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A importância dos estudos gnósticos para o entendimento da condição terrena

Enviado por Orbum em 13 de abril de 2009 – 17:44Um comentário
A Árvore Cósmica

A Árvore Cósmica

Ao ano em que o filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche morria, nascia o nobre Antoine-Jan-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupèry, filho do conde e condessa de Foscolombe. Se a pluralidade de influências psíquicas marcou Nietzsche com dualidade e insânia, o mesmo não ocorreria com Saint-Exupèry, que conseguiu superar a visão de seus contemporâneos filósofos, encontrando na literatura o melhor veículo para expressar sua sabedoria interior.

Sua famosa frase “Só se vê bem com o coração; o essencial é invisível aos olhos” é hoje como um emblema para esses novos tempos de revelações em que o que estava oculto começa a ser revelado. Não porque os corações o foram desvelar, mas porque os céus se desdobram a nos inspirar e trazer-nos as revelações.

No mundo em que vivemos, criamos oposições ou as aceitamos como guias desde o princípio. Algumas vezes fomos inspirados pelas hostes luciferianas, outras fomos nossos próprios padrões de rebelados que comandaram nossos atos e nossas escolhas.

Diante da multidão humana que habita a Terra, poucos foram os que ousaram na verdadeira senda interior com o objetivo de acender a luz da própria alma. O motivo pelo qual alguns abominam o gnosticismo e outros o abraçam é porque gnose (do grego gnôsis), diferentemente de epistéme, que significa “conhecimento científico”, quer dizer “conhecimento ou sabedoria divina”, ou seja, sabedoria que vem do “coração”.

Se a verdade e a sabedoria pudessem vir de algum outro lugar que não o nosso íntimo, a situação do mundo seria outro com a vinda de tantos sábios e mestres a este orbe. Todavia, não apenas nos abstemos da auto-iluminação e rejeitamos o caminho que nos leva a ela como também de tudo fazemos e estivemos fazendo para impedir que o conhecimento esclarecedor desta senda se fortalecesse no meio de todos.

Não neguemos o fato de que a maioria terrena sempre escolheu heróis de espada e não de amor. Tal foi quando tivemos de escolher entre Barrabás e Jesus e escolhemos Barrabás. Mesmo assim, Jesus pediu ao Pai que nos perdoasse, por conta da ignorância que nos encobria os olhos para a verdade luminosa.
Admitam! Isto ainda não mudou.

A corrente sethiana (seguidores de Seth), desde a época do Cristianismo nascente, quando o gnosticismo cresceu em evidência, vem sendo combatida pela igreja romana. Sucumbiu aos ataques do Imperador Constantino e então se fundiu às demais correntes gnósticas no que se pode chamar de gnosticismo velado.

Hoje, graças ao resgate de valiosos pergaminhos como os reunidos em A Biblioteca de Nag Hammadi, o gnosticismo sethiano ressurge como fonte de entendimento até mesmo para compreendermos melhor as influências divinas em nossas vidas e em nosso psiquismo. Notadamente, porque é através de Seth e seu legado que encontraremos o fio condutor do enredo do pregresso universal desde a sua criação, passando pela rebelião luciferiana e caindo no contexto terrestre, onde vamos concentrar a idéia exposta de Jesus de que “os últimos serão os primeiros”.

Não há muito mais o que esperar do Mais Alto. Mestres e avatares estiveram entre nós e deitaram suas verdades. Movimentos anticulturais foram inspirados pela Espiritualidade no sentido de desestruturar o modo de vida equivocado das nossas comunidades para instalar na terra o modo de vida sugerido por Jesus: exercitando o amor acima de tudo e despojando-nos dos bens materiais e de qualquer política, sobretudo, a de consumo. Mas nestes, especialmente no movimento hyppie da década de 60, as trevas encontraram brechas e fomentaram elementos contrários à causa cristã como a libertinagem e as drogas.

É notório que o passo seguinte é nosso. Não apenas no resgate da sabedoria que se deita nos pergaminhos gnósticos de Nag Hammadi e outros, mas, principalmente, na ação de nos colocarmos em curso imediato e urgentíssimo rumo ao melhoramento íntimo. Em outras palavras, está na hora de assumirmos a nossa própria responsabilidade no processo evolutivo desta humanidade, bem como nossa maioridade perante o Cosmo.

Lúcia Roberta Mello

Um comentário »

  • Paulo Sérgio disse:

    Artigo muito bom este da Lúcia Roberta Mello, vai ao fulcro de toda a questão existencial das sociedades de sempre e de hoje em dia. Enquanto o homem permanecer num mero “animal inteletual” apenas atento à sua progressão em linha horizontal, tendo únicamente em vista o exacerbamento do seu ego, negligenciando a necessária evolução pela via vertical rumo à operacionalidade da Consciência, manteremos a decadente situação em que nos encontramos globalmente, e a hora da responsabilidade expressa pela Lúcia no final do seu
    depoimento continuará adiada.

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