterior” e “Diretores de Potência” . Porém, mais uma vez, pouco compreendíamos seu significado. Também aprendemos sobre numerosas ordens de anjos.
10. Ouvimos falar dos “Modeladores de Pensamento” , mas nosso conceito do significado deste termo era vago e indefinido.
11. Havíamos adquirido um conceito confuso acerca dos níveis morontiais de existência – mas nunca ouvimos a palavra “morontia” ser usada até que os Escritos começaram.
12. Os intermediadores eram muito reais para nós – freqüentemente falávamos com eles durante nossos diversos “contatos”. Compreendíamos plenamente que os intermediadores secundários supervisionavam os contatos.
13. Sabíamos de alguma coisa acerca da rebelião de Lúcifer, mas tínhamos pouca ou nenhuma informação sobre Adão e Eva.
14. Deu-nos a impressão de que havia razões especiais para a efusão de Jesus em Urantia, mas tínhamos pouca ou nenhuma idéia da natureza destas razões irreveladas.
15. Ocasionalmente ouvíamos referência à vida e aos ensinamentos de Jesus – mas eles se mostravam muito cautelosos na hora de introduzir conceitos novos com relação à efusão de Miguel em Urantia. De toda a Revelação de Urantia, os que mais surpreenderam foram os Escritos sobre Jesus.
16. Enquanto não ouvimos o termo “Corpo de Finalidade”, tínhamos uma vaga idéia de que o destino dos mortais sobreviventes talvez fosse o Paraíso.
Nossos amigos supra-naturais tardaram, portanto, algo mais que duas décadas em estender nosso horizonte cósmico, em ampliar nossos conceitos teológicos e em expandir nossa visão geral da filosofia.
Nunca percebemos o quanto nossos pensamentos religiosos haviam se expandido até que os Escritos começaram a chegar. À medida que a revelação avançava, mais percebíamos como havíamos sido preparados para a enorme modificação de nossas crenças religiosas no período de mais de vinte anos de contatos preliminares de pré-ensino.
Nosso aprendizado para o serviço posterior, associado com a entrega dos Escritos de Urantia nos foi facilitado pelo fato de que, excetuando os contatos com os intermediadores, não houve dois contatos iguais. Raramente estes seres nos visitaram mais de uma vez. Cada contato era completamente diferente dos que já haviam acontecido anteriormente. E toda esta experiência foi uma extensa e generosa preparação educacional, de instrução na expansão de nossa cosmologia, teologia e filosofia – para não dizer de nossa iniciação nas novas idéias e conceitos acerca de uma vasta coleção de assuntos rotineiros.
O limitado exame sobre a vida e ensinamentos de Jesus durante estes contatos prévios à revelação poderia ser explicado pelo fato de que os intermediadores tinham certas dúvidas sobre até onde chegava sua autoridade em tais questões – tal como foi mostrado depois, quando foi consumido todo um ano para tornar claro seus direitos de recontar a história da fusão de Miguel.
Nós, aqueles que compareceram primeiro a estas vigílias noturnas jamais suspeitamos que estávamos em contato com um fato sobrenatural.
Durante estes primeiros anos, com todas as nossas observações e pesquisas, fracassamos completamente em desvendar a técnica de passar as mensagens à escrita.
Como Os Escritos de Urantia começaram
Depois de aproximadamente vinte anos de experiência com contatos, durante uma dessas vigílias noturnas, um suposto visitante estudante, falando através deste sujeito (4) dormindo, disse-nos em resposta à uma de nossas perguntas : “Se soubésseis com quem estais falando, não farias perguntas tão triviais. Antes, farias perguntas que trariam à tona respostas de supremo valor para a raça humana”.
Aquilo foi para nós um forte impacto, igual a uma leve reprimenda, que nos fez considerar esta experiência singular diante da qual estávamos, de uma nova e diferente maneira. Mais tarde, naquela mesma noite, um dos nossos disse : “Já que nos pediram, façamos-lhes perguntas que nenhum ser humano pode responder”.
É melhor agora que as coisas parem por aqui para podermos mudar essa narrativa para um cenário diferente.
Nota do tradutor:
(4) sujeito: é o indivíduo cujo nome se vai omitir.
Como começou o Fórum
Dr. William Sadler, um membro deste primeiro grupo de observadores e pesquisadores, conta-nos a seguinte história com respeito à origem do grupo de indivíduos interessados que mais tarde se tornaria conhecido como “Fórum”. Diz ele:
De caminho à Universidade de Kansas para dar algumas conferências sobre Psicologia Gestalt, escrevi uma carta à meu filho dizendo-lhe que eu achava que os médicos deveriam manter algum tipo de contato com seus antigos pacientes. Propus que comentasse com sua mãe a possibilidade de nos reunirmos em casa aos domingos à tarde, convidando alguns de nossos velhos amigos, para conversarmos por uma ou duas horas e nos relacionarmos de maneira informal.
Quando regressei à Chicago, num domingo pela manhã, vi que minha esposa havia convidado para as três horas da tarde, em nossa casa, um grupo de nossos antigos pacientes nossos. Planejávamos conduzir estas reuniões de domingo da seguinte maneira: em primeiro lugar, falaríamos sobre saúde – algo como o tratamento dos resfriados comuns ou a causa e cura da ansiedade e, logo depois de uma xícara de chá, entraríamos num debate informal – com perguntas e respostas.
À medida que o tempo passava, este grupo se tornou uma reunião mais cosmopolita, consistindo em homens e mulheres de carreira – médicos, advogados, dentistas, pastores de igreja, professores – junto com gente de todas as posições sociais na vida: agricultores, donas de casa, secretárias, operários e trabalhadores comuns.
Do Fórum aos contatos
Naquele tempo, pediram-me que desse uma série de palestras sobre “Higiene Mental” ou ”Fenômenos psíquicos” . Ao da primeira palestra, eu disse : “Com apenas duas exceções, todos os fenômenos psíquicos que tenho investigado são fraudes conscientes ou inconscientes. Alguns eram fraudes intencionais, outros foram casos raros nos quais o autor era vítima das ilusões de seu próprio subconsciente”.
Não tinha dito mais nada quando uma pessoa do grupo interveio dizendo : “Doutor, se o senhor entrou em contato com algo que foi incapaz de resolver, seria interessante que nos contasse algo mais sobre isso.
Pedi à Dra. Lena que pegasse algumas notas que ela tinha tomado num “contato” recente e elas foram lidas ao grupo. Deve ficar claro que até aquele momento não existia nenhum tipo de discrição ligado a este caso. Os Escritos de Urantia ainda não tinham começado a aparecer.
Foi mais ou menos neste momento que se começou a chamar de “Fórum” este grupo que se reunia em nossa casa aos domingos à tarde.
O grupo demostrou um interesse tão grande neste caso que nunca consegui dar nenhuma das palestras sobre saúde que havia planejado.
Foi durante estes debates informais, de semana em semana, que nos foi proposto o desafio de fazermos perguntas mais importantes para que pudéssemos obter informações de valor para toda a humanidade.
O Fórum começa a fazer perguntas
Contamos tudo ao Fórum e convidamos todos a somar conosco na preparação das perguntas.
Decidimos começar com questões relativas a origem do cosmos, da Deidade, da criação, assim como de outros temas que ultrapassavam em muito o conhecimento atual da humanidade.
No domingo seguinte foram trazidas centenas de perguntas. Nós as separamos, descartando as repetidas e, de uma forma geral, as classificamos. Pouco depois aparecia o Primeiro Escrito de Urantia como resposta à estas perguntas. Desde o princípio até o fim, quando os Escritos pareciam, as perguntas desapareciam.
Este foi o procedimento seguido durante os muitos anos de recepção dos Escritos de Urantia. Se não havia perguntas, não havia escritos.
O Fórum torna-se um grupo fechado
Por volta desta ocasião, de alguma maneira, o Fórum nos foi tirado. Deram-nos instruções para que formássemos um “grupo fechado” – requerendo a todos os membros que assinassem uma promessa solene de discrição e de comentar os Escritos e tudo o que se referisse a eles somente com aquelas pessoas que fossem membros do Fórum.
Carnês de membros foram emitidos e contabilizou-se trinta membros fundadores. Esta organização foi constituída em setembro de 1925. Dezessete destes membros ainda vivem.
As pessoas encarregadas de recolher as perguntas e de comparar o texto datilografado com o original escrito à mão passaram a ser conhecidas como “Comissão de Contato”. Deste ponto em diante só os membros da Comissão de Contato cuidavam dos “contatos” e recebiam as comunicações escritas através da pessoa de contato.
De quando em quando, depois de ser entrevistado pela junta diretora e assinar a mesma promessa solene que os primeiros membros fundadores haviam assinado, novos membros foram admitidos ao Fórum. Essa promessa dizia :
“Reconhecemos nossa promessa solene de discrição, renovando nosso juramento de não comentar as Revelações de Urantia nem tema algum relacionado a esta com ninguém, exceto com os membros ativos do Fórum, nem tomar notas de tal tema conforme lido ou debatido nas sessões gerais, nem fazer cópias ou anotações do que pessoalmente lemos.”
A última assembléia de repercussão do Fórum teve lugar em 31 de maio de 1942. Durante seus dezessete anos de existência oficial chegou ao total de 486 membros.
Durante o período de recepção dos Escritos de Urantia, mais de 300 pessoas diferentes participaram da confecção destas perguntas de tanta repercussão. Com poucas exceções, todos os Escritos de Urantia foram dados em resposta a estas perguntas.
Os primeiros Escritos de Urantia
O primeiros grupo de escritos chegou a 57. Recebemos então uma comunicação recomendando-nos que, já que podíamos fazer muitas perguntas, e mais inteligentes, os agentes encarregados da supervisão e as pessoas responsáveis pela transmissão dos 57 Escritos se dedicariam a ampliar a revelação e a desenvolver os Escritos de acordo com nossas novas perguntas.
Este era o plano : Leríamos um Escrito num domingo à tarde; no domingo seguinte, apresentávamos as novas perguntas. Uma vez mais, elas seriam separadas, classificadas, etc. Este programa se estendeu por vários anos e culminou com a entrega dos 196 Escritos como se encontram no Livro de Urantia. (5)
Nota do tradutor:
(5) The Urantia Book: geralmente traduzido como “Livro de Urantia”.
A recepção dos Escritos completos
De certo modo, houve uma terceira entrega. Depois de se receber estes 196 Escritos, nos foi dito que a “Comissão de Revelação” gostaria que examinássemos de novo os Escritos e que fizéssemos mais perguntas relativas ao “aclaramento dos conceitos” e à “supressão de ambigüidades”. Este programa mais uma vez estendeu-se por vários anos. Durante este período nos foi trazida muito pouca informação nova. Somente trocas de pouca importância foram feitas em alguns dos Escritos. Acrescentou-se algo, suprimiu-se algo, mas houve pouca revisão ou ampliação do texto.
O que acaba de ser registrado refere-se mais em particular às partes I, II e III do Livro de Urantia. A parte IV – os Escritos sobre Jesus – tiveram origem de um modo um pouco diferente. Eles foram produzidos por uma comissão de intermediadores e completados um ano mais tarde que os outros escritos. As três primeiras partes foram completadas e nos foram certificadas em 1934 D.C.. Os escritos sobre Jesus não nos foram entregues até 1935.
O atraso na recepção dos Escritos sobre Jesus
O atraso de um ano na recepção dos Escritos sobre Jesus – a Parte IV do Livro de Urantia – pode ser explicado assim: os intermediadores estavam um pouco apreensivos sobre se convinha se envolverem no caso jurídico ainda pendente nos tribunais do Universo – Gabriel versus Lúcifer – e tinham dúvidas quanto a completar seu projeto até que lhe foi garantido que tinham plena autoridade para recontar a história da vida de Jesus na terra.
Depois de alguns meses de espera, veio um mandato de Uversa determinando que a Liga dos ntermediadores de Urantia prosseguisse com seu projeto de revelar a história da vida e dos ensinamentos de Miguel quando encarnado em Urantia, e não somente assegurando-lhes que não estavam em “desacato” aos tribunais de Uversa mas ,em vez disso, confirmavam o mandato de realizar este serviço e advertiam qualquer pessoa relacionada com isto que se abstivesse de interferir ou de obstruir de alguma maneira a execução desta empresa..
E esta é a explicação do porquê dos Escritos sobre Jesus aparecerem um ano depois de se ter completado os outros Escritos.
Razão para o silêncio com respeito aos detalhes das Origens do Livro de Urantia
Dentre as várias razões que nos foram dadas quando nos foi requerido que não comentássemos os detalhes de nossas experiências pessoais com relação com a origem do Livro de Urantia, pode-se destacar estas duas :
1. Características desconhecidas. Há muita coisa relacionada com a aparição dos Escritos de Urantia que nenhum humano compreende totalmente. Nenhum de nós realmente sabe exatamente como este fenômeno se efetivou. Há muitos elos perdidos em nossa compreensão sobre como esta revelação chegou a aparecer em inglês escrito.
Se qualquer um de nós dissesse a alguém o que verdadeiramente sabe sobre a técnica e os métodos empregados durante todos os anos de obtenção desta Revelação, essa narrativa não atisfaria a ninguém : há muitos elos perdidos.
2. A razão principal para não revelar a identidade da “pessoa de contato” é que os reveladores celestiais não queriam que nenhum ser humano – nenhum nome humano – fosse associado ao Livro de Urantia. Eles querem que esta revelação se sustente por suas próprias declarações ensinamentos.
Estão determinados a que as futuras gerações recebam o livro completamente livre de qualquer conexão com algum mortal – eles não querem nenhum São Pedro, São Paulo, Lutero, Calvino ou Wesley. O livro nem sequer leva a estampa da impressora que o fez.
Lembre-se : você poderia apreciar um bom poema mesmo se não conhecesse o autor. Da mesma forma, pode-se desfrutar de uma sinfonia mesmo que não se saiba nada acerca do seu compositor.
Como recebemos os Escritos de Urantia
Praticamente tudo o que se sabe ou se pode dizer das origens dos Escritos de Urantia é encontrado, aqui e ali, no Livro de Urantia. A lista destas referências pode ser encontrada no verso da sobrecapa do Livro.
Vejamos rapidamente estas citações (6):
1. Página 1, parágrafo 2: Esta passagem refere-se à dificuldade de apresentar conceitos espirituais amplos devido às limitações impostas pela linguagem humana, em inglês neste caso.
2. Página 1, parágrafo 4: Uma comissão de Orvonton participou na revelação e preparou este Prólogo.
3. Página 17, parágrafo 1: Para a expor esta revelação de valores espirituais e significados universais ampliados, tomaram mais de mil conceitos humanos das mentes de seres humanos do presente e do passado.
4. Página 16, parágrafo 8 e página 1343, parágrafo 1: Em toda revelação da verdade, dá-se a preferência aos mais elevados conceitos humanos de idealidade e realidade existentes. Só na ausência do conceito humano se revela o conhecimento supra-humano.
5. Página 1109, parágrafo 4 : Os reveladores raras vezes têm liberdade para antecipar descobertas científicas. A verdade é atemporal mas os ensinamentos a respeito das ciências físicas e de certas fases da cosmologia se tornarão parcialmente obsoletos como resultado das novas descobertas provenientes do avanço da investigação científica. A cosmologia da Revelação de Urantia não é inspirada. A sabedoria humana deve evoluir.
6. Página 215, parágrafo 2-9 : A pedagogia humana vai do simples ao complexo. A Revelação de Urantia começa com o mais complexo e continua com o mais simples. Em lugar de começar com o homem se estendendo para cima a fim de alcançar a Deus, os Escritos de Urantia começam com Deus se estendendo para baixo a fim de chegar ao homem.
7. Página 865, parágrafo 6-7 : A narração da função dos intermediadores em iniciar e levar avante até completar a Revelação de Urantia.
8. Página 865, parágrafo 2 e página 1208, parágrafo 7 : As criaturas intermediadoras sempre são empregadas no fenômeno de comunicação com os seres materiais através das “pessoas de contato”. O “sujeito” através de quem os Escritos de Urantia foram cedidos possuia um modelador de Pensamento altamente experimentado. A relativa indiferença e despreocupação do ”sujeito” com relação ao trabalho de seu Modelador interior foi bastante favorável para a realização e finalização do projeto de revelação.
9. Página 1256, parágrafo1 : A pessoa de contato era membro do Corpo de Reserva de Destino deUrantia. Esta era uma das várias condições que favoreceu a concessão da Revelação de Urantia.
10. Página 1008, parágrafo 3: A Revelação de Urantia é única por ter múltiplos autores. A Revelação de Urantia, como as que a antecedem, não é inspirada.

Gostariamos de ressaltar que as informações contidas neste livro foram amplamente utilizadas para compor obras intituladas “Operação Cavalo de Tróia”, “Testamento de João”, ambas de J. J. Benitez. Aqueles que tiveram a oportunidade de ler o Livro de Urântia percebem que os livros do escritor espanhol, além da parte dedicada a ficção, trazem cópias exatas das passagens do Livro de Urântia, especialmente aquelas que descrevem com riquezas de detalhes a vida terrena de Jesus de Nazaré. É apenas uma observação que nos parece pertinente, pois um livro de tal envergadura não deveria ser fragmentado, ou mesmo, apropriado de forma indevida. Tal conclusão é flagrante porque em nenhum momento há referencias sobre a origem das informações utilizadas.
Paula, vou completar sua informação. Benitez tambem copiou descaradamente o livro de Urantia em sua obra A Rebelião de Lúcifer. Eu tinha muita vontade de ler, mas foi uma decepção.